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Q71.0
CID-10

Pé torto congênito clássico

Pé torto congênito

Resumo

Pé torto congênito: pé nascer torto, tratamento costuma iniciar cedo com gesso e fisioterapia.

Identificação

Código Principal
Q71.0
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Talipes equinovarus congênito
Nome em Inglês
Congenital talipes equinovarus
Outros Nomes
Pé torto • Talipes equinovarus • Clubfoot • Pé torto congênito
Siglas Comuns
TE TEQ

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XIX - Doenças musculoesqueléticas
Categoria Principal
Condição ortopédica congênita
Subcategoria
Pé torto congênito
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
congenita
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativa global: 1 a 2 por 1.000 nascimentos.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais limitados; variações regionais.
Faixa Etária Principal
Recém-nascidos e crianças pequenas
Distribuição por Sexo
Leve predomínio masculino
Grupos de Risco
Fatores genéticos História familiar Gestação com complicações Prematuridade Polidramnia
Tendência Temporal
Mantém-se estável com diagnóstico precoce e manejo.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Má formação do pé no útero, influências genéticas e ambientais.
Mecanismo Fisiopatológico
Desalinhamento do pé durante desenvolvimento, levando a equinovarus.
Fatores de Risco
Historia familiar Gestação gemelar Polidramnia Posição intrauterina prolongada Fatores maternos
Fatores de Proteção
Cuidados pré-natais adequados Detecção precoce Fisioterapia neonatal precoce Adesão ao tratamento
Componente Genético
Contribuição genética variável; não é dominante

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Pé visivelmente em posição de invertida e inferior ao nascimento.
Sintomas Frequentes
Equinovaro plano com rigidez
Redução da dorsiflexão
Desalinhamento do calcanhar
Pé curto e arqueado
Assimetria entre membros
Dificuldade inicial de deambulação
Sinais de Alerta
  • Aumento de deformidade com crescimento
  • Dor persistente
  • Fraqueza muscular progressiva
  • Rolamento ruim na marcha
  • Necessidade de cirurgia precoce
Evolução Natural
Sem tratamento, deformidade persiste e pode piorar com o crescimento.
Complicações Possíveis
Dificuldade de marcha Dor crônica Rigidez residual Desalinhamento permanente Influência estética

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Diagnóstico pela observação clínica ao nascimento com deformidade visível e mobilidade restrita.
Exames Laboratoriais
Não há marcadores laboratoriais específicos Avaliação geral de saúde
Exames de Imagem
Radiografia do pé Radiografias em ângulos de alinhamento RM em casos complexos Ultrassom fetal se pré-natal
Diagnóstico Diferencial
  • Pé torto adquirido
  • Pé plano rígido
  • Condições neuromusculares
  • Síndromes associadas
  • Polidactilia com deformidade
Tempo Médio para Diagnóstico
Normalmente feito no nascimento ou nos primeiros meses

Tratamento

Abordagem Geral
Correção gradual com gesso seriado, alongamento e fisioterapia
Modalidades de Tratamento
1 Gesso Ponseti
2 Ortótese seriada
3 Cirurgia corretiva
4 Fisioterapia intensiva
5 Alongamentos diários
Especialidades Envolvidas
Ortopedista pediátrico Fisioterapeuta Radiologista pediatric Anestesiologista pediátrico Reabilitador infantil
Tempo de Tratamento
Duração típica de semanas a meses, conforme resposta
Acompanhamento
Consultas frequentes durante gesso; reavaliações periódicas

Prognóstico

Prognóstico Geral
Bom com manejo precoce; maioria mantém função de marcha
Fatores de Bom Prognóstico
  • Tratamento precoce
  • Adesão ao protocolo
  • Correção estável
  • Baixo grau de deformidade
Fatores de Mau Prognóstico
  • Diagnóstico tardio
  • Gravidade inicial alta
  • Falta de adesão
  • Anomalias associadas graves
Qualidade de Vida
Melhora com correção estável e reabilitação contínua

Prevenção

Prevenção Primária
Prevenção direta é limitada; pré-natal adequado ajuda
Medidas Preventivas
Cuidados pré-natais
Monitoração fetal
Detecção precoce
Fisioterapia neonatal quando indicado
Pais informados
Rastreamento
Rastreamento neonatal e avaliação ortopédica ao nascimento

Dados no Brasil

Casos de internação são poucos; depende da necessidade cirúrgica.
Internações/Ano
Não há mortalidade direta associada ao pé torto congênito infantil.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Centros de referência concentram casos; regiões possuem acesso desigual.

Perguntas Frequentes

1 Pé torto piora sem tratamento?
Deformidade tende a persistir; manejo precoce melhora o resultado.
2 Pode tratar em crianças maiores?
Sim, opções cirúrgicas ou ajustes com gesso podem ocorrer, mas com menos sucesso.
3 Tempo de recuperação?
Depende do protocolo; envolve imobilização e fisioterapia por meses.
4 É possível prevenir?
Prevenção direta é limitada; pré-natal adequado ajuda a reduzir complicações.
5 Posso fazer exercícios em casa?
Siga orientação médica; exercícios estabilizam, com supervisão adequada.

Mitos e Verdades

Mito

pé torto some sozinho sem tratamento.

Verdade

intervenção precoce melhora o prognóstico.

Mito

cirurgia sempre necessária.

Verdade

muitos casos resolvem com gesso seriado.

Mito

só ocorre em bebês prematuros.

Verdade

pode aparecer em qualquer nascimento.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure ortopedista pediátrico ou centro de referência infantil.
Especialista Indicado
Ortopedista pediátrico
Quando Procurar Emergência
Dor aguda, deformidade progressiva, febre ou sinais de infecção
Linhas de Apoio
SUS 136 Centros de referência infantil Ligações de apoio local

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.