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Z73.0
CID-10

Burnout ocupacional

Exaustão ocupacional

Resumo

Burnout é exaustão pelo trabalho, com cansaço, desengajamento e queda de desempenho.

Identificação

Código Principal
Z73.0
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Burnout
Nome em Inglês
Burnout
Outros Nomes
Burnout • Exaustão ocupacional • Fadiga ocupacional • Desgaste profissional • Cansaço crônico no trabalho
Siglas Comuns
BU BO

Classificação

Capítulo CID
Capítulo 21 - Fatores externos (Z códigos)
Categoria Principal
Fatores ocupacionais e sociais
Subcategoria
Burnout/Exaustão ocupacional
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais variam; prevalência entre ocupações de 10% a 30%.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais inconsistentes; variações por setor e método de estudo.
Faixa Etária Principal
Adultos ativos, 25-55 anos
Distribuição por Sexo
Maior entre mulheres em serviços; diferenças por setor
Grupos de Risco
Profissionais de saúde Educadores Funcionários de serviços essenciais Trabalho intenso/turnos Cuidados com idosos
Tendência Temporal
Varia com ocupação; tendência geral sem padrão único

Etiologia e Causas

Causa Principal
Estresse ocupacional crônico com demandas elevadas, apoio insuficiente e desequilíbrio vida-trabalho.
Mecanismo Fisiopatológico
Estresse prolongado leva a exaustão emocional, esquecimento e desengajamento, com alterações neuroendócrinas.
Fatores de Risco
Carga de trabalho alta Turnos irregulares Baixo suporte social Conflitos organizacionais Baixa autonomia no trabalho Concentração de tarefas
Fatores de Proteção
Suporte organizacional Equilíbrio vida-trabalho Liderança empática Programas de bem-estar
Componente Genético
Contribuição moderada da predisposição genética para sensibilidade ao estresse.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Exaustão emocional e física relacionada ao trabalho.
Sintomas Frequentes
Fadiga persistente
Ceticismo/cinismo
Redução da eficácia
Distúrbios do sono
Irritabilidade
Queda de concentração
Sinais de Alerta
  • Ideação suicida
  • Comportamento de risco extremo
  • Queda acentuada da lucidez
  • Alteração grave do sono
  • Depressão associada
Evolução Natural
Sem intervenção, cansaço aumenta, conflitos surgem e produtividade cai; melhora com suporte.
Complicações Possíveis
Depressão Transtornos de ansiedade Distúrbios do sono Erros profissionais Isolamento social

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Exaustão ocupacional, cinismo e baixa eficácia, sem transtorno mental primário.
Exames Laboratoriais
Não há marcador definitivo CBC, glicose normais TSH normal Vitamina D às vezes baixa Avaliação de sono
Exames de Imagem
Não há achados específicos Não indicada rotineiramente
Diagnóstico Diferencial
  • Depressão
  • Transtorno de ansiedade
  • Transtorno de adaptação
  • Síndrome de fadiga crônica
  • Distúrbios do sono
Tempo Médio para Diagnóstico
Varia entre semanas a meses; depende de avaliação

Tratamento

Abordagem Geral
Abordagem multidisciplinar com reconhecimento institucional, ajuste ocupacional e apoio psicossocial.
Modalidades de Tratamento
1 Terapia cognitivo-comportamental
2 Gestão do estresse
3 Ajustes no trabalho
4 Programas de bem-estar
5 Apoio psicossocial
Especialidades Envolvidas
Medicina do Trabalho Psiquiatria Psicologia clínica Reabilitação ocupacional Enfermagem do trabalho
Tempo de Tratamento
Varia; geralmente meses com monitoramento
Acompanhamento
Consultas periódicas, sono, estresse e rede de apoio

Prognóstico

Prognóstico Geral
Geralmente favorável com intervenção adequada e ajustes no trabalho.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Suporte social sólido
  • Ambiente de trabalho adaptado
  • Motivação para mudança
  • Acesso a psicoterapia
Fatores de Mau Prognóstico
  • Falta de apoio
  • Turnos extremos
  • Cultura de alta pressão
  • Comorbidades psiquiátricas
Qualidade de Vida
Pode melhorar com suporte e ajustes, mas permanece sensível ao ambiente de trabalho

Prevenção

Prevenção Primária
Promover equilíbrio entre vida e trabalho, pausas adequadas e apoio organizacional.
Medidas Preventivas
Gestão de carga de trabalho
Programas de bem-estar
Treinamento de resiliência
Liderança apoiadora
Trabalho flexível
Rastreamento
Triagens periódicas de estresse ocupacional e uso de questionários.

Dados no Brasil

Dados regionais variam; sem contagem nacional estável.
Internações/Ano
Óbitos diretos comuns? não; geralmente por comorbidades.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior impacto em grandes centros urbanos com demanda elevada.

Perguntas Frequentes

1 Que é burnout no ambiente de trabalho?
Exaustão psicológica causada por estresse ocupacional prolongado, com cansaço e desengajamento.
2 Quais são os sinais iniciais?
Fadiga, irritabilidade, dificuldade de concentração e queda de desempenho.
3 Como é feito o diagnóstico?
Avaliação clínica, questionários e exclusão de transtornos psiquiátricos primários.
4 Como prevenir?
Sono adequado, pausas, apoio institucional e estratégias de enfrentamento.
5 Qual o tratamento?
Intervenção multidisciplinar com psicoterapia, ajuste no trabalho e apoio social.

Mitos e Verdades

Mito

burnout é sinal de fraqueza.

Verdade

resulta de estresse ocupacional, não de fraqueza.

Mito

só ocorre em médicos.

Verdade

afeta diversas profissões.

Mito

tratamento demora anos.

Verdade

melhora com tratamento adequado e mudanças no ambiente.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure médico da família, médico do trabalho ou psicólogo.
Especialista Indicado
Médico do trabalho ou psicólogo
Quando Procurar Emergência
Ideação suicida ou crise exige atendimento imediato.
Linhas de Apoio
CVV 188 SUS 136 Rede de apoio local

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.