Transtorno do Espectro Autista
Autismo
Resumo
TEA é transtorno do neurodesenvolvimento com sinais variáveis
Identificação
- Código Principal
- TEA-CID-01
- Versão CID
- CID-11
- Nome Oficial
- Transtorno do Espectro Autista (TEA) segundo CID-11, definição OMS para diagnóstico
- Nome em Inglês
- Autism Spectrum Disorder
- Outros Nomes
- TEA • Autismo • Transtorno do Espectro Autista • Síndrome Autista • Distúrbio do Espectro Autista
- Siglas Comuns
- TEA ASD TEA-11
Classificação
- Capítulo CID
- Capítulo F - Transtornos do Neurodesenvolvimento
- Categoria Principal
- Grupo de transtornos neurodesenvolvimentos
- Subcategoria
- Transtorno do Espectro Autista
- Tipo de Condição
- transtorno
- Natureza
- cronica
- Gravidade Geral
- variavel
Epidemiologia
- Prevalência Mundial
- Estimativas globais apontam ~1% da população com TEA, conforme critérios diagnósticos
- Prevalência no Brasil
- Dados nacionais limitados; prevalência semelhante depende de vigilância
- Faixa Etária Principal
- Infância precoce, até 3 anos
- Distribuição por Sexo
- Maior frequência em sexo masculino; razão ~4:1
- Grupos de Risco
- História familiar de TEA Baixo peso ao nascer Idade materna avançada Condições genéticas associadas Condições neurológicas
- Tendência Temporal
- Aumento com maior conscientização; variação regional
Etiologia e Causas
- Causa Principal
- Origem multifatorial envolvendo genética e fatores ambientais
- Mecanismo Fisiopatológico
- Alterações na conectividade neural e desenvolvimento cerebral
- Fatores de Risco
- História familiar de TEA Baixo peso ao nascer Idade materna avançada Condições genéticas associadas Infecções pré-natais
- Fatores de Proteção
- Estimulação precoce Ambiente enriquecido Acesso a serviços de saúde Intervenção precoce
- Componente Genético
- Herança complexa com múltiplas variantes genéticas associadas
Manifestações Clínicas
- Sintoma Principal
- Dificuldades de comunicação e interação social
- Sintomas Frequentes
-
Dificuldade de linguagemInteresses restritosComportamentos repetitivosDificuldade com mudanças de rotinaHiper/hipersensibilidade sensorialDificuldade de empatia
- Sinais de Alerta
-
- Atraso considerável na fala
- Pouca resposta ao nome
- Perda de habilidades aprendidas
- Crises de irritabilidade prolongadas
- Gravidade de crises agressivas
- Evolução Natural
- Variável; sinais persistem sem intervenção, com melhora possível com suporte
- Complicações Possíveis
- Dificuldades escolares Problemas de sono Ansiedade Transtornos de linguagem Isolamento social
Diagnóstico
- Critérios Diagnósticos
- Avaliação clínica do desenvolvimento, observação comportamental, entrevista com cuidadores e critérios CID-11
- Exames Laboratoriais
- Não há teste laboratorial definitivo Avaliação de comorbidades Testes genéticos quando indicado Exames metabólicos quando necessário Audição para descartar déficit auditivo
- Exames de Imagem
- RM cerebral quando indicado TC neurológico seletivo EEG se suspeita de convulsões Avaliação estrutural do SNC
- Diagnóstico Diferencial
-
- Transtorno de linguagem
- Transtorno global do desenvolvimento
- Deficiência intelectual isolada
- Transtorno de comunicação social
- TDAH comorbido
- Tempo Médio para Diagnóstico
- Varia amplamente; pode levar meses a anos dependendo de acesso ao cuidado
Tratamento
- Abordagem Geral
- Intervenção multidisciplinar personalizada, foco em comunicação, habilidades sociais e comportamento; sem prescrição única
- Modalidades de Tratamento
-
1 Terapia comportamental2 Terapia ocupacional3 Terapia da linguagem4 Intervenção precoce5 Apoio escolar
- Especialidades Envolvidas
- Pediatria Neurologia Psiquiatria infantil Fonoaudiologia Psicologia
- Tempo de Tratamento
- Duração depende de metas; início precoce oferece melhor evolução
- Acompanhamento
- Consultas regulares a cada 3-6 meses com avaliação de progresso e ajuste terapêutico
Prognóstico
- Prognóstico Geral
- Perspectiva varia conforme severidade e suporte; muitos seguem vida produtiva com intervenções adequadas
- Fatores de Bom Prognóstico
-
- Intervenção precoce efetiva
- Ambiente estável
- Acesso a terapias
- Engajamento familiar
- Fatores de Mau Prognóstico
-
- Diagnóstico tardio
- Comorbidades
- Problemas graves de sono
- Isolamento social extremo
- Qualidade de Vida
- Melhora com suporte adequado; inclusão social facilita bem-estar
Prevenção
- Prevenção Primária
- Estimulação adequada na infância reduz atrasos; não há prevenção direta de TEA
- Medidas Preventivas
-
Estimulação precoceAmbiente estávelAcesso a serviços de saúdeVacinas de rotinaApoio educacional
- Rastreamento
- Monitoramento do desenvolvimento em consultas pediátricas de rotina
Dados no Brasil
Perguntas Frequentes
Mitos e Verdades
TEA é causado pela educação dos filhos
envolve genética/neurobiologia; não culpa parental
pessoas com TEA não querem interagir
muitos desejam comunicação; preferem modos distintos
TEA some com a idade
sinais podem diminuir com apoio, mas requer continuidade
Recursos para o Paciente
- Onde Buscar Ajuda
- Procure pediatra, neurologista infantil ou centro de neurodesenvolvimento
- Especialista Indicado
- Pediatra ou neurologista infantil
- Quando Procurar Emergência
- Convulsões, dificuldades respiratórias, dor torácica aguda, piora súbita
- Linhas de Apoio
- Disque TEA Linha de apoio Psicológico Centro de referência local
CIDs Relacionados
Aviso Importante
As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.