contato@nztbr.com
transtorno de ansiedade generalizada cid
CID-10

Transtorno de ansiedade generalizada

Ansiedade generalizada

Resumo

GAD é preocupação persistente, difícil de controlar; tratamento ajuda.

Identificação

Código Principal
F41.1
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Transtorno de ansiedade generalizada
Nome em Inglês
Generalized Anxiety Disorder
Outros Nomes
TAG • Transtorno de ansiedade crônica • Ansiedade persistente • TAG (transtorno)
Siglas Comuns
TAG GAD TA

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Transtornos mentais e comportamentais
Categoria Principal
Transtornos de ansiedade
Subcategoria
Transtorno de ansiedade generalizada
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativa global: 2-7% da população adulta, com variações por método.
Prevalência no Brasil
Brasil: estimativas 3-6% entre adultos; dados variam por estudo.
Faixa Etária Principal
Adultos, especialmente 20-40 anos
Distribuição por Sexo
Maior prevalência em mulheres
Grupos de Risco
Mulheres jovens História familiar de ansiedade Estresse crônico Trauma na infância Transtornos de humor
Tendência Temporal
Mantém-se estável a moderadamente crescente com fatores sociais

Etiologia e Causas

Causa Principal
Origem multifatorial: genética, estresse ambiental e alterações neurobiológicas.
Mecanismo Fisiopatológico
Hiperativação da amígdala e circuits pré-frontais; desequilíbrio de GABA/serotonina/HPA.
Fatores de Risco
História familiar de ansiedade Estresse crônico Trauma Distúrbios do sono Condições médicas crônicas Uso de álcool/estimulantes
Fatores de Proteção
Rede de apoio social Sono regular Rotina de exercícios Técnicas de relaxamento
Componente Genético
Contribuição genética moderada; herdabilidade observada em estudos.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Preocupação excessiva constante, difícil de controlar por ≥6 meses.
Sintomas Frequentes
Fadiga
Dificuldade de concentração
Tensão muscular
Irritabilidade
Dificuldade de sono
Ansiedade persistente
Sinais de Alerta
  • Ideação suicida
  • Pensamentos de automutilação
  • Perda de funcionamento significativo
  • Uso abusivo de substâncias
  • Quase desmaiar em crises graves
Evolução Natural
Sem tratamento, sintomas persistem e podem piorar, afetando vida diária.
Complicações Possíveis
Depressão Distúrbios do sono Isolamento social Problemas ocupacionais Uso de substâncias

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Ansiedade excessiva na maioria dos dias por ≥6 meses, com 3 dos 6 sintomas principais.
Exames Laboratoriais
Sem biomarcador específico; exames para excluir outras condições
Exames de Imagem
Não rotineiros; usados para excluir diagnósticos diferenciais
Diagnóstico Diferencial
  • Transtorno de humor maior
  • Transtorno de pânico
  • Transtorno de estresse pós-traumático
  • Transtornos de somatização
  • Uso de substâncias
Tempo Médio para Diagnóstico
Tempo variável; acesso a cuidado influencia a confirmação

Tratamento

Abordagem Geral
Abordagem integrada: psicoterapia, educação, higiene do sono, atividade física.
Modalidades de Tratamento
1 Terapia Cognitivo-Comportamental
2 Medicamentos sob prescrição (ISRS/SNRI)
3 Técnicas de relaxamento
4 Mindfulness
5 Grupos de apoio
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Psicologia clínica Medicina de família Enfermagem de saúde mental Terapia ocupacional
Tempo de Tratamento
Duração varia; CBT meses; medicação conforme resposta.
Acompanhamento
Consultas regulares; ajuste de tratamento conforme resposta

Prognóstico

Prognóstico Geral
Curso pode ser crônico; melhora com tratamento adequado.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Boa adesão ao tratamento
  • Rede de apoio
  • Poucas comorbidades
  • Acesso a psicoterapia
Fatores de Mau Prognóstico
  • Uso de substâncias
  • Trauma complexo
  • Comorbidades psiquiátricas
  • Insônia grave
Qualidade de Vida
Pode reduzir impacto diário; melhora com tratamento e suporte

Prevenção

Prevenção Primária
Gerenciar estresse, sono adequado, atividade física regular
Medidas Preventivas
Sono regular
Exercício
Redução de cafeína
Mindfulness
Suporte social
Rastreamento
Avaliação periódica em grupos de risco; não há rastreio único

Dados no Brasil

Internações associadas são menos frequentes que outras condições psiquiátricas.
Internações/Ano
Óbitos diretos por TAG são incomuns; risco ligado a comorbidades.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior acesso a serviços em urbanas; diferenças regionais.

Perguntas Frequentes

1 Qual a diferença entre TAG e ansiedade momentânea?
TAG é preocupação contínua por meses; ansiedade comum é passageira.
2 É possível se curar completamente?
Melhora significativa é comum; cura depende de tratamento adequado.
3 Qual é o tratamento inicial?
TCC é primeira linha; pode combinar com medicação conforme necessidade.
4 Preciso mudar hábitos para ajudar?
Sono, exercício e suporte social ajudam também no tratamento.
5 Como sei se devo ir ao médico?
Se a preocupação atrapalha sua rotina por meses, procure avaliação.

Mitos e Verdades

Mito

ansiedade grave é sinal de fraqueza.

Verdade

ansiedade é condição tratável com terapia e apoio médico.

Mito

apenas mulheres ficam ansiosas.

Verdade

homens também são afetados; muitos não buscam ajuda.

Mito

medicação sempre é ruim.

Verdade

medicamentação pode ser útil; muitas vezes associada à psicoterapia.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Médico de família, CAPS ou clínica de saúde mental.
Especialista Indicado
Psiquiatra ou psicólogo clínico.
Quando Procurar Emergência
Ideação suicida, risco imediato ou deterioração aguda requer atendimento.
Linhas de Apoio
188 - CVV 192 - SAMU 136 - Ouvidoria SUS

CIDs Relacionados

F41.1 F41.0 F41.9 F43.22 F48.9

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.