contato@nztbr.com
r104 cid
CID-10

Dor abdominal inespecífica

Dor abdominal inespecífica

Resumo

Dor de barriga sem causas óbvias; avaliação médica simples é o caminho.

Identificação

Código Principal
R10.4
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Other and unspecified abdominal pain
Nome em Inglês
Other and unspecified abdominal pain
Outros Nomes
Dor abdominal inespecífica • Dor abdominal não especificada • Dor abdominal sem causa definida • Dor abdominal inespecífica crônica • Dor abdominal inespecífica aguda
Siglas Comuns
DOAbd DAI R10.4

Classificação

Capítulo CID
Capítulo R - Sintomas de dor abdominal
Categoria Principal
Grupo de dor abdominal
Subcategoria
Dor abdominal inespecífica
Tipo de Condição
sintoma
Natureza
variavel
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência global variável; dor inespecífica comum em adultos e crianças.
Prevalência no Brasil
Observada em ambulatórios; dados nacionais variados.
Faixa Etária Principal
Adultos e adolescentes
Distribuição por Sexo
Variável entre sexos; sem predomínio claro
Grupos de Risco
Adultos com estresse Usuários de NSAIDs Gestantes com dor abdômen GI alteradas Uso frequente de álcool
Tendência Temporal
Tendência estável ao longo dos anos

Etiologia e Causas

Causa Principal
Causa primária não identificada após avaliação inicial.
Mecanismo Fisiopatológico
Dor por sensibilidade visceral, hiperperistalse e distensão transitória.
Fatores de Risco
Estresse crônico Uso de antiinflamatórios Histórico familiar GI Obesidade Sedentarismo Tabagismo
Fatores de Proteção
Hábito alimentar equilibrado Hidratação adequada Exercício regular Sono adequado
Componente Genético
Influência genética limitada; não há padrão claro de herança.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor abdominal recorrente ou persistente sem localização definida.
Sintomas Frequentes
Dor difusa ou periumbilical
Inchaço abdominal
Flatulência
Náusea leve
Alteração do hábito intestinal
Sensação de plenitude
Sinais de Alerta
  • Dor súbita intensa com rigidez abdominal
  • Febre alta com piora súbita
  • Vômitos persistentes
  • Perda de peso sem explicação
  • Desidratação acentuada
Evolução Natural
Sem tratamento pode persistir ou oscilar com irritação intestinal
Complicações Possíveis
Redução da qualidade de vida Busca frequente por atendimento Distúrbios do sono Ansiedade sobre dor Exames repetidos

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
História clínica detalhada, exame físico e exclusão de causas graves.
Exames Laboratoriais
Hemograma PCR/VS Função hepática Amilase/pancreatase EAS
Exames de Imagem
Ultrassom abdominal TC ou RM quando indicado Endoscopia se indicado
Diagnóstico Diferencial
  • Gastrite
  • Úlcera péptica
  • DOença inflamatória intestinal
  • Síndrome do intestino irritável
  • Apendicite pode confundir
Tempo Médio para Diagnóstico
Pode levar semanas até confirmar etiologia

Tratamento

Abordagem Geral
Alívio de sintomas, identificação de causas graves, educação do paciente.
Modalidades de Tratamento
1 Educação alimentar
2 Dieta de baixa fermentação
3 Medicamentos sintomáticos
4 Terapia de manejo do estresse
5 Cirurgia apenas se indicação específica
Especialidades Envolvidas
Clínica geral Gastroenterologia Nutrição Fisioterapia Cirurgia
Tempo de Tratamento
Varia com etiologia; geralmente meses
Acompanhamento
Consultas a cada 3-6 meses para reavaliação

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva moderada boa com diagnóstico e manejo adequados.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Diagnóstico precoce
  • Adesão ao tratamento
  • Ausência de comorbidades
  • Boa resposta a alívio
Fatores de Mau Prognóstico
  • Dor refratária
  • Sinais de inflamação persistente
  • Perda de peso sem explicação
  • Anemia persistente
Qualidade de Vida
Pode variar; depende da gravidade e suporte disponível

Prevenção

Prevenção Primária
Dieta balanceada, hidratação, sono adequado e manejo de estresse
Medidas Preventivas
Dieta rica em fibras
Hidratação longa
Redução de álcool
Atividade física
Sono regular
Rastreamento
Avaliação baseada em sintomas; não há rastreamento universal

Dados no Brasil

Internações por dor abdominal inespecífica não são registradas como grupo único.
Internações/Ano
Óbitos são raros; dependem da etiologia associada.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Centros urbanos concentram diagnóstico; áreas remotas menos acessíveis.

Perguntas Frequentes

1 Dor abdominal pode ser grave?
Nem sempre; avaliação é indicada para descartar causas sérias.
2 Como chega o diagnóstico?
História, exame e exames simples guiam; imagem apenas se necessário.
3 Preciso de exames invasivos?
Apenas se indicado; muitos casos são tratados com monitoramento.
4 Pode prevenir recorrência?
Rotina alimentar, hidratação e manejo do estresse ajudam a reduzir episódios.
5 Qual o prognóstico típico?
Varia; com manejo adequado, muitos melhoram e mantêm boa qualidade de vida.

Mitos e Verdades

Mito

dor abdominal sempre indica doença grave

Verdade

a maioria é benigna, mas requer avaliação médica.

Mito

mito: exames invasivos são sempre necessários

Verdade

verdade: o diagnóstico pode justificar exames apenas quando indicado

Mito

mito: dor inespecífica não merece cuidado

Verdade

verdade: acompanhamento médico evita complicações futuras

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure clínico geral ou gastroenterologista para avaliação inicial
Especialista Indicado
Gastroenterologista
Quando Procurar Emergência
Dor súbita intensa com rigidez, febre alta, vômitos ou desidratação
Linhas de Apoio
SUS 136 Central de saúde regional SAMU 192

CIDs Relacionados

R11 R10.0 R10.9

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.