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O13
CID-10

Hipertensão gestacional

Hipertensão arterial na gravidez

Resumo

Pressão alta na gravidez requer cuidado médico; objetivo proteger mãe e bebê.

Identificação

Código Principal
O13
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Hipertensão gestacional sem proteinúria significativa
Nome em Inglês
Gestational Hypertension
Outros Nomes
hipertensão gestacional sem proteinúria • hipertensão na gestação • hipertensão durante a gravidez • pressão alta na gravidez • hipertensão obstétrica
Siglas Comuns
HG HGest HIPGEST

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XVI - Doenças do sistema circulatório
Categoria Principal
Doenças hipertensivas da gravidez
Subcategoria
Gestacional sem proteinúria significativa
Tipo de Condição
doenca
Natureza
aguda
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais variam entre 5-10% das gestantes
Prevalência no Brasil
6-8% das gestantes no Brasil
Faixa Etária Principal
Gravidez em mulheres de 20 a 35 anos é a mais frequente
Distribuição por Sexo
Predominantemente em mulheres grávidas
Grupos de Risco
Gestantes com histórico de hipertensão Diabetes gestacional Obesidade Idade materna avançada Acesso limitado aos cuidados pré-natais
Tendência Temporal
Estável com melhorias do pré-natal em muitos locais

Etiologia e Causas

Causa Principal
Origem multifatorial com alterações placentárias e vasculares
Mecanismo Fisiopatológico
Remodelamento placentário deficiente, liberação de vasoconstritores e aumento da resistência vascular
Fatores de Risco
Idade materna ≥35 História de hipertensão Obesidade Diabetes Gravidez múltipla Fatores étnicos
Fatores de Proteção
Controle adequado do peso Pré-natal regular Atividade física moderada Evitar álcool e tabaco
Componente Genético
Contribuição genética observada; histórico familiar aumenta risco

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Pressão arterial elevada detectada em consulta de pré-natal
Sintomas Frequentes
Dor de cabeça
Visão embaçada
Edema de mãos/pés
Náusea leve
Fadiga
Dor abdominal leve
Sinais de Alerta
  • Dor de cabeça forte súbita
  • Edema súbito intenso
  • Proteinúria elevada
  • Mudanças na visão
  • Dor no quadrante superior direito
Evolução Natural
Sem tratamento pode evoluir para pré-eclâmpsia ou eclampsia; com acompanhamento, controle possível
Complicações Possíveis
Pré-eclâmpsia Parto prematuro Restrição de crescimento fetal Descolamento de placenta Disfunção renal transitória

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
PA ≥140/90 mmHg em 2 leituras com intervalo, após 20ª semana, com ou sem proteinúria
Exames Laboratoriais
Proteinúria Creatinina Função hepática Hemograma Eletrólitos
Exames de Imagem
Ultrassom obstétrico Doppler placentário Ultrassom de fluxo sanguíneo fetal
Diagnóstico Diferencial
  • Hipertensão crônica com sobreposição gestacional
  • Pré-eclâmpsia sem proteinúria
  • Eclâmpsia
  • Síndromes hipertensivas
  • Doenças renais prévias
Tempo Médio para Diagnóstico
Geralmente detectado em pré-natal, frequentemente após 20ª semana

Tratamento

Abordagem Geral
Controle da PA, monitoramento materno e fetal, manejo de sinais e encaminhamentos
Modalidades de Tratamento
1 Monitoramento ambulatorial
2 Acompanhamento da PA
3 Anti-hipertensivos conforme necessidade
4 Observação de proteinúria
5 Planejamento de parto
Especialidades Envolvidas
Obstetrícia Nefrologia Clínica médica Medicina materno-fetal Nutrição
Tempo de Tratamento
Duração durante gravidez e parto, com seguimento contínuo
Acompanhamento
Consultas frequentes de pré-natal, com monitoramento de PA e bebê

Prognóstico

Prognóstico Geral
Gravidez com manejo adequado costuma ter bom desfecho para mãe e bebê
Fatores de Bom Prognóstico
  • Controle da PA
  • Proteinúria estável
  • Gravidez única
  • Início precoce do pré-natal
Fatores de Mau Prognóstico
  • PA muito alta
  • Proteinúria significativa
  • História de pré-eclâmpsia
  • Complicações orgânicas
Qualidade de Vida
Pode exigir ajustes, apoio familiar e planejamento de cuidados contínuos

Prevenção

Prevenção Primária
Cuidados pré-conceptivos, peso estável e pré-natal regular
Medidas Preventivas
Controle de PA
Peso adequado
Atividade física
Dieta com moderação de sódio
Evitar tabaco e álcool
Rastreamento
PA, proteinúria e monitoramento do bem-estar fetal em consultas regulares

Dados no Brasil

Hospit. relacionadas variam por ano; números nacionais
Internações/Ano
Óbitos atribuídos na gravidez por hipertensão gestacional variam
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior impacto em regiões com menor acesso ao pré-natal; variações regionais

Perguntas Frequentes

1 Posso ter filhos depois de hipertensão gestacional?
Sim, muitas gestações futuras são possíveis com manejo adequado
2 A hipertensão gestacional volta em gestações futuras?
Risco maior, mas pré-natal cuidadoso reduz complicações
3 Quais sinais exigem urgência?
Dor de cabeça intensa, visão alterada, dor abdominal, sangramento ou convulsões
4 Preciso ficar hospitalizada?
Depende da gravidade; alguns ficam em casa com monitoramento, outros precisam internação
5 Como acompanhar a pressão em casa?
Use medidor confiável, registre leituras duas vezes ao dia e leve à consulta

Mitos e Verdades

Mito

hipertensão gestacional impede ter filhos

Verdade

com cuidado, futuras gestações são possíveis

Mito

só ocorre em grávidas obesas

Verdade

pode ocorrer sem sobrepeso; vários fatores influenciam

Mito

remédios caseiros curam

Verdade

tratamento médico supervisionado evita complicações

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure serviço de obstetrícia ou pronto-socorro obstétrico em sinais de perigo
Especialista Indicado
Ginecologista obstetra ou médico materno-fetal
Quando Procurar Emergência
Dor de cabeça forte, visão alterada, dor abdominal intensa, sangramento ou convulsões
Linhas de Apoio
DisqueSUS 136 Secretaria de Saúde local Apoio da sua prefeitura

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.