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X60-X84
CID-10

Autolesão intencional

Autolesão intencional

Resumo

Guia rápido sobre autolesão e CID X60-X84, com recursos de apoio.

Identificação

Código Principal
X60-X84
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Self-harm, intentional self-injury (CID X60-X84)
Nome em Inglês
Self-harm, intentional self-injury
Outros Nomes
Autolesão • Autoagressão • Autoferimento • Autodestruição • Self-harm
Siglas Comuns
XSH SI AI

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XX - Causas externas
Categoria Principal
Causas externas / Comportamento de risco
Subcategoria
Autolesão intencional
Tipo de Condição
causa_externa
Natureza
adquirida
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Taxas globais variam; adolescentes e jovens adultos em maior grupo.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais limitados; tendência de alta entre jovens.
Faixa Etária Principal
Adolescentes e jovens adultos
Distribuição por Sexo
Maior frequência em mulheres jovens; variação regional.
Grupos de Risco
Adolescentes Jovens adultos Pessoas com transtornos mentais Usuários de álcool Vítimas de abuso
Tendência Temporal
Varia com políticas de prevenção; melhora em alguns lugares.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Origem multifatorial: sofrimento emocional, impulsividade, transtornos psiquiátricos.
Mecanismo Fisiopatológico
Sofrimento emocional intenso desencadeia autoagressão como regulação de dor psíquica.
Fatores de Risco
Transtornos depressivos Transtornos de ansiedade Transtorno de personalidade Histórico de abuso Isolamento social Estresse agudo
Fatores de Proteção
Apoio familiar Rede de apoio escolar/trabalho Acesso a terapia Recursos de saúde mental
Componente Genético
Contribuição genética moderada para impulsividade e vulnerabilidade emocional.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor emocional intensa levando a autolesão deliberada.
Sintomas Frequentes
Lesões auto infligidas
Padrões repetidos
Sinais de isolamento
Conflitos familiares
Queda de desempenho
Mudanças de humor
Sinais de Alerta
  • Ideação suicida
  • Plano de autolesão
  • Afastamento social
  • Dicas de autossombio
  • Uso de álcool/drogas
Evolução Natural
Sem tratamento, ciclo de sofrimento pode perpetuar autolesão.
Complicações Possíveis
Infecções cutâneas Dano tecidual Risco de complicações cirúrgicas Conflitos familiares Estigma social

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Histórico de autolesão, sofrimento emocional, avaliação clínica
Exames Laboratoriais
Hemograma Perfil bioquímico Avaliação toxicológica Função hepática Teste de álcool
Exames de Imagem
Radiografia de lesões RM/TC se houver trauma complexo Ultrassom conforme necessário Avaliação de lesões cutâneas
Diagnóstico Diferencial
  • Transtornos do humor
  • Transtornos de ansiedade
  • Transtorno de personalidade
  • Uso de substâncias
  • Dor crônica
Tempo Médio para Diagnóstico
Geralmente dias a semanas; depende de acesso à avaliação.

Tratamento

Abordagem Geral
Apoio psicossocial, plano de segurança, intervenções para reduzir autolesão.
Modalidades de Tratamento
1 Terapia cognitivo-comportamental
2 Terapia Dialética Comportamental
3 Terapia psicodinâmica
4 Tratamento medicamentoso conforme transtorno
5 Plano de crise
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Psicologia Enfermagem Assistência social Clínica geral
Tempo de Tratamento
Meses a longo prazo; responde à adesão ao cuidado.
Acompanhamento
Consultas regulares, monitoramento de risco, apoio familiar, ajuste terapêutico.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Variável; com suporte adequado melhora o desfecho.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Acesso a tratamento
  • Rede de apoio
  • Adesão ao plano
  • Tratamento contínuo
Fatores de Mau Prognóstico
  • Transtornos não tratados
  • Uso de substâncias
  • Isolamento
  • Violência doméstica
Qualidade de Vida
Impacto significativo; suporte adequado melhora autonomia.

Prevenção

Prevenção Primária
Promoção de saúde mental, redução de estressores, acesso a apoio emocional.
Medidas Preventivas
Acesso a psicoterapia
Redes de apoio escolar
Campanhas de conscientização
Tratamento de transtornos mentais
Redução de álcool e drogas
Rastreamento
Triagens em escolas e serviços de saúde mental para detecção precoce.

Dados no Brasil

Número de internações varia por local e serviço.
Internações/Ano
Distribuição Regional
Maior concentração em áreas urbanas com variações regionais.

Perguntas Frequentes

1 Pergunta comum: autolesão é igual a suicídio?
Não são sinônimos; autolesão expressa sofrimento, procure apoio.
2 Como identificar sinais de alerta?
Planejamento, ferimentos, isolamento; procure ajuda imediatamente.
3 É possível tratamento eficaz?
Sim, com acompanhamento multidisciplinar e apoio familiar há melhoria.
4 Quais medidas na prevenção?
Rotina estável, terapias, comunicação, rede de apoio.
5 Como conversar com alguém que se feriu?
Mostre empatia, não julgue, ofereça ajuda prática e procure profissional.

Mitos e Verdades

Mito

pessoas que se machucam querem chamar atenção.

Verdade

sofrimento intenso frequentemente guia o ato; apoio salva.

Mito

apenas jovens se envolvem.

Verdade

pode ocorrer em várias idades; fatores psiquiátricos variam.

Mito

cortar a pele é sinal de doença mental.

Verdade

pode ocorrer com transtornos; avaliação profissional essencial.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure serviço de saúde mental ou médico de confiança.
Especialista Indicado
Psiquiatra ou psicólogo.
Quando Procurar Emergência
Procure atendimento imediato em crises ou ligue 188 (CVV).
Linhas de Apoio
188 CVV CAPS próximo Telefone de suporte local

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.