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R12
CID-10

Pirose

Pirose; azia

Resumo

Pirose é queimação no peito por ácido; mudanças simples ajudam muito.

Identificação

Código Principal
R12
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Heartburn (pyrosis) segundo OMS; queimação retroesternal associada a refluxo gástrico
Nome em Inglês
Heartburn (pyrosis)
Outros Nomes
pirose • queimação no peito • azia estomacal • refluxo ácido • ardor torácico
Siglas Comuns
R12 HB

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XI - Doenças do sistema digestivo
Categoria Principal
Sintomas Digestivos
Subcategoria
Pirose e refluxo
Tipo de Condição
sintoma
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Pirose é comum globalmente; prevalência varia com dieta, obesidade e estilo de vida.
Prevalência no Brasil
Brasil: comum em adultos; associada a hábitos alimentares e obesidade.
Faixa Etária Principal
Adultos de meia-idade e idosos
Distribuição por Sexo
Distribuição equilibrada entre sexos nos adultos
Grupos de Risco
Obesidade Gravidez Uso de anti-inflamatórios Tabagismo Dieta rica em gordura
Tendência Temporal
Tendência estável em geral, com aumento em populações obesas.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Refluxo ácido por relaxamento do esfíncter gastroesofágico inferior.
Mecanismo Fisiopatológico
Aspiração de ácido gástrico irrita mucosa esofágica; inflamação, queimação e regurgitação.
Fatores de Risco
obesidade tabagismo álcool dieta rica em gordura gravidez uso de NSAIDs
Fatores de Proteção
peso adequado elevação da cabeceira dieta balanceada evitar deitar-se após comer

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Queimação retroesternal associada a refluxo de ácido
Sintomas Frequentes
queimação no peito
azia após refeições
regurgitação ácida
dor ao deitar
tosse noturna
engasgos ocasionais
Sinais de Alerta
  • dor no peito intensa
  • perda de peso não explicada
  • dificuldade progressiva para engolir
  • hemorragia digestiva
  • vômitos com sangue
Evolução Natural
Sem tratamento, pode progredir com queixa persistente, piorando após refeições.
Complicações Possíveis
esofagite estenose esofágica esôfago de Barret broncoaspiração

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
História clínica típica + resposta a antiácidos; exclusão de causas cardíacas.
Exames Laboratoriais
hemograma bioquímica básica amilase/tlipase TSH
Exames de Imagem
Endoscopia digestiva alta pHmetria 24h Manometria esofágica Exames de imagem conforme necessidade
Diagnóstico Diferencial
  • Dispepsia
  • Gastrite
  • Esofagite eosinofílica
  • Dor torácica não cardíaca
  • Úlcera péptica
Tempo Médio para Diagnóstico
Varia; diagnóstico pode levar semanas a meses conforme gravidade.

Tratamento

Abordagem Geral
Mudanças de estilo de vida e medicações conforme necessidade; sem prescrição direta.
Modalidades de Tratamento
1 mudanças de estilo de vida
2 antiácidos
3 IBP
4 H2-blocadores
5 cirurgia antirrefluxo (em casos graves)
Especialidades Envolvidas
Gastroenterologia Clínica geral Nutrição
Tempo de Tratamento
Duração variável; pode exigir uso crônico em GERD não controlado.
Acompanhamento
Consultas a cada 6-12 semanas até controle, depois anual.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Bom com manejo adequado; sintomas controlados melhoram a qualidade de vida.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Responde bem aos IBP
  • Adesão ao plano
  • Peso estável
  • Sem complicações
Fatores de Mau Prognóstico
  • Obesidade grave
  • GERD não controlado
  • Disfunção de esfíncter
  • Barret esôfago
Qualidade de Vida
Pode impactar sono e alimentação; com manejo adequado, melhora significativamente.

Prevenção

Prevenção Primária
Alimente-se bem, evite grandes refeições noturnas, pratique atividade física, pese adequadamente.
Medidas Preventivas
Perda de peso
Reduzir álcool
Parar tabaco
Dieta baixa em gordura
Elevação da cabeceira
Rastreamento
Não há rastreamento específico; monitorar sintomas e complicações.

Dados no Brasil

Poucas internações diretas; maior parte por GERD.
Internações/Ano
Baixa mortalidade associada; complicações são raras.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Predomínio em capitais; variação conforme hábitos.

Perguntas Frequentes

1 Pirose pode indicar doença grave?
Na maioria é refluxo; procure avaliação se sinais de alarme surgirem.
2 Posso curar a pirose?
Controle é possível; cura definitiva depende de fatores e adesão.
3 Preciso de exames?
História e exames direcionados ajudam; endoscopia é comum em alguns casos.
4 Medidas para prevenir?
Comer menos, evitar deitar após refeições, perder peso, tratar refluxo.
5 Posso usar antiácidos todo dia?
Uso prolongado requer orientação médica; evite sem supervisão.

Mitos e Verdades

Mito

pirose sempre é câncer.

Verdade

na maioria é refluxo; câncer é raro e requer sinais adicionais.

Mito

antiácidos curam para sempre.

Verdade

aliviam, não curam; pode exigir tratamento crônico.

Mito

apenas adultos têm pirose.

Verdade

adultos de várias idades podem ter; hábitos explicam.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure clínico geral ou gastroenterologista; registre hábitos e sintomas.
Especialista Indicado
Gastroenterologista
Quando Procurar Emergência
Dor no peito forte, dificuldade para respirar, vômitos com sangue.
Linhas de Apoio
136 - Central do SUS Centros de saúde locais

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.