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s934 cid
CID-10

Entorse de tornozelo com lesão ligamentar

Entorse de tornozelo

Resumo

Entorse de tornozelo é lesão comum; envolve ligamentos externos; tratamento básico envolve proteção, gelo, fisioterapia e retorno gradual.

Identificação

Código Principal
S93.4
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Entorse do tornozelo, lesão ligamentar aguda
Nome em Inglês
Ankle sprain
Outros Nomes
Entorse do tornozelo • Torção de tornozelo • Lesão ligamentar do tornozelo • Entorse do ligamento do tornozelo • Entorse aguda do tornozelo
Siglas Comuns
S93.4 S93.40 TZ-ENTORSE

Classificação

Capítulo CID
Capítulo IX - Doenças do aparelho musculoesquelético
Categoria Principal
Doenças do sistema musculoesquelético
Subcategoria
Entorse/lesão ligamentar do tornozelo
Tipo de Condição
lesao
Natureza
aguda
Gravidade Geral
leve

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Entorse de tornozelo é comum, especialmente em prática esportiva, com pico entre jovens ativos.
Prevalência no Brasil
No Brasil, alta incidência entre atletas e jovens ativos.
Faixa Etária Principal
Adultos jovens e praticantes de esporte
Distribuição por Sexo
Proporção semelhante entre homens e mulheres
Grupos de Risco
Atletas e praticantes de esportes Pessoas com desequilíbrio muscular Dança e ginástica Calçados inadequados História prévia de entorse
Tendência Temporal
Incidência relativamente estável, com leve variação conforme atividades

Etiologia e Causas

Causa Principal
Trauma mecânico externo com torção do pé, lesão ligamentar externa
Mecanismo Fisiopatológico
Movimento abrupto de inversão plantar lesiona ligamentos laterais do tornozelo
Fatores de Risco
Atividade esportiva de alto impacto História prévia de entorse Músculos da perna fracos Condições de laxidade ligamentar Calçados inadequados Superfícies escorregadias
Fatores de Proteção
Fortalecimento muscular Fortalecimento proprioceptivo Calçados adequados Alongamento regular
Componente Genético
Contribuição genética modesta; maior laxidade ligamentar pode aumentar risco

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor súbita após torção com inchaço imediato
Sintomas Frequentes
Dor à palpação
Inchaço evidente
Dificuldade para apoiar o peso
Hematoma ao redor do tornozelo
Limitação de movimento
Sensibilidade local
Sinais de Alerta
  • Deformidade evidente
  • Dor intensa com incapacidade de peso
  • Edema intenso
  • Dor progressiva
  • Necessidade de avaliação emergencial
Evolução Natural
Dor persiste e movimento fica limitado se não houver tratamento
Complicações Possíveis
Instabilidade crônica Dor persistente Artrite pós-traumática Rigidez articular Recidiva frequente

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
História de torção, dor, edema e exclusão de fratura por imagem
Exames Laboratoriais
Hemograma PCR VHS Proteína C reativa Exames conforme necessidade
Exames de Imagem
Rx de tornozelo RM ou ultrassom se ligamentos graves Radiografias específicas
Diagnóstico Diferencial
  • Fratura do maléolo
  • Tendinopatia de Aquiles
  • Luxação do tornozelo
  • Lesão do ligamento deltoide
  • Fratura de maléolo lateral
Tempo Médio para Diagnóstico
Geralmente 1-2 semanas para confirmação com imagem

Tratamento

Abordagem Geral
Proteção, avaliação clínica, controle da dor e reabilitação precoce
Modalidades de Tratamento
1 Imobilização breve
2 Gelo e elevação
3 Fisioterapia progressiva
4 Exercícios de propriocepção
5 Cirurgia apenas em casos graves
Especialidades Envolvidas
Ortopedia Fisioterapia Radiologia Medicina esportiva Reabilitação
Tempo de Tratamento
Varia conforme gravidade, de semanas a meses
Acompanhamento
Reavaliação semanal nos estágios iniciais, depois conforme progresso

Prognóstico

Prognóstico Geral
Prognóstico favorável com manejo adequado; grande maioria retorna ao esporte.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Adesão ao tratamento
  • Pronto início da reabilitação
  • Boa resposta à fisioterapia
  • Ausência de lesões associadas
Fatores de Mau Prognóstico
  • Retorno precoce às atividades
  • Inobservância do protocolo
  • Instabilidade persistente
  • Gravidade associada
Qualidade de Vida
Impacto moderado durante recuperação; retorno completo é comum

Prevenção

Prevenção Primária
Aquecimento, fortalecimento, propriocepção e calçados adequados
Medidas Preventivas
Alongamento diário
Fortalecimento de panturrilha
Treinamento proprioceptivo
Uso de órtese quando indicado
Superfícies seguras
Rastreamento
Acompanhamento clínico para monitorar recuperação e orientação

Dados no Brasil

Varia amplamente; muitos casos não requerem internação
Internações/Ano
Baixa mortalidade associada; óbitos são raros
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Mais frequente em áreas com maior prática esportiva e acesso à saúde

Perguntas Frequentes

1 Posso voltar ao esporte logo após entorse leve?
Voltar só com avaliação e progressão gradual; lesões graves precisam de tempo.
2 Qual é o tempo de recuperação típico?
3 a 6 semanas para entorse leve a moderada com fisioterapia.
3 Existem complicações comuns?
Instabilidade, dor crônica e recidiva sem reabilitação adequada.
4 Precisa de cirurgia?
Raramente; apenas em fraturas associadas ou lesões não estáveis.
5 Como prevenir entorse futura?
Fortalecimento, propriocepção e calçados adequados reduzem risco.

Mitos e Verdades

Mito

gelo acelera cura, mas apenas alivia dor.

Verdade

mobilização precoce e fisioterapia aceleram recuperação.

Mito

repouso total é essencial.

Verdade

retorno gradual com treino melhora resultados.

Mito

entorse leve não precisa de avaliação médica.

Verdade

avaliação rápida exclui fraturas e lesões graves.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure ortopedista ou trauma para avaliação inicial
Especialista Indicado
Ortopedista
Quando Procurar Emergência
Procure pronto atendimento se houver deformidade, dor intensa ou incapacidade de colocar peso
Linhas de Apoio
Disque-SUS 136 SAMU 192 0800 642 0184

CIDs Relacionados

S93.4 S93.40 S93.0 M24.721 M25.572

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.