contato@nztbr.com
R52.2
CID-10

Dor crônica

Dor crônica

Resumo

Dor que persiste por meses ou anos; pode ocorrer sem lesão visível; manejo interdisciplinar ajuda.

Identificação

Código Principal
R52.2
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Chronic pain
Nome em Inglês
Chronic pain
Outros Nomes
Dor persistente • Dor de longa duração • Dor crônica contínua • Dor de fundo • Dor duradoura
Siglas Comuns
CP DCP DORC

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XVIII - Sinais e sintomas
Categoria Principal
Sinais e sintomas
Subcategoria
Dor persistente
Tipo de Condição
sintoma
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais variam; dor crônica é comum em adultos.
Faixa Etária Principal
Adultos, sobretudo entre 40-60 anos
Distribuição por Sexo
Levemente mais comum em mulheres
Grupos de Risco
Adultos com doenças crônicas Lesões anteriores Transtornos de humor Idosos Trabalhadores expostos a esforço repetitivo
Tendência Temporal
Aumento lento com envelhecimento populacional

Etiologia e Causas

Causa Principal
Originam-se de alterações nociceptivas persistentes envolvendo múltiplos sistemas.
Mecanismo Fisiopatológico
Alterações centrais e periféricas na modulação da dor, com sensibilização e hiperalgia.
Fatores de Risco
Idade avançada Lesões prévias Doenças crônicas Depressão/ansiedade Sedentarismo Tabagismo
Fatores de Proteção
Exercício regular Sono adequado Gestão de estresse Rede de apoio
Componente Genético
Influência hereditária em alguns quadros; variante de sensibilidade à dor.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor persistente, variável em intensidade, regional ou difusa.
Sintomas Frequentes
Dor constante ou intermitente
Queimação, latejante ou cólica
Hipersensibilidade ao toque (alodinia)
Rigidez matinal
Fadiga associada
Distúrbios do sono
Sinais de Alerta
  • Dor súbita intensa com fraqueza ou déficit neurológico
  • Perda de peso sem explicação
  • Febre persistente
  • Alteração mental súbita
  • Nova edema ou piora aguda da dor
Evolução Natural
Sem tratamento adequado, dor tende a persistir, reduzir função e qualidade de vida.
Complicações Possíveis
Redução da mobilidade Depressão e ansiedade Insônia crônica Dependência de analgésicos Isolamento social

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Avaliação clínica, história de dor persistente, exclusão de etiologias agudas, uso de escalas de dor.
Exames Laboratoriais
Hemograma PCR/VHS Função renal Função hepática Perfil metabólico
Exames de Imagem
RM/TC conforme área dolorosa Raio-X quando útil Ultrassom conforme necessidade Imagens adicionais por etiologia
Diagnóstico Diferencial
  • Fibromialgia confundida com artrite
  • Dor lombar vs radiculopatia
  • Dor abdominal crônica confunde GI
  • Transtornos de humor confundem dor
Tempo Médio para Diagnóstico
Meses a anos, dependendo da etiologia

Tratamento

Abordagem Geral
Abordagem multimodal que prioriza função, qualidade de vida e alívio da dor.
Modalidades de Tratamento
1 Terapias físicas
2 Medicamentos conforme necessidade
3 Intervenções como blocos
4 Reabilitação
5 Apoio psicossocial
Especialidades Envolvidas
Medicina da dor Neurologia Fisioterapia Psicologia Reabilitação
Tempo de Tratamento
Ciclos longos; ajuste trimestral inicial
Acompanhamento
Consultas a cada 4-8 semanas; ajustes conforme resposta

Prognóstico

Prognóstico Geral
Varia com etiologia; manejo adequado melhora função e bem-estar.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Boa adesão ao plano
  • Efeito de terapia multimodal
  • Baixa comorbidade
  • Apoio psicossocial
Fatores de Mau Prognóstico
  • Dor refratária
  • Grave depressão
  • Uso inadequado de analgésicos
  • Fraqueza significativa
Qualidade de Vida
Impacta bem-estar, sono e atividades diárias; melhora com manejo multidisciplinar

Prevenção

Prevenção Primária
Manejo de fatores de risco, postura, atividade física e controle de doenças para reduzir dor crônica.
Medidas Preventivas
Exercício regular
Boa postura
Controle de doenças
Gestão do estresse
Educação sobre autocuidado

Dados no Brasil

Estimativas variam; internações diretas por dor crônica não são frequentes.
Internações/Ano
Não há mortalidade direta pela dor crônica.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior carga em áreas com acesso limitado a manejo adequado.

Perguntas Frequentes

1 Dor crônica é sempre sinal de doença grave?
Não; pode existir sem lesão visível, demandando avaliação multidisciplinar.
2 Como tratar a dor crônica?
Abordagens físicas, farmacológicas e psicossociais, ajustadas ao paciente.
3 Qual o papel da fisioterapia?
Melhora função, reduz dor e facilita atividades diárias.
4 É possível cura?
Nem sempre; foco é reduzir dor e melhorar qualidade de vida.
5 O que fazer pela manhã para dor?
Mantenha horários, alongamentos leves, hidratação e atividade física gradual.

Mitos e Verdades

Mito

dor crônica é apenas psicológico

Verdade

fatores biológicos, neurológicos e psicossociais estão envolvidos.

Mito

analgésicos fortes curam rapidamente

Verdade

uso responsável evita dependência; diagnóstico orienta tratamento.

Mito

dor crônica sempre indica lesão visível

Verdade

mecanismos centrais podem manter dor sem lesão evidente.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Converse com médico de família; procure centro de dor ou reabilitação.
Especialista Indicado
Médico especialista em dor
Quando Procurar Emergência
Dor súbita intensa com fraqueza precisa avaliação imediata.
Linhas de Apoio
Disque Saúde 136 Centro de Dor e Reabilitação Linha de apoio psicossocial

CIDs Relacionados

G89.4 M54.5 M79.1 R52.0 R52.9

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.