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transtorno bipolar cid
CID-11

Transtorno bipolar

Bipolaridade

Resumo

Resumo: bipolar envolve oscilações de humor; tratamento requer continuidade.

Identificação

Código Principal
F31.9
Versão CID
CID-11
Nome Oficial
Transtorno bipolar, conforme OMS, CID-11
Nome em Inglês
Bipolar Disorder
Outros Nomes
Distúrbio bipolar • Transtorno maníaco-depressivo • Transtorno afetivo bipolar • Bipolaridade • Transtorno de humor bipolar
Siglas Comuns
TB BP BD

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Transtornos mentais, neurose e transtornos do comportamento
Categoria Principal
Transtornos de humor
Subcategoria
Transtorno bipolar (I/II)
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Globais: 1-2% da população adulta já viveu um episódio bipolar.
Prevalência no Brasil
Brasil: estimativas semelhantes, 1-2% da população.
Faixa Etária Principal
Início típico entre 15-24 anos; variações.
Distribuição por Sexo
Mulheres em fases depressivas; homens mais em fases maníacas.
Grupos de Risco
História familiar Uso de substâncias Estresse emocional Perturbações do sono Comorbidades psiquiátricas
Tendência Temporal
Tende a persistir ao longo da vida; melhora com tratamento.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Origem multifatorial: genética, neuroquímica e ambiente.
Mecanismo Fisiopatológico
Circuitos fronto-limbicos com dopaminérgica instável e neuroplasticidade alterada.
Fatores de Risco
História familiar positiva Estresse significativo Comorbidades psiquiátricas Uso de álcool/drogas Pouca adesão ao tratamento Desregulação do sono
Fatores de Proteção
Acesso a tratamento Rede de apoio Sono regular Acompanhamento contínuo
Componente Genético
Herança significativa; risco maior em familiares diretos.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Oscilações de humor com elevação de energia e episódios depressivos.
Sintomas Frequentes
Episódios de mania
Depressão com recorrência
Alterações de sono
Irritabilidade
Impulsividade
Ideação acelerada
Sinais de Alerta
  • Ideação suicida
  • Comportamento autolesivo
  • Psicose aguda
  • Risco de violência
  • Desorientação aguda
Evolução Natural
Sem tratamento, padrões emocionais recorrentes; com manejo, melhora funcional.
Complicações Possíveis
Ideação suicida Abuso de substâncias Problemas de sono crônicos Deterioração funcional Conflitos familiares

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Histórico de episódios maníacos/hipomaníacos com ou sem depressão.
Exames Laboratoriais
Hemograma Perfil lipídico Função tireóide Função hepática Vitamina D
Exames de Imagem
RM cerebral TC cerebral EEG se psicose RM funcional
Diagnóstico Diferencial
  • Depressão unipolar
  • Esquizofrenia
  • Transtorno de ansiedade
  • Transtorno ciclotímico
  • Transtornos induzidos por substâncias
Tempo Médio para Diagnóstico
Normalmente entre 15 e 25 anos; pode ocorrer atraso diagnóstico.

Tratamento

Abordagem Geral
Tratamento integra estabilizadores, psicoterapia, sono regular e suporte social.
Modalidades de Tratamento
1 Medicamentos estabilizadores
2 Psicoterapia
3 TCC
4 Terapia de sono
5 Intervenções psicossociais
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Psicologia clínica Medicina de família Enfermagem psiquiátrica Terapia ocupacional
Tempo de Tratamento
Longa duração, com ajustes conforme resposta.
Acompanhamento
Consultas regulares a cada 1-3 meses; monitorar humor, sono e adesão.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Com manejo adequado, controle de episódios e boa função.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Início precoce
  • Boa adesão
  • Rede de apoio
  • Funcionamento prévio bom
Fatores de Mau Prognóstico
  • Múltiplas internações
  • Comorbidades graves
  • Uso de substâncias
  • Baixa adesão
Qualidade de Vida
Pode melhorar com tratamento, mantendo saúde mental estável.

Prevenção

Prevenção Primária
Hábitos de sono regr, manejo do estresse e diagnóstico precoce ajudam.
Medidas Preventivas
Sono regular
Rotina estável
Gerenciamento de estresse
Acesso a tratamento
Redução de substâncias
Rastreamento
Monitoramento periódico de humor, sono e adesão ao tratamento.

Dados no Brasil

Estimativas nacionais indicam dezenas de milhares de internações anuais.
Internações/Ano
Óbitos atribuíveis são baixos; não é primeira causa de morte.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior detecção em regiões com maior acesso à saúde mental.

Perguntas Frequentes

1 Quais os principais sinais do transtorno bipolar?
Oscilações de humor com energia aumentada ou diminuída, em ciclos, com impacto funcional.
2 Avanços no tratamento ajudam na vida diária?
Sim; estabilizadores, psicoterapia e sono regular reduzem recorrência.
3 Como é feito o diagnóstico?
Baseia-se em histórico de episódios; não há exame único definitivo.
4 Quais são as chances de recidiva?
Recidivas são comuns sem tratamento; adesão reduz riscos.
5 Quais mudanças no dia a dia ajudam?
Sono estável, rotina, evitar substâncias, apoio social.

Mitos e Verdades

Mito

Pessoas com bipolar não conseguem manter emprego

Verdade

Com tratamento adequado, muitos trabalham com sucesso.

Mito

Mudanças de humor significam fraqueza

Verdade

São fenômenos biológicos; não fraqueza pessoal.

Mito

Bipolaridade é fruto de mau humor

Verdade

Doença biológica requer tratamento especializado.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure médico de família ou CAPS; iniciar avaliação é essencial.
Especialista Indicado
Psiquiatra
Quando Procurar Emergência
Ideação suicida com plano, agressão ou risco grave exige atendimento imediato.
Linhas de Apoio
CVV 188 CAPS regional SUS telefone geral

CIDs Relacionados

F31.0 F31.1 F31.4 F33.0 F34.1

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.