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traumatismo craniano cid
CID-10

Traumatismo cranioencefálico

Machucado grave na cabeça

Resumo

Trauma na cabeça varia de leve a grave; avaliação médica é essencial.

Identificação

Código Principal
S06
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Lesão intracraniana traumática (S06) segundo CID-10, nomenclatura OMS.
Nome em Inglês
Traumatic Brain Injury
Outros Nomes
Lesão intracraniana traumática • Lesão cerebral por trauma • Traumatismo craniano leve • Trauma cranial
Siglas Comuns
TCE TBI TCC

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XIX - Lesões por Externos
Categoria Principal
Lesões da cabeça e cérebro
Subcategoria
Traumatismo craniano leve a moderado
Tipo de Condição
lesao
Natureza
traumatica
Gravidade Geral
grave

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais sugerem milhões de casos anuais; variações por região.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais limitados; estimativas apontam variação regional.
Faixa Etária Principal
Adultos jovens (20-40) predominam
Distribuição por Sexo
Distribuição variável por cenário; homens e mulheres próximo
Grupos de Risco
Idosos Crianças Atletas de contato Vítimas de trânsito Anticoagulantes
Tendência Temporal
Tendência estável com variações regionais; melhoria com prevenção.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Impacto externo mecânico direto na cabeça, geralmente acidente ou queda.
Mecanismo Fisiopatológico
Impacto transmite energia ao crânio, causando lesões cerebrais por contusão, hemorragias e edema com aumento da pressão intracraniana.
Fatores de Risco
Idade avançada Uso de anticoagulantes Álcool excessivo Condições de trabalho perigosas Trânsito Traumas esportivos
Fatores de Proteção
Cinto de segurança Capacete Supervisão em crianças Casa segura
Componente Genético
Fator genético pode influenciar risco e recuperação, porém não determina o trauma isoladamente

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor de cabeça intensa logo após o impacto, confusão ou sonolência.
Sintomas Frequentes
Náusea
Vômitos
Perda de memória
Dificuldade de equilíbrio
Tontura
Sonolência
Sinais de Alerta
  • Coma ou sonolência progressiva
  • Dilatação pupilar desigual
  • Piora rápida da consciência
  • Piora rápida da fraqueza
  • Vômitos repetidos
Evolução Natural
Pode piorar sem tratamento com edema e herniação.
Complicações Possíveis
Hipertensão intracraniana Hidrocefalia Convulsões Déficit neurológico permanente Infecção se cirurgia

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Avaliação clínica com TC ou RM demonstrando lesão intracraniana.
Exames Laboratoriais
Hemograma Coagulograma Glicose Eletrólitos Creatinina
Exames de Imagem
Tomografia de crânio sem contraste RM craniana Radiografia de crânio
Diagnóstico Diferencial
  • Enxaqueca pós-trauma
  • AVC pós-trauma
  • Hematoma subdural leve
  • Contusão sem lesão detectável
  • Edema cerebral difuso
Tempo Médio para Diagnóstico
Horas até confirmação com imagem, variando por serviço

Tratamento

Abordagem Geral
Avaliação rápida, monitoramento neurológico e suporte hemodinâmico; decisão entre observação e intervenção.
Modalidades de Tratamento
1 Monitorização neurológica
2 Controle da pressão intracraniana
3 Cirurgia para hematoma
4 Reabilitação precoce
5 Cuidados gerais
Especialidades Envolvidas
Neurologia Neurocirurgia Cuidados Intensivos Traumatologia Fisioterapia
Tempo de Tratamento
Dependente da gravidade; pode variar de 1 dia a semanas.
Acompanhamento
Monitoramento neurológico diário com reavaliação e orientações para casa.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva depende da gravidade inicial e da resposta ao manejo; alguns recuperam bem.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Conscientização preservada
  • Lesões leves
  • Resposta rápida ao monitoramento
  • Ausência de Hemorragias difusas
Fatores de Mau Prognóstico
  • Coma prolongado
  • Hemorragias extensas
  • Deterioração neurológica
  • Idade avançada ou comorbidades
Qualidade de Vida
Variável; muitos retornam às atividades com adaptações.

Prevenção

Prevenção Primária
Capacete, cinto de segurança, evitar quedas, ambiente doméstico seguro.
Medidas Preventivas
Uso de capacete
Cinto de segurança
Proteção infantil
Ambiente seguro
Educação em primeiros socorros
Rastreamento
Avaliação neurológica periódica; não há rastreamento universal.

Dados no Brasil

Muitas internações anuais em trauma craniano no Brasil.
Internações/Ano
Mortalidade dependente da gravidade; casos graves elevados.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Casos mais frequentes em áreas urbanas com tráfego intenso.

Perguntas Frequentes

1 Qual é a diferença entre leve e grave?
Leve tende a recuperação rápida; grave envolve déficits ou sangramento.
2 Preciso de TC no pronto atendimento?
Geralmente sim para confirmar lesão; orienta tratamento.
3 Quando é alta?
Alta ocorre quando estado neurológico fica estável com cuidado.
4 Posso praticar esportes?
Retorno depende da evolução; siga orientação médica.
5 Há cura completa?
Alguns ficam bem; outros com sequelas; reabilitação ajuda.

Mitos e Verdades

Mito

trauma pequeno não precisa de avaliação.

Verdade

Vários traumas aparentes ocultam lesões graves.

Mito

cirurgia é sempre necessária.

Verdade

Nem toda lesão requer cirurgia; decisão depende de imagem/estado.

Mito

tempo cura tudo imediatamente.

Verdade

Recuperação varia; a reabilitação é gradual.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure pronto atendimento ao sofrer trauma na cabeça.
Especialista Indicado
Neurologista ou neurocirurgião
Quando Procurar Emergência
Alteração súbita da consciência, dificuldade respiratória, convulsões.
Linhas de Apoio
188 CVV SUS 136 Disque Criança Disque Vida

CIDs Relacionados

S06 S06.0 S06.1 S06.2 S06.9

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.