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paralisia cerebral cid
CID-10

Paralisia Cerebral

Paralisia cerebral

Resumo

Paralisia cerebral é lesão cerebral infantil não progressiva, com dificuldades motoras; reabilitação ajuda

Identificação

Código Principal
G80.9
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Cerebral palsy (OMS)
Nome em Inglês
Cerebral palsy
Outros Nomes
CP • paralisia infantil • paralisia neuromotora • paralisia cerebral infantil • paralisia infantil espástica
Siglas Comuns
CP PCA PCP

Classificação

Capítulo CID
Capítulo VI - Doenças do sistema nervoso
Categoria Principal
Doenças do sistema nervoso
Subcategoria
Paralisia cerebral
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
congenita
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais: 2-3 por 1.000 nascimentos, com variações por método diagnóstico
Prevalência no Brasil
Estimativas não oficiais; taxas similares globalmente com subdiagnóstico possível
Faixa Etária Principal
Foco na infância; diagnóstico típico até 2 anos
Distribuição por Sexo
Proporção aproximadamente igual entre homens e mulheres
Grupos de Risco
nascidos prematuros baixo peso ao nascer asfixia/perinatal infecções maternas distúrbios do desenvolvimento
Tendência Temporal
Permanente sem tratamento pode manter limitações; com reabilitação estabiliza ganhos

Etiologia e Causas

Causa Principal
Lesão cerebral não progressiva no desenvolvimento pré, peri ou pós-natal
Mecanismo Fisiopatológico
Lesão cerebral fixa levando a alterações motoras, sensoriais e cognitivas persistentes
Fatores de Risco
nascimentos prematuros baixo peso ao nascer asfixia perinatal infecções maternas graves distúrbios do desenvolvimento neurológico fatores familiares genéticos
Fatores de Proteção
pré-natal adequado assistência neonatal de qualidade prevenção de prematuridade amamentação exclusiva
Componente Genético
Contribuições genéticas são causais raras em CP, maioria não genética

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Alterações motoras persistentes com tônus anormal e coordenação prejudicada
Sintomas Frequentes
tônus rígido ou flácido
movimentos involuntários
dificuldade de coordenação
retardo motor
dificuldade de fala
distúrfios de deglutição
Sinais de Alerta
  • convulsões persistentes
  • dificuldade respiratória súbita
  • dor intensa com febre
  • alteração súbita de consciência
Evolução Natural
permanente sem tratamento; ganhos com reabilitação significativos
Complicações Possíveis
dor crônica deformidades ortopédicas alterações na alimentação problemas de fala

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
história de atraso motor e sinais neurológicos com exclusão de outras etiologias
Exames Laboratoriais
hemograma bioquímica ferritina? horário de tireoide? lactato de sangue
Exames de Imagem
RM craniana TC ultrassom transfontanelar angiografia se indicado
Diagnóstico Diferencial
  • distúrbios do desenvolvimento motor
  • encefalopatias não CP
  • paralisia adquirida por trauma
  • atraso psicomotor
Tempo Médio para Diagnóstico
geralmente na primeira infância, até 3 anos

Tratamento

Abordagem Geral
reabilitação multidisciplinar com foco funcional e participação social
Modalidades de Tratamento
1 fisioterapia
2 terapia ocupacional
3 fonoaudiologia
4 medicações sintomáticas
5 cirurgia ortopédica
Especialidades Envolvidas
Neurologia Fisioterapia Fonoaudiologia Ortopedia Psicologia
Tempo de Tratamento
duração longa; começa cedo e permanece conforme necessidade
Acompanhamento
consultas regulares a cada 3-6 meses; ajustes conforme evolução

Prognóstico

Prognóstico Geral
varia amplamente; prática precoce de reabilitação melhora independência
Fatores de Bom Prognóstico
  • início precoce da reabilitação
  • controle de convulsões
  • apoio familiar
  • acesso aos serviços de saúde
Fatores de Mau Prognóstico
  • convulsões refratárias
  • complicações respiratórias graves
  • deficiências intelectuais profundas
  • mobilidade gravemente reduzida
Qualidade de Vida
depende de suporte terapêutico; participação social é possível

Prevenção

Prevenção Primária
cuidados pré-natais de qualidade reduzem alterações cerebrais
Medidas Preventivas
pré-natal adequado
controle de infecções maternas
parto seguro
nutrição adequada
estimulação precoce
Rastreamento
avaliação neurodesenvolvimental regular em crianças com fatores de risco

Dados no Brasil

10-20 mil internações relacionadas ao manejo reabilitativo
Internações/Ano
óbito CP não é comum; morte associada a comorbidades
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
diferenças regionais no acesso a serviços de saúde

Perguntas Frequentes

1 Como detectar CP cedo sem exames caros?
sinais persistentes de atraso motor e tônus anormal devem levar a avaliação neurológica
2 CP pode piorar com idade sem tratamento?
sem reabilitação, limitações se acumulam, progressão não é típica
3 Como é feito o diagnóstico definitivo?
avaliação clínica, história de desenvolvimento e exames de imagem
4 É possível prevenir sequelas?
detecção precoce e reabilitação minimizam impactos funcionais
5 Quais hábitos ajudam no dia a dia?
atividade física adaptada, alimentação saudável e rotina regular ajudam

Mitos e Verdades

Mito

mito comum: CP é contagiosa

Verdade

verdade: CP não é contagiosa nem causada por escolhas da família

Mito

mito: remédios curam CP

Verdade

verdade: CP é gerida com reabilitação; cura completa improvável

Mito

mito: CP impede qualquer participação

Verdade

verdade: com apoio, pessoas com CP vivem ativamente

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
procure rede de atenção básica ou serviço de reabilitação infantil
Especialista Indicado
pediatra ou neurologista infantil
Quando Procurar Emergência
convulsões frequentes, piora clínica, dificuldade respiratória
Linhas de Apoio
Disque 100 SUS Teleconsulta Central de Apoio ao Paciente

CIDs Relacionados

G80.0 G80.1 G80.2 G80.8 G80.9

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.