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pirose cid
CID-10

Pirose (pirose) - queimação retroesternal

Azia; queimação no peito

Resumo

Azia: queimação no peito por refluxo; melhora com dieta e tratamento médico

Identificação

Código Principal
R12
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Queimação retroesternal causada por refluxo gastroesofágico; sintoma-chave da DRGE
Nome em Inglês
Heartburn
Outros Nomes
pirose • azia • queimação peito • queimação estomacal
Siglas Comuns
RGE GERD Pirose

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XIII - Doenças do sistema digestivo
Categoria Principal
Transtornos digestivos
Subcategoria
Pirose/azia associada a refluxo
Tipo de Condição
sintoma
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Azia comum em adultos; varia por região e estilo de vida
Prevalência no Brasil
População brasileira: azia frequente em adultos; variação regional
Faixa Etária Principal
Adultos de meia-idade e idosos
Distribuição por Sexo
Leve predomínio feminino
Grupos de Risco
Sobrepeso e obesidade Gravidez Tabagismo Consumo excessivo de álcool Dieta rica em gorduras
Tendência Temporal
Tendência geral estável, variações regionais

Etiologia e Causas

Causa Principal
Refluxo ácido gástrico para o esôfago por relaxamento do EEI
Mecanismo Fisiopatológico
Relaxamento do EEI facilita passagem do ácido para o esôfago, irritando mucosa
Fatores de Risco
Obesidade Gravidez Tabagismo Dieta rica em gordura Padrões alimentares noturnos
Fatores de Proteção
Elevação da cabeceira da cama Dieta balanceada Perda de peso Não comer tarde
Componente Genético
Predisposição familiar observada, não determina a doença

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Queimação retroesternal que piora após refeição ou ao deitar
Sintomas Frequentes
Azia frequente
Regurgitação de ácido
Dor torácica leve
Tosse noturna
Hálito ruim
Engasgos ocasionais
Sinais de Alerta
  • Dor torácica intensa
  • Dificuldade para engolir
  • Perda de peso não intencional
  • Sangramento digestivo
Evolução Natural
Sem tratamento, sintomas persistem e afetam sono e alimentação
Complicações Possíveis
Barrett esôfago Estenose esofágica Bleeding digestivo Aspiração pulmonar Anemia crônica

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
História de azia, exame endoscópico e testes de refluxo ajudam a confirmar
Exames Laboratoriais
Hemograma Teste de H. pylori quando indicado Química básica Função renal leve
Exames de Imagem
Endoscopia digestiva alta Radiografia com contraste se indicado Ultrassom abdominal Imagens adicionais conforme necessidade
Diagnóstico Diferencial
  • Dispepsia
  • Úlcera péptica
  • Esofagite infecciosa
  • Doença cardíaca isquêmica
  • Hérnia de hiato
Tempo Médio para Diagnóstico
Varia; confirmação simples na primeira consulta, investigações podem levar semanas

Tratamento

Abordagem Geral
Alívio sintomático via mudanças de estilo, dieta e medicações
Modalidades de Tratamento
1 Mudanças dietéticas
2 Inibidores da bomba de prótons
3 Bloqueadores de H2
4 Antiácidos
5 Cirurgia antirrefluxo (casos específicos)
Especialidades Envolvidas
Gastroenterologista Clínico geral Nutricionista Enfermeiro Cirurgião digestivo
Tempo de Tratamento
Variante; semanas a meses conforme resposta
Acompanhamento
Acompanhamento semestral com avaliação de sintomas, peso e dieta

Prognóstico

Prognóstico Geral
Bom com manejo adequado; qualidade de vida geralmente preservada
Fatores de Bom Prognóstico
  • Resolução de sintomas com tratamento
  • Adesão ao plano
  • Peso estável
  • Ausência de complicações
Fatores de Mau Prognóstico
  • Obesidade grave
  • Gravidez não controlada
  • Estenose grave
  • Barrett com displasia
Qualidade de Vida
Pode reduzir significativamente por sintomas; melhora com adesão ao tratamento

Prevenção

Prevenção Primária
Evitar fatores de refluxo: dieta leve, peso estável, evitar deitar após refeições
Medidas Preventivas
Dieta equilibrada
Redução de álcool
Parar tabagismo
Elevação da cabeceira
Não comer tarde
Rastreamento
Não recomendado para população geral; indicado por sintomáticos ou risco

Dados no Brasil

Milhares de internações anuais variam por região
Internações/Ano
Mortalidade baixa com manejo adequado
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior frequência no Sudeste; variação regional

Perguntas Frequentes

1 O que causa pirose?
Refluxo ácido para o esôfago por falha do musculo de passagem
2 Pirose é sempre doença grave?
Não; episódios simples costumam ser leves e tratáveis
3 Como confirmar diagnóstico?
História clínica, endoscopia e testes de refluxo ajudam
4 Posso evitar piora com dieta?
Dieta leve, peso adequado e horário de refeições ajudam
5 Preciso de cirurgia?
Cirurgia é opção em casos selecionados com falha de tratamento

Mitos e Verdades

Mito

apenas obesos têm pirose

Verdade

ocorrem em pessoas de vários pesos e idades

Mito

antiácidos curam a doença

Verdade

aliviam, não curam; tratamento prolongado pode ser necessário

Mito

refluxo só pior à noite

Verdade

sintomas podem ocorrer durante o dia também

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure médico se azia persistente por mais de 2-3 semanas
Especialista Indicado
Gastroenterologista
Quando Procurar Emergência
Dor torácica súbita, engolir dificuldade, sangramento, desmaio
Linhas de Apoio
SUS 136 Central de atendimento da saúde local Disque doença gástrica

CIDs Relacionados

K21 K22 R12 K25 K27

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.