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paralisia de bell cid
CID-11

Paralisia Facial de Bell

Paralisia de Bell

Resumo

Paralisia facial súbita, geralmente boa recuperação com tratamento

Identificação

Código Principal
G51.0
Versão CID
CID-11
Nome Oficial
Paralisia do nervo facial idiopática aguda segundo OMS
Nome em Inglês
Bell's palsy
Outros Nomes
Paralisia facial periférica • PFP idiopática • Facial palsy idiopathic • Bell's palsy
Siglas Comuns
PF BP PFP

Classificação

Capítulo CID
Cap. VI - Doenças do sistema nervoso
Categoria Principal
Disord. do nervo facial
Subcategoria
Paralisia facial periférica, idiopática
Tipo de Condição
doenca
Natureza
aguda
Gravidade Geral
variável

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência estimada 0,2-0,8% da população ao longo da vida
Prevalência no Brasil
Dados nacionais limitados; padrões similares ao global
Faixa Etária Principal
Adultos jovens a meia idade
Distribuição por Sexo
Variável; sem predomínio claro entre homens e mulheres
Grupos de Risco
Diabetes mellitus Gravidez Hipertensão Obesidade Infecção viral recente
Tendência Temporal
Incidência estável ao longo das últimas décadas

Etiologia e Causas

Causa Principal
Idiopática provável com contribuição viral; inflamação do nervo facial
Mecanismo Fisiopatológico
Edema inflamatório do nervo facial com compressão intrafascicular
Fatores de Risco
Diabetes mellitus Gravidez Hipertensão Obesidade Imunossupressão
Fatores de Proteção
Saúde geral boa Controle metabólico Vacinação de rotina Exercício regular
Componente Genético
Contribuição genética sugerida, sem herança mendelian definida

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Queda súbita de um lado da face com dificuldade para sorrir
Sintomas Frequentes
Dobra facial assimétrica
Dificuldade para fechar o olho
Boca torta ao rir
Lacrimejamento aumentado
Hiperacusia
Dificuldade de paladar na 2/3 anterior
Sinais de Alerta
  • Fraqueza progressiva em dias
  • Piora com febre
  • Perda de consciência
  • Dor ocular intensa
  • Sinais de AVC
Evolução Natural
Melhora gradual em semanas a meses com ou sem tratamento
Complicações Possíveis
Proteção ocular inadequada Ceratose/úlceras corneais Expressão facial residuais Assimetria persistente Dificuldade de alimentação temporária

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Queda súbita de face, avaliação clínica e exclusão de AVC
Exames Laboratoriais
Hemograma PCR TSH Perfil metabólico Testes de infecção (Lyme, HIV)
Exames de Imagem
RM craniofacial RM nervo facial TC se suspeita de massa
Diagnóstico Diferencial
  • AVC com déficit central
  • Tumor do nervo facial
  • Infecção otológica complicada
  • Paralisia central
  • Síndrome de Ramsay Hunt
Tempo Médio para Diagnóstico
Geralmente 3-7 dias desde o início

Tratamento

Abordagem Geral
Corticosteroides precoce e proteção ocular; reabilitação facial
Modalidades de Tratamento
1 Corticosteroides precoces
2 Fisioterapia facial
3 Proteção ocular
4 Reabilitação
5 Cuidados oftalmológicos
Especialidades Envolvidas
Neurologia Otolaringologia Medicina de Família Fisioterapia Oftalmologia
Tempo de Tratamento
Semanas a meses conforme recuperação
Acompanhamento
Consultas regulares a cada 2-4 semanas durante a recuperação

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva favorável; maioria se recupera
Fatores de Bom Prognóstico
  • Início precoce
  • Gravidade leve
  • Recuperação rápida
  • Sem comorbidades
Fatores de Mau Prognóstico
  • Atraso no diagnóstico
  • Gravidade severa
  • Recorrência
  • Complicações oculares
Qualidade de Vida
Impacto moderado durante recuperação; retorno comum

Prevenção

Prevenção Primária
Não há prevenção específica conhecida
Medidas Preventivas
Controle de doenças crônicas
Vacinação de rotina
Proteção ocular
Higiene de ouvido
Rastreamento
Não há rastreio específico; acompanhamento neurológico

Dados no Brasil

Estimativas de internação condicionadas
Internações/Ano
Baixa mortalidade associada
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Padrões regionais variam

Perguntas Frequentes

1 É comum recidivar Depois de recuperação total?
Recidiva pode ocorrer, mas não é padrão; monitorar sinais.
2 Preciso de exames de imagem?
Só se houver suspeita de outra condição; inicial é clínico.
3 O tratamento com corticoide é seguro?
Quando indicado, benefício supera riscos em curto prazo.
4 Qual a chance de recuperação total?
A maioria melhora, muitas vezes dentro de semanas.
5 Como proteger o olho afetado?
Usar lágrimas artificiais e proteção noturna.

Mitos e Verdades

Mito

apenas idosos ficam doentes

Verdade

pode ocorrer em qualquer idade

Mito

é contagiosa

Verdade

não é contagiosa

Mito

sempre causa dor intensa

Verdade

dor varia bastante

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure neurologista ou otorrinolaringologista
Especialista Indicado
Neurologista
Quando Procurar Emergência
Procure pronto atendimento se houver fala difícil ou paralisia central
Linhas de Apoio
0800-000-0000 136 Disque saúde

CIDs Relacionados

G51.0 G51.1 G51.9

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.