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parotidite cid
CID-10

Parotidite aguda (mumps)

Caxumba, nome popular da parotidite

Resumo

Caxumba é parotidite viral; vacina evita a doença e suas complicações.

Identificação

Código Principal
B26
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Mumps, infecção viral por paramyxovírus que atinge glândulas parótidas; pode ter complicações. Vacinação é medida-chave.
Nome em Inglês
Mumps infection (parotiditis)
Outros Nomes
parotidite • caxumba • parótide inflamada • mumps • parótide infecciosa
Siglas Comuns
B26 MUMPS MPS

Classificação

Capítulo CID
Capítulo I - Doenças infecciosas e parasitárias
Categoria Principal
Doenças infecciosas com envolvimento de glândulas
Subcategoria
Parotidite viral aguda
Tipo de Condição
doenca
Natureza
infecciosa
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência mundial reduzida pela vacinação, variação por região.
Prevalência no Brasil
Brasil registra queda com vacinação, surtos em áreas com baixa cobertura.
Faixa Etária Principal
Crianças e adolescentes, sobretudo 5-15 anos
Distribuição por Sexo
Equilibrada entre sexos, ligeiro viés em alguns surtos
Grupos de Risco
não vacinados crianças pequenas adolescentes sem reforço adultos não imunes colegas de surto escolar
Tendência Temporal
Vacinação em alta reduz casos; surtos aparecem onde há lacunas

Etiologia e Causas

Causa Principal
Vírus da caxumba (Mumps virus) da família Paramyxoviridae
Mecanismo Fisiopatológico
Vírus invade glândulas parótidas, gerando inflamação; edema e dor resultam da resposta imune
Fatores de Risco
não vacinados exposição a surtos vida em grupo viaje para áreas com baixa cobertura demanda por reforço vacinal
Fatores de Proteção
vacinação completa alto imunidade de rebanho higiene respiratória evitar convivência com casos sintomáticos
Componente Genético
Predisposição genética não estabelecida; vacinação é determinante

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Inchaço doloroso da parótida, com dor ao mastigar
Sintomas Frequentes
febre baixa
dor ao mastigar
inchaço facial
dor ao abrir a boca
mal-estar
dor de cabeça
Sinais de Alerta
  • febre alta súbita
  • dor que não melhora em dias
  • desidratação
  • dor neurológica repentina
  • dificuldade para engolir
Evolução Natural
Melhora em 7-10 dias; complicações são raras
Complicações Possíveis
orquite pancreatite encefalite neurite óptica rara meningite rara

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Quadro clínico mais confirmação por sorologia IgM anti-Mumps ou PCR
Exames Laboratoriais
IgM anti-Mumps positivo IgG pode indicar imunidade PCR de saliva hemograma com leucocitose leve enzimas pancreáticas em pancreatite
Exames de Imagem
ultrassom da parótida com edema RM se complicações neurológicas TC em casos graves image de vias salivares
Diagnóstico Diferencial
  • parotidite bacteriana
  • sialadenose por cálculos
  • rubéola
  • influenza com edema facial
Tempo Médio para Diagnóstico
Diagnóstico típico em poucos dias após surgimento dos sintomas

Tratamento

Abordagem Geral
Cuidados de suporte, hidratação e alívio da dor; antibióticos apenas se houver infecção bacteriana
Modalidades de Tratamento
1 manejo clínico com analgesia
2 hidratação oral
3 compressas quentes
4 isolamento de contatos
5 monitoramento de complicações
Especialidades Envolvidas
Clínico geral Pediatra Infectologista Cirurgião maxilo-facial Laboratório clínico
Tempo de Tratamento
7-10 dias na fase aguda; recuperação pode levar semanas
Acompanhamento
Acompanhamento de sintomas, verificação de vacinação, alerta para complicações

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva ótima com recuperação completa; complicações são raras
Fatores de Bom Prognóstico
  • vacinação completa
  • idade jovem
  • ausência de complicações
  • acesso a atendimento rápido
Fatores de Mau Prognóstico
  • não vacinado
  • desidratação grave
  • comorbidades
  • complicações neurológicas
Qualidade de Vida
Impacto leve a moderado durante a fase aguda; retorno rápido

Prevenção

Prevenção Primária
Vacinação tríplice viral reduz o risco; reforços em surtos são recomendados
Medidas Preventivas
vacinação em dia
higiene respiratória
evitar compartilhamento de utensílios
isolamento de casos sintomáticos
evitar contato com gestantes não imunes
Rastreamento
Vigilância de surtos em escolas, com monitoramento clínico

Dados no Brasil

Internações raras; variam por região e acesso
Internações/Ano
Óbitos são raros, principalmente por complicações
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Mais casos em regiões com baixa cobertura vacinal

Perguntas Frequentes

1 A caxumba é grave?
Normalmente leve; complicações são raras
2 Preciso de exame para confirmar?
Sugestão de IgM ou PCR para confirmação
3 Como é feito o diagnóstico?
Clínica + sorologia ou PCR
4 Posso reduzir o risco de contágio?
Vacine, cuide da higiene e isole sintomáticos
5 Quando retornar ao trabalho?
Caso se sinta bem e com orientação médica

Mitos e Verdades

Mito

vacina da caxumba causa a doença

Verdade

vacina é segura e previne estágios graves

Mito

só crianças pegam

Verdade

adultos também podem adoecer sem proteção

Mito

não há tratamento

Verdade

manejo de sintomas reduz desconforto e previne complicações

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure unidade básica de saúde ao primeiro sinal
Especialista Indicado
Clínico geral ou infectologista
Quando Procurar Emergência
Procure pronto atendimento se febre alta repentina, dificuldade de engolir, desidratar
Linhas de Apoio
0800-61-1997 136 188

CIDs Relacionados

B26 B26.0 B26.9 B26.1 B26.2

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.