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obesidade cid
CID-11

Obesidade

Obesidade

Resumo

Obesidade é peso excessivo com risco; IMC e gordura ajudam a medir o problema.

Identificação

Código Principal
E66.9
Versão CID
CID-11
Nome Oficial
Obesidade segundo OMS, definida pelo IMC e distribuição de gordura com impacto metabólico.
Nome em Inglês
Obesity
Outros Nomes
Sobrepeso grave • Gordura excessiva • IMC elevado • Excesso de gordura • Obesidade central
Siglas Comuns
IMC BMI GMD

Classificação

Capítulo CID
Capítulo IV - Doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas
Categoria Principal
Transtornos nutricionais e obesidade
Subcategoria
Obesidade primária
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais apontam ~13% da população adulta com obesidade, com variações regionais marcantes.
Prevalência no Brasil
Brasil: prevalência acima de 20% entre adultos, com crescimento em jovens.
Faixa Etária Principal
Adultos 40-60 anos e crianças com obesidade infantil
Distribuição por Sexo
Leve predomínio feminina em alguns países; equilíbrio em outros contextos
Grupos de Risco
Sedentarismo DIABETES tipo 2 Hipertensão Distúrbio metabólico História familiar
Tendência Temporal
Aumento gradual nas últimas décadas; desigualdades regionais persistentes

Etiologia e Causas

Causa Principal
Desequilíbrio entre ingestão calórica, gasto energético e fatores genéticos.
Mecanismo Fisiopatológico
Excesso calórico crônico leva ao acúmulo de tecido adiposo; disfunção hormonal e inflamação crônica
Fatores de Risco
Sedentarismo Má alimentação Genética Distúrbios do sono Uso de corticosteroides Estresse crônico
Fatores de Proteção
Atividade física regular Dieta rica em frutas/verduras Sono adequado Vínculos familiares estáveis
Componente Genético
Contribuição genética moderada a grande; várias variantes associadas a IMC elevado.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
IMC elevado com acúmulo de gordura visível e impacto na mobilidade
Sintomas Frequentes
Dificuldade para perder peso
Gordura abdominal central
Fadiga
Dor nas costas
HAS e dislipidemia
Alterações hormonais
Sinais de Alerta
  • Dor no peito com esforço
  • Falta de ar súbita
  • Inchaço grave de membros
  • Perda de peso sem causa
  • Túbulos intestinais obstruídos
Evolução Natural
Sem tratamento tende a progredir; com intervenção melhora risco metabólico
Complicações Possíveis
Diabetes tipo 2 Hipertensão Dislipidemia Apneia do sono Doenças cardíacas

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
IMC ≥ 30 kg/m2 caracteriza obesidade; IMC 25-29,9 é sobrepeso para avaliação clínica.
Exames Laboratoriais
Perfil lipídico Glicemia de jejum HbA1c TSH Função hepática (ALT/AST)
Exames de Imagem
Ultrassom abdômen para gordura visceral DEXA RM/TC conforme necessidade Ultrassom de membros
Diagnóstico Diferencial
  • Síndrome metabólica sem obesidade
  • Hiperotireoidismo
  • Síndrome de Cushing
  • Distúrbios alimentares
  • Diabetes sem obesidade
Tempo Médio para Diagnóstico
Varia; geralmente meses a anos desde sinais iniciais

Tratamento

Abordagem Geral
Metas de peso sustentáveis com alimentação balanceada e atividade física; foco em mudanças duradouras.
Modalidades de Tratamento
1 Reeducação alimentar
2 Programa de atividade física
3 Medicamentos para obesidade
4 Cirurgia bariátrica
5 Acompanhamento psicossocial
Especialidades Envolvidas
Endocrinologista Nutrólogo Clínico Geral Fisioterapeuta Educador físico
Tempo de Tratamento
Longo prazo, com metas mensais e revisão
Acompanhamento
Consultas mensais no início, depois trimestrais; monitorar comorbidades

Prognóstico

Prognóstico Geral
Variável; melhora com tratamento multidisciplinar reduz o risco metabólico
Fatores de Bom Prognóstico
  • Perda de peso inicial rápida
  • Adesão ao programa
  • Baixo IMC inicial
  • Ausência de comorbidades graves
Fatores de Mau Prognóstico
  • IMC muito elevado
  • Diabetes ativo
  • Disfunção metabólica avançada
  • Fatores socioeconômicos baixos
Qualidade de Vida
Melhora com controle de peso, aumenta energia e mobilidade

Prevenção

Prevenção Primária
Estilo de vida ativo, alimentação balanceada e educação nutricional desde a juventude.
Medidas Preventivas
Rotina de exercícios
Escolhas alimentares
Redução de açúcares
Hidratação
Sono regular
Rastreamento
IMC/cintura e comorbidades a cada 1-2 anos conforme risco

Dados no Brasil

Milhares de internações anuais associadas a comorbidades
Internações/Ano
Mortes associadas ao conjunto metabólico; obesidade direta é menos comum
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Sudeste e Sul mais impactadas; Norte/Nordeste com variações por acesso

Perguntas Frequentes

1 Como a obesidade é medida?
IMC e circunferência cintura ajudam a estimar risco; avaliação clínica é fundamental.
2 Posso tratar sem cirurgia?
Sim, com alimentação, atividade física e acompanhamento multiprofissional.
3 Qual é o papel da genética?
Genes influenciam, mas ambiente e hábitos moldam o peso.
4 É possível prevenir recaídas?
Adesão a hábitos saudáveis e suporte contínuo reduzem recidivas.
5 Quais sintomas pedem atenção médica?
Dor no peito, falta de ar, inchaço ou perda de peso sem causa merecem avaliação.

Mitos e Verdades

Mito

obesidade é culpa de fraqueza de vontade

Verdade

Fatores genéticos, ambientais e comportamentais atuam juntos.

Mito

obesidade aparece apenas em adultos

Verdade

Pode ocorrer em qualquer idade; obesidade infantil é comum.

Mito

dietas rápidas resolvem tudo

Verdade

Resultados duradouros vêm de mudanças sustentáveis.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Unidade de saúde básica é o primeiro passo para avaliação
Especialista Indicado
Endocrinologista
Quando Procurar Emergência
Dor no peito, falta de ar, inchaço súbito exigem atendimento
Linhas de Apoio
SUS 136 VivaSaúde Centro de apoio local

CIDs Relacionados

E66.0 E66.9 R63.5 Z68.3 Z02.9

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.