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seletividade alimentar cid
CID-10

Seletividade alimentar

Comedor exigente

Resumo

Seletividade alimentar é recusa de alguns alimentos; tratável com apoio multidisciplinar.

Identificação

Código Principal
F50.8
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Transtornos alimentares, outros especificados (F50.8)
Nome em Inglês
Avoidant/Restrictive Food Intake Disorder (ARFID)
Outros Nomes
Seletividade alimentar infantil • Picky eating • Ingestão seletiva • ARFID (DSM)
Siglas Comuns
SAI ARFID P.E.

Classificação

Capítulo CID
Capítulo F - Transtornos mentais e comportamentais
Categoria Principal
Transtornos alimentares
Subcategoria
Ingestão seletiva infantil
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais variam; pediatria costuma relatar 5-20% em crianças.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais limitados; padrão semelhante ao observado internacionalmente.
Faixa Etária Principal
Crianças em idade escolar
Distribuição por Sexo
Levemente mais frequente em meninas
Grupos de Risco
TEA/Autismo ansiedade infantil habitos alimentares rígidos condições gastrointestinais exposição alimentar limitada
Tendência Temporal
Estável com intervenção; melhora com manejo multidisciplinar

Etiologia e Causas

Causa Principal
Origem multifatorial com fatores biológicos, psicológicos e ambientais.
Mecanismo Fisiopatológico
Rigidez alimentar reduz variedade e nutrientes, impactando crescimento e saúde.
Fatores de Risco
TEA/Autismo ansiedade infantil habitos alimentares rígidos condições gastrointestinais exposição alimentar limitada fatores familiares
Fatores de Proteção
ambiente alimentar previsivel exposição gradual a novos sabores apoio familiar consistente monitoramento nutricional
Componente Genético
Predisposição genética em alguns casos; não existe gene único.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Preferência rígida por alimentos específicos, textures, cores ou cheiros.
Sintomas Frequentes
recusa alimentar de grupos
distensão digestiva pós refeições
dificuldade de ganho de peso
recusa a experimentar novos alimentos
aversão a temperaturas
controle rígido da alimentação
Sinais de Alerta
  • perda de peso rápida
  • crescimento comprometido
  • dor abdominal persistente
  • dificuldade extrema em engolir
  • sinais de desnutrição
Evolução Natural
sem tratamento tende a persistir; impacto nutricional e social aumenta
Complicações Possíveis
baixo ganho de peso deficiências nutricionais alterações de humor impacto escolar riscos nutricionais graves

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
duração superior a 3 meses com recusa alimentar e prejuízo nutricional
Exames Laboratoriais
hemograma perfil vitamínico ferro ferritina proteína total
Exames de Imagem
Raio-X torácico ultrassom abdominal RM apenas em comorbidades
Diagnóstico Diferencial
  • ARFID x TEA
  • transtornos de ansiedade
  • distúrbios gastrointestinais
  • distúrbios de alimentação infantil
  • fatores socioculturais
Tempo Médio para Diagnóstico
meses a anos, conforme acesso à avaliação especializada

Tratamento

Abordagem Geral
multidisciplinar com nutrição, psicologia e fonoaudiologia; exposição gradual
Modalidades de Tratamento
1 exposição gradual a novos alimentos
2 planejamento alimentar
3 orientação familiar
4 apoio nutricional
5 intervenções comportamentais
Especialidades Envolvidas
nutrição clínica psicologia infantil gastrenterologia fonoaudiologia terapia ocupacional
Tempo de Tratamento
diverge conforme adesão; meses a anos
Acompanhamento
consultas periódicas com equipe multidisciplinar; monitoramento de peso

Prognóstico

Prognóstico Geral
variável; melhora com tratamento adequado e apoio familiar
Fatores de Bom Prognóstico
  • início precoce
  • engajamento familiar
  • exposição gradual bem-sucedida
  • nutrição estável
Fatores de Mau Prognóstico
  • comorbidades não tratadas
  • baixo apoio familiar
  • desnutrição persistente
  • dor persistente durante refeições
Qualidade de Vida
melhora com tratamento e suporte adequado

Prevenção

Prevenção Primária
diversidade alimentar desde cedo, sem pressões; exposição gradual
Medidas Preventivas
rotina alimentar regular
variedade de sabores
ambiente calmo
participação da criança
monitoramento nutricional
Rastreamento
avaliação de peso, crescimento e micronutrientes regularmente

Dados no Brasil

internaçoes são incomuns
Internações/Ano
mortalidade rara associada
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
maioría em grandes centros; dados limitados

Perguntas Frequentes

1 Seletividade alimentar é sempre patologia?
Não; pode ser comportamento típico na infância com acompanhamento adequado.
2 ARFID é o mesmo que anorexia infantil?
Não; ARFID envolve ingestão restrita sem foco na imagem corporal.
3 Como diagnosticar?
Avaliação clínica, nutricional e, se necessário, exames complementares.
4 Posso evitar com dietas rigorosas?
Não; variedade gradual com apoio profissional é eficaz.
5 Qual a chance de reintroduzir tudo?
Depende do apoio familiar, idade e adesão ao tratamento.

Mitos e Verdades

Mito

comer pouco sempre é doença.

Verdade

pode ser comportamento transitório com intervenção.

Mito

apenas crianças com TEA apresentam seletividade.

Verdade

ocorre em contextos diversos, com ou sem TEA.

Mito

alimentos saudáveis resolvem tudo rapidamente.

Verdade

progresso exige planejamento, tempo e apoio.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
procure pediatra e nutricionista; apoio psicologico pode ajudar
Especialista Indicado
pediatra, nutricionista infantil, psicólogo
Quando Procurar Emergência
queda acentuada de peso, vômitos persistentes, dor severa
Linhas de Apoio
0800-000-0000 centro de apoio infantil samu

CIDs Relacionados

F50.8 F50.9 F98.4 R63.4 Z71.3

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.