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piodermite cid
CID-11

Piodermite

Piodermite (impetigo)

Resumo

Piodermite é infecção de pele comum, tratável com higiene e medicação conforme orientação.

Identificação

Código Principal
L01
Versão CID
CID-11
Nome Oficial
Piodermites bacterianas da pele, principalmente impetigo, infecção superficial com pápulas, crostas amareladas e erosões.
Nome em Inglês
Pyoderma (Impetigo)
Outros Nomes
impetigo • piodermite bacteriana • infecção de pele com crostas • piodermite impetiginosa • piodermite contagiosa
Siglas Comuns
IMP PDMB PIO

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XII - Doenças da pele e tecido subcutâneo
Categoria Principal
Infecções cutâneas
Subcategoria
Impetigo/piodermite leve a moderada
Tipo de Condição
doenca
Natureza
aguda
Gravidade Geral
leve

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência global baixa em áreas desenvolvidas; mais comum em crianças de idade escolar.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais limitados; mais frequente em crianças e ambientes com higiene precária.
Faixa Etária Principal
Crianças, especialmente 2-5 anos.
Distribuição por Sexo
Igualdade ou leve predomínio masculino.
Grupos de Risco
crianças ambientes com saneamento precário feridas abertas imunossupressão leve prática de higiene inadequada
Tendência Temporal
Varia conforme clima: picos em ambientes quentes e úmidos.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Bactérias estafilocócicas e estreptocócicas, invadindo pele lesada.
Mecanismo Fisiopatológico
Infecção superficial que invade a epiderme após microtrauma, gerando inflamação e crostas amareladas.
Fatores de Risco
idade infantil ambiente superlotado feridas abertas imunossupressão leve prática de higiene inadequada
Fatores de Proteção
boa higiene cura rápida de feridas ambiente limpo curativos adequados
Componente Genético
Padrões genéticos não são primários; pele resistente e resistência a infecção não são herdadas de forma simples.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Lesões em pele com crostas amareladas, prurido e edema local.
Sintomas Frequentes
pápulas ou vesículas
crostas amareladas
eritema ao redor
prurido
dor leve
descamação leve
Sinais de Alerta
  • febre alta
  • dor intensa com piora rápida
  • infecção sistêmica
  • disseminação para áreas adjacentes
  • debilidade
Evolução Natural
Sem tratamento, pode se espalhar ou persistir por semanas; cura comum com tratamento adequado.
Complicações Possíveis
infecção secundária celulite linfangite bacteremia rara cicatrizes

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Avaliação clínica com aparência típica; confirmação por cultura da lesão.
Exames Laboratoriais
cultura de pele Gram da secreção hemograma se febre bacteriologia de ferida teste de sensibilidade
Exames de Imagem
não costuma exigir imageamento ultrassom apenas se profundas
Diagnóstico Diferencial
  • foliculite bacteriana
  • eczema herpetiforme
  • herpes simplex cutâneo
  • líquen plano cutâneo
  • outras dermatitis
Tempo Médio para Diagnóstico
Diagnóstico típico dentro da consulta inicial; confirmação rápida por cultura se necessária.

Tratamento

Abordagem Geral
Higiene rigorosa, remoção de crostas e antibióticos apenas quando indicado por médico.
Modalidades de Tratamento
1 Higiene e curativos
2 Antibióticos tópicos
3 Antibióticos sistêmicos conforme gravidade
4 Cuidados com feridas
5 Educação em higiene
Especialidades Envolvidas
Dermatologia Clínica geral Pediatria Enfermagem Infectologia
Tempo de Tratamento
Geralmente 7-14 dias, ajuste conforme resposta.
Acompanhamento
Acompanhamento semanal ou conforme evolução; instruções de higiene repetidas.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Ótimo com tratamento adequado; cicatrizes são incomuns em casos leves.
Fatores de Bom Prognóstico
  • adesão ao tratamento
  • feridas pequenas
  • bom acesso à higiene
  • ausência de comorbidades
Fatores de Mau Prognóstico
  • imunossupressão
  • lesões extensas
  • retardo no tratamento
  • infecção resistente
Qualidade de Vida
Impacto geralmente leve a moderado; conforto e bem-estar retornam com tratamento adequado.

Prevenção

Prevenção Primária
Higiene adequada, cuidado com feridas e não compartilhar itens pessoais.
Medidas Preventivas
higiene das mãos
limpeza de feridas
curativos adequados
ambiente limpo
evitar coçar lesões
Rastreamento
Exames de pele anuais se houver histórico; monitorar novas lesões.

Dados no Brasil

Número moderado de internação em casos complicados.
Internações/Ano
Mortalidade baixa com tratamento adequado.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior contribuição em regiões com saneamento deficiente.

Perguntas Frequentes

1 Como prevenir transmissão?
Boa higiene, não compartilhar itens, tratar feridas rapidamente.
2 A doença é contagiosa?
Sim, especialmente pelo contato direto; lave as mãos e evite tocar lesões.
3 Quando usar antibiótico?
Somente sob orientação médica; uso inadequado pode atrasar cura.
4 Recidiva é comum?
Pode ocorrer se higiene não for mantida; acompanhamento evita recorrências.
5 Isso atrapalha o trabalho?
Lesões ativas podem exigir afastamento temporário conforme médico.

Mitos e Verdades

Mito

piodermite é só problema infantil.

Verdade

pode ocorrer em qualquer idade; higiene e tratamento importam.

Mito

toda ferida vira piodermite.

Verdade

nem toda lesão se infecta; depende de fatores.

Mito

antibiótico cura tudo.

Verdade

antibióticos ajudam quando indicados; higiene continua essencial.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure clínica ou dermatologista ao notar lesões na pele.
Especialista Indicado
Dermatologista ou clínico geral.
Quando Procurar Emergência
Febre alta, dor intensa, piora rápida; sinais de infecção sistêmica.
Linhas de Apoio
Disque Saúde 136 SUS Telemedicina 0800-770-0000 Centro de informação de saúde

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.