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R56
CID-10

Convulsões

Convulsões

Resumo

Crises rápidas no cérebro; podem ter várias causas; tratamento ajuda a reduzir crises.

Identificação

Código Principal
R56
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Crises convulsivas
Nome em Inglês
Seizures
Outros Nomes
Crises convulsivas • Ataques convulsivos • Epilepsia (crises) • Convulsão • Epilepsia
Siglas Comuns
R56 CCV CRV

Classificação

Capítulo CID
Capítulo VI - Doenças do sistema nervoso
Categoria Principal
Neurologia
Subcategoria
Convulsões e epilepsia
Tipo de Condição
sindrome
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais: epilepsia em 0,5-1% da população.
Prevalência no Brasil
Brasil: epilepsia afeta cerca de 0,6-1% da população.
Faixa Etária Principal
Infância e início da idade adulta
Distribuição por Sexo
Proporção homem/mulher próxima de 1:1
Grupos de Risco
Historia familiar Trauma craniano Infecção CNS AVC prévio Distúrbios do sono
Tendência Temporal
Melhora com tratamento adequado; varia conforme etiologia

Etiologia e Causas

Causa Principal
Origem neurológica, genética ou estrutural que gera crises
Mecanismo Fisiopatológico
Descargas elétricas neuronais súbitas que afetam função cerebral
Fatores de Risco
História familiar Trauma craniano AVC prévio Infecção CNS Distúrbios de sono Álcool/abuso de drogas
Fatores de Proteção
Tratamento adequado Adesão à medicação Sono regular Vacinação
Componente Genético
Influência hereditária em síndromes específicas; epilepsias familiares

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Perda súbita de consciência com movimentos corporais
Sintomas Frequentes
Perda de consciência
Movimentos convulsivos
Salivação excessiva
Respiração irregular
Confusão após a crise
Ansiedade pré-crise
Sinais de Alerta
  • Duração maior que 5 minutos
  • Crise repetida sem recuperação entre elas
  • Crise durante gravidez
  • Ferimentos graves
  • Dificuldade para respirar
Evolução Natural
Crises podem recidivar; controle adequado reduz episódios
Complicações Possíveis
Lesões por queda Aspiração Status epilepticus Deficits cognitivos Lesões intracranianas raras

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
História detalhada, EEG e exames de imagem ajudam confirmação
Exames Laboratoriais
Glicemia Eletrólitos Função renal Função hepática Teste de infecção
Exames de Imagem
TC de crânio RM cerebral Angio-RM opcional SPECT/fMRI
Diagnóstico Diferencial
  • Síncope
  • Ataque de pânico
  • Paroxismo não epiléptico
  • Movimentos estereotipados
Tempo Médio para Diagnóstico
Horas a meses dependendo da etiologia e acesso a exames

Tratamento

Abordagem Geral
Gerenciar crises, prevenir novas e tratar etiologia com cuidado
Modalidades de Tratamento
1 Medicamentos antiepilépticos
2 Cirurgia de epilepsia
3 Estimulação do nervo vago
4 Dieta cetogênica
5 Aconselhamento psicossocial
Especialidades Envolvidas
Neurologia Pediatria Emergência Psiquiatria Reabilitação
Tempo de Tratamento
Mantém-se por meses a anos conforme resposta
Acompanhamento
Consultas regulares, ajuste de medicação, monitorização de efeitos

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva varia; boa em crises controladas, desafiadora com etiologia grave
Fatores de Bom Prognóstico
  • Adesão ao tratamento
  • Controle das crises
  • Baixa etiologia estrutural
  • Acesso a cuidados
Fatores de Mau Prognóstico
  • Status epilepticus
  • Etiologia grave
  • Comorbidades
  • Diagnóstico tardio
Qualidade de Vida
Qualidade de vida pode ser boa com controle adequado

Prevenção

Prevenção Primária
Manter sono saudável, evitar gatilhos e lesões
Medidas Preventivas
Sono regular
Regulação de febre
Evitar álcool/drogas
Vacinação adequada
Adesão à medicação
Rastreamento
Acompanhamento neurológico periódico conforme etiologia

Dados no Brasil

Nº de internações varia por região; dados regionais disponíveis
Internações/Ano
Mortalidade associada a epilepsia é baixa quando tratada
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior acesso a serviços neurológicos em áreas urbanas

Perguntas Frequentes

1 Como surgem as convulsões?
Crises acontecem por descargas elétricas anormais no cérebro, provocando interrupção da consciência e movimentos.
2 Quais sinais indicam atendimento urgente?
Duração acima de 5 minutos, repetição entre crises, dificuldade respiratória ou lesões evitam complicações.
3 Como é feito o diagnóstico?
História clínica, EEG e exames de imagem ajudam confirmar a condição.
4 É possível prevenir crises?
Adesão a medicação, sono adequado e evitar gatilhos reduzem recidivas.
5 Qual o papel da dieta?
Dieta cetogênica pode ajudar algumas crianças; não substitui medicação nem acompanhante médico.

Mitos e Verdades

Mito

convulsões indicam demência permanente

Verdade

controle adequado melhora crises sem necessariamente causar déficit.

Mito

toda crise é epilepsia

Verdade

crises temporárias podem ter outras causas.

Mito

dieta cura epilepsia

Verdade

dieta pode ajudar, porém não substitui tratamento.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure neurologista ou pronto atendimento em crise prolongada
Especialista Indicado
Neurologista
Quando Procurar Emergência
Chame 192 se crise durar mais de 5 minutos
Linhas de Apoio
Disque SUS 136 Grupo de apoio local

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.