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R57.2
CID-10

Choque séptico

Choque séptico

Resumo

Choque séptico é queda de pressão por infecção; precisa de atendimento rápido.

Identificação

Código Principal
R57.2
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Choque séptico segundo OMS; hipóteses de sepse com disfunção orgânica.
Nome em Inglês
Septic Shock
Outros Nomes
Sepse com falência circulatória • Choque com infecção grave • Disfunção orgânica por sepse • Infecção com queda de pressão
Siglas Comuns
SS

Classificação

Capítulo CID
Capítulo IX - Doenças do sistema circulatório
Categoria Principal
Choque/disfunção circulatória
Subcategoria
Choque séptico
Tipo de Condição
doenca
Natureza
aguda
Gravidade Geral
grave

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais indicam milhões de casos de sepse por ano; choque séptico aumenta a mortalidade.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais limitados; variação por serviço e região.
Faixa Etária Principal
Idosos e adultos com comorbidades
Distribuição por Sexo
Proporção variável entre homens e mulheres
Grupos de Risco
Idosos Imunossupressão Doenças crônicas Dispositivos invasivos Infecção grave hospitalar
Tendência Temporal
Melhora de desfechos com manejo precoce; mortalidade ainda elevada.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Infecção bacteriana grave com disseminação sistêmica.
Mecanismo Fisiopatológico
Resposta inflamatória sistêmica com hipoperfusão e falência de órgãos.
Fatores de Risco
Idade avançada Imunossupressão Doenças crônicas Dispositivos invasivos Cirurgia recente Sepse prévia
Fatores de Proteção
Higiene adequada Vacinação Antibiotic stewardship Cuidados com dispositivos
Componente Genético
Predisposição genética modula resposta imune.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Hipotensão persistente com pele fria e confusão.
Sintomas Frequentes
Febre ou hipotermia
Taquicardia
Taquipneia
Confusão/alteração mental
Oligúria
Dispneia
Sinais de Alerta
  • Hipotensão com necessidade de vasopressores
  • Lactato elevado
  • Oligúria
  • Hipóxia persistente
  • Alteração mental severa
Evolução Natural
Progride rapidamente sem tratamento; falência de órgãos possível.
Complicações Possíveis
Falência de órgãos Disfunção renal Insuficiência respiratória Coagulopatia diseminada Lesão miocárdica

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Critérios clínicos de sepse com disfunção orgânica ≥2 sinais; confirmação por lactato e culturas.
Exames Laboratoriais
Hemograma Lactato Hemoculturas Creatinina PCR/Procalcitonina
Exames de Imagem
Rx tórax Ultrassom Ecocardiograma TC se indicado
Diagnóstico Diferencial
  • Hipovolemia
  • Choque cardiogênico
  • Choque anafilático
  • Insuficiência respiratória
  • Infecções graves não sépticas
Tempo Médio para Diagnóstico
Rápido com alerta clínico; segundos a minutos para iniciar antibióticos

Tratamento

Abordagem Geral
Reconhecimento rápido, antibióticos empíricos, reposição de fluidos e suporte hemodinâmico.
Modalidades de Tratamento
1 Reposição de fluidos
2 Vasopressores
3 Antibióticos empíricos
4 Ventilação
5 Diálise se necessário
Especialidades Envolvidas
Emergência Intensivistas Infectologistas Cirurgiões Anestesiologistas
Tempo de Tratamento
Iniciação imediata; tratamento continua conforme gravidade
Acompanhamento
Monitorização de sinais vitais, lactato e função renal diariamente

Prognóstico

Prognóstico Geral
Dependente de intervenção rápida; pode exigir cuidado intensivo prolongado.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Intervenção precoce
  • Resolução rápida da hipotensão
  • Função renal estável
  • Resposta aos antibióticos
Fatores de Mau Prognóstico
  • Atraso no tratamento
  • Disfunção de múltiplos órgãos
  • Alteração mental grave
  • Hipóxia persistente
Qualidade de Vida
Pode haver queda temporária na qualidade de vida; reabilitação ajuda

Prevenção

Prevenção Primária
Reduzir infecções com higiene, vacinação e manejo de comorbidades.
Medidas Preventivas
Higiene das mãos
Vacinação
Controle de infecções hospitalares
Tratamento adequado de infecções
Cuidados com dispositivos
Rastreamento
Monitorar infecções em pacientes de alto risco e sinais de sepse

Dados no Brasil

Milhares de internações em UTI por sepse no Brasil
Internações/Ano
Mortalidade relevante em sepse grave e choque
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Mais intensa em grandes centros; acesso desigual

Perguntas Frequentes

1 Quais são os sintomas iniciais do choque séptico?
Sinais: queda de pressão, febre ou hipotermia, confusão e respiração rápida.
2 Como é feito o diagnóstico?
Avaliação clínica, lactato, hemoculturas, exames de imagem e avaliação de órgãos.
3 Existe prevenção?
Infecção precoce e higiene ajudam; vacinação reduz risco de algumas infecções graves.
4 Tempo de recuperação?
Depende da gravidade; internação pode ser longa e exigir reabilitação.
5 Pode tratar em casa?
Choque séptico requer hospital; não é manejo domiciliar seguro.

Mitos e Verdades

Mito

febre ausente pode ocorrer, especialmente em idosos.

Verdade

sinais variam; febre nem sempre está presente.

Mito

antibióticos comuns curam rápido.

Verdade

requer antibióticos adequados e suporte médico.

Mito

choque séptico é raro.

Verdade

afeta crianças e adultos; prevalência maior em áreas com menos acesso.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure atendimento médico imediato ao notar piora
Especialista Indicado
Clínico/urgência ou médico de família
Quando Procurar Emergência
Sinais de alerta exigem retorno rápido: queda de pressão, confusão, respiração rápida
Linhas de Apoio
SAMU 192 Disque 136 Centro de crise local

CIDs Relacionados

A41.9 I95.0 R57.2 R65.0 R65.2

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.