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tea cid 11
CID-11

Transtorno do Espectro Autista

Autismo

Resumo

TEA é um conjunto de sinais de desenvolvimento; diagnóstico precoce ajuda muito

Identificação

Código Principal
6A02
Versão CID
CID-11
Nome Oficial
Transtorno do Espectro Autista, classificação de neurodesenvolvimento pela OMS (CID-11)
Nome em Inglês
Autism Spectrum Disorder
Outros Nomes
Autismo • TEA • Transtorno Autista • Espectro Autista • Distúrbio autista
Siglas Comuns
TEA ASD TEA-11

Classificação

Capítulo CID
Capítulo X - Transtornos do Neurodesenvolvimento
Categoria Principal
Transtorno do Neurodesenvolvimento
Subcategoria
Autismo do Espectro
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais: ~1% da população, variações por critérios diagnósticos
Prevalência no Brasil
Brasil acompanha tendência global com maior detecção recente
Faixa Etária Principal
Infância e adolescência
Distribuição por Sexo
Mais comum em males; cerca de 3:1
Grupos de Risco
história familiar de TEA exposição pré-natal a infecções baixa interação social precoce idade paterna avançada baixo peso ao nascer
Tendência Temporal
Aumento observado com melhoria diagnóstica e conscientização

Etiologia e Causas

Causa Principal
Origem multifatorial envolvendo genética e neurodesenvolvimento
Mecanismo Fisiopatológico
Alterações no desenvolvimento de circuits sociais, linguagem e comportamento repetitivo
Fatores de Risco
história familiar de TEA idade materna avançada deficiências de linguagem precoce exposição a toxinas pré-natal baixo peso ao nascer sensibilidade sensorial alta
Fatores de Proteção
interações precoces de linguagem ambiente estável e previsível intervenção multidisciplinar apoio social familiar
Componente Genético
Contribuição hereditária significativa, com variações genéticas múltiplas

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dificuldade de socialização e comunicação
Sintomas Frequentes
Dificuldade de contato visual
Atraso na fala
Interesses restritos
Rotinas rígidas
Comportamentos repetitivos
Hipersensibilidade sensorial
Sinais de Alerta
  • Ausência de resposta a estímulos sociais
  • Falta de balbucio significativo
  • Perda de habilidades adquiridas
  • Reforços repetitivos intensos
  • Isolamento social extremo
Evolução Natural
Sem intervenção, dificuldades persistem e afetam aprendizado
Complicações Possíveis
Dificuldades escolares Ansiedade Distúrbios de sono Problemas de alimentação Depressão

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Observação de comportamento, atraso no desenvolvimento e avaliação multidisciplinar
Exames Laboratoriais
Não há biomarcador único Avaliação genética quando indicado Painel metabólico conforme necessidade Avaliação de linguagem Avaliação comportamental
Exames de Imagem
RMN funcional em pesquisa RMN estrutural sem diagnóstico padrão Ultrassom cerebral não substitui avaliação clínica EEG quando necessário
Diagnóstico Diferencial
  • Transtorno de linguagem
  • Deficiência intelectual
  • TDHA
  • Transtornos de ansiedade
  • Distúrbios do processamento sensorial
Tempo Médio para Diagnóstico
Varia; tipicamente 2-4 anos desde o início dos sinais

Tratamento

Abordagem Geral
Intervenção multidisciplinar com foco em comunicação, comportamento adaptativo e apoio familiar
Modalidades de Tratamento
1 Terapia comportamental
2 Terapia da fala
3 Terapia ocupacional
4 Apoio educacional
5 Apoio familiar e social
Especialidades Envolvidas
Pediatria Neurologia Psicologia Fonoaudiologia Psiquiatria
Tempo de Tratamento
Varia; início precoce favorece resultados
Acompanhamento
Consultas regulares com equipe multidisciplinar

Prognóstico

Prognóstico Geral
Varia amplamente; com intervenção precoce, ganhos em comunicação e inclusão escolar
Fatores de Bom Prognóstico
  • Intervenção precoce
  • Apoio familiar
  • Adesão ao tratamento
  • Inclusão escolar eficaz
Fatores de Mau Prognóstico
  • Comorbidades psiquiátricas
  • Isolamento social persistente
  • Déficits severos de linguagem
  • Acesso limitado a serviços
Qualidade de Vida
Varia com suporte; educação, autonomia e inclusão melhoram

Prevenção

Prevenção Primária
Estimulação de linguagem e interação desde a primeira infância
Medidas Preventivas
Estimulação precoce
Ambiente previsível
Acompanhamento de desenvolvimento
Apoio familiar
Saúde materna adequada
Rastreamento
Triagens de TEA na pediatria de rotina com ferramentas validadas

Dados no Brasil

Distribuição Regional
Mais diagnóstico em regiões com serviços de desenvolvimento

Perguntas Frequentes

1 O que é TEA?
Transtorno do Espectro Autista é neurodesenvolvimento com variações na comunicação e socialização
2 Quando buscar avaliação?
Se sinais persistem após 18 meses, procure avaliação multidisciplinar
3 Qual é o tratamento principal?
Intervenção precoce com apoio comportamental e linguagem, com participação da família
4 Existe cura?
Não há cura; o objetivo é reduzir dificuldades e melhorar qualidade de vida
5 Como apoiar em casa?
Rotinas estáveis, comunicação diária, atividades socializadoras e terapias adequadas

Mitos e Verdades

Mito

TEA é causado pela criação dos pais

Verdade

TEA resulta de fatores genéticos e ambientais complexos

Mito

TEA impede aprendizado

Verdade

com apoio adequado, crianças aprendem e progridem

Mito

TEA é apenas atraso de fala

Verdade

envolve comunicação, socialização e comportamento

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure pediatra ou serviço de desenvolvimento local
Especialista Indicado
Pediatra ou médico de desenvolvimento
Quando Procurar Emergência
Procure urgência se houver convulsões ou piora súbita
Linhas de Apoio
0800-000-0000 Contato de apoio local Linha de saúde mental

CIDs Relacionados

6A02 6A02.0 F84.0 F84.5 Z00.5

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.