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sinusite cronica cid
CID-10

Sinusite Crônica

Sinusite Crônica

Resumo

Inflamação crônica dos seios paranasais com congestão; manejo depende de alergias e cirurgia se necessário.

Identificação

Código Principal
J32.9
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Sinusite crônica segundo OMS: inflamação persistente dos seios paranasais com duração ≥12 semanas
Nome em Inglês
Chronic Rhinosinusitis
Outros Nomes
Rinosinusite crônica • Sinusite crônica • Inflamação crônica dos seios • Rinosinusite de longo curso • Sinusite persistente
Siglas Comuns
SxCrônica RSN Crônica RSC

Classificação

Capítulo CID
Capítulo X - Doenças do sistema respiratório
Categoria Principal
Doenças nariz/Seios paranasais
Subcategoria
Rinosinusite Crônica
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Globalmente, 4 a 12% da população apresenta rinossinusite crônica.
Prevalência no Brasil
Brasil: prevalência estimada entre 5% e 12%.
Faixa Etária Principal
Adultos entre 20 e 60 anos
Distribuição por Sexo
Leve predomínio feminino
Grupos de Risco
Rinite alérgica Asma Polipose nasal Tabagismo Alergia ocupacional
Tendência Temporal
Tendência estável com tratamento; aumento em alergias.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Inflamação crônica das mucosas dos seios paranasais com obstrução de drenagem.
Mecanismo Fisiopatológico
Inflamação persistente com obstrução de drenagem, dano mucoso gradual
Fatores de Risco
Rinite alérgica Tabagismo Polipose nasal Desvio de septo Deficiência imune Poluição ambiental
Fatores de Proteção
Controle de alergias Higiene nasal Ambiente limpo Vacinas de gripe
Componente Genético
Predisposição genética moderada em alguns indivíduos

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Congestão nasal persistente com dor facial
Sintomas Frequentes
Congestão nasal
Secreção purulenta
Dor facial/peso facial
Perda de olfato
Cefaleias frequentes
Dor nos dentes superiores
Sinais de Alerta
  • Drenagem purulenta com dor periorbital
  • Alteração de visão súbita
  • Cefaleia intensa
  • Febre alta persistente
  • dor facial severa
Evolução Natural
Pode progredir sem tratamento, com piora de sintomas e danos ósseos.
Complicações Possíveis
Polipose nasal extensa Infecções orbitárias Osteíte(Osteomielite) Perda de olfato permanente Dano ósseo facial

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Dor nasal com congestão por ≥12 semanas, secreção; imagem confirmatória se necessário.
Exames Laboratoriais
Hemograma Proteína C reativa IgE total Perfil imune Teste de alergia
Exames de Imagem
TC de seios paranasais RM em casos complicados Endoscopia nasal com vídeo Radiografia não é primeira escolha
Diagnóstico Diferencial
  • Rinite alérgica
  • Sinusite aguda
  • Tumor nasal
  • Polipose não crônica
  • Hipertrofia de adenoide
Tempo Médio para Diagnóstico
Geralmente meses entre início dos sintomas e diagnóstico

Tratamento

Abordagem Geral
Abordagem multimodal: alívio de congestão, controle de alergias e drenagem nasal.
Modalidades de Tratamento
1 Medicamentos
2 Terapias tópicas
3 Cirurgia endoscópica nasal
4 Reabilitação olfativa
5 Controle de alergias
Especialidades Envolvidas
Otorrino Alergia e Imunologia Fisioterapia respiratória Enfermagem Medicina da Família
Tempo de Tratamento
Meses a anos, dependendo de gravidade e resposta.
Acompanhamento
Consultas a cada 3-6 meses, avaliação de função nasal e alergias

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva favorável com manejo adequado; sintomas controlados.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Bom controle de alergias
  • Pouca polipose nasal
  • Resposta boa ao tratamento
  • Acesso a cirurgia quando indicado
Fatores de Mau Prognóstico
  • Polipose extensa
  • Desvios anatômicos graves
  • Comorbidades respiratórias
  • Tratamento atrasado
Qualidade de Vida
Impacto moderado na vida devido congestão e sono ruim; melhora com manejo.

Prevenção

Prevenção Primária
Evitar irritantes, tratar alergias, higiene nasal adequada.
Medidas Preventivas
Controle de alergias
Higiene nasal diária
Evitar fumaça/poluentes
Vacinas de gripe
Gerenciar rinite crônica
Rastreamento
Avaliar recorrência e alergias; exames periódicos conforme necessidade.

Dados no Brasil

Média anual baixa; varia conforme região.
Internações/Ano
Baixa mortalidade direta associada.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Sudeste com maior frequência; demais regiões também afetadas.

Perguntas Frequentes

1 Essa condição é curável?
Controle adequado reduz sintomas; não há cura definitiva para todos os casos.
2 Como diagnosticar?
Avaliação clínica com exames de imagem quando necessário.
3 Qual é o tratamento?
Abordagem multimodal: alívio de congestão, controle de alergias; cirurgia se indicado.
4 Posso prevenir recorrência?
Controlar alergias e evitar irritantes ajuda a reduzir recidivas.
5 Tempo de recuperação?
Varia conforme gravidade; melhora com adesão ao tratamento.

Mitos e Verdades

Mito

antibióticos curam sempre; Verdade: usados com indicação específica.

Verdade

Antibióticos não devem ser usados sem necessidade; inflamação crônica requer manejo antiinflamatório.

Mito

Cirurgia garante cura

Verdade

Cirurgia reduz sintomas; não elimina inflamação de forma permanente.

Mito

Alergias não influenciam

Verdade

Alergias podem manter inflamação; controle alérgico melhora o quadro.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure clínica de otorrino ou médico de família para avaliação.
Especialista Indicado
Otorrinolaringologista
Quando Procurar Emergência
Piora de visão com dor ocular ou febre alta: buscar atendimento.
Linhas de Apoio
Disque SUS 132 SUS Central 136 CAPS local

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.