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N94.2
CID-10

Dispareunia

Dor durante o sexo

Resumo

Dor ao sexo é comum; há tratamentos e apoio multidisciplinar

Identificação

Código Principal
N94.2
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Dispareunia
Nome em Inglês
Dyspareunia
Outros Nomes
Dispareunia • Dor na relação • Dor durante relação sexual • Dor ao sexo
Siglas Comuns
DP DSX DYSP

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XX - Síndromes ginecológicas e dor pélvica
Categoria Principal
Transtornos de dor sexual
Subcategoria
Dispareunia sintomática
Tipo de Condição
sintoma
Natureza
cronica
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais variam; dispareunia afeta parte de mulheres em idade reprodutiva.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais limitados; impacto vem sendo reconhecido e cuidado ampliado.
Faixa Etária Principal
Mulheres adultas em idade reprodutiva
Distribuição por Sexo
Predominantemente mulheres; raro em homens
Grupos de Risco
Dor pélvica crônica Endometriose Infecções urinárias frequentes Trauma sexual Baixa lubrificação
Tendência Temporal
Tendência estável com variação regional; maior relato com maior acesso ao cuidado

Etiologia e Causas

Causa Principal
Fatores multifatoriais: físicos, hormonais, infecciosos e emocional
Mecanismo Fisiopatológico
Inflamação local, secura, dor ao contato; envolve eixo cérebro-pélvis
Fatores de Risco
Dor pélvica crônica Endometriose Infecções urinárias frequentes Trauma sexual Baixa lubrificação Cirurgias pélvicas
Fatores de Proteção
Lubrificação adequada Tratamento de infecções Gestão de dor crônica Apoio psicossocial
Componente Genético
Influência hereditária em alguns casos; não determinante

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor durante o sexo, com sensação de queimação ou puxar na pelve
Sintomas Frequentes
Dor ao início da penetração
Dor contínua durante sexo
Queimação vaginial
Secura intensa
Dor pélvica ao contato
Preocupação com relação
Sinais de Alerta
  • Dor aguda com febre
  • Sangramento vaginal abundante
  • Febre alta
  • Dor súbita na pelve
  • Perda de peso inexplicada
Evolução Natural
Pode persistir sem tratamento; melhora com manejo etiológico
Complicações Possíveis
Sedentarismo sexual Ansiedade Relacionamentos prejudicados Baixa autoestima Isolamento

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
História detalhada, exame ginecológico, exclusão de infecções e causas estruturais
Exames Laboratoriais
Teste de gravidez DSTs (clamídia, gonorreia) Secreção vaginal Cultura microbiológica Hemograma se indicado
Exames de Imagem
Ultrassom transvaginal RM pélvica Histerossalpingografia Laparoscopia se necessário
Diagnóstico Diferencial
  • Infecção urinária
  • Vaginite
  • Endometriose
  • Vaginismo
  • Distúrbio de ansiedade
Tempo Médio para Diagnóstico
Varia conforme etiologia; diagnóstico pode levar meses

Tratamento

Abordagem Geral
Multidisciplinar: tratar causas, educar sobre sexualidade, reduzir dor, foco no bem-estar
Modalidades de Tratamento
1 Terapia hormonal se necessário
2 Lubrificantes adequados
3 Tratamento de infecções
4 Fisioterapia pélvica
5 Terapia cognitivo-comportamental
Especialidades Envolvidas
Ginecologia Fisioterapia pélvica Sexologia Psicologia Uroginecologia
Tempo de Tratamento
Resposta inicial em semanas a meses; continuidade necessária
Acompanhamento
Revisão a cada 1-3 meses; ajuste conforme evolução

Prognóstico

Prognóstico Geral
Melhora com tratamento direcionado; qualidade de vida tende a aumentar
Fatores de Bom Prognóstico
  • Identificação precoce
  • Tratamento da causa
  • Boa adesão
  • Apoio social
Fatores de Mau Prognóstico
  • Dor refratária
  • Condições crônicas
  • Baixa adesão
  • Fatores psicológicos não tratados
Qualidade de Vida
Impacto na intimidade reduzido com manejo adequado

Prevenção

Prevenção Primária
Educação, higiene, prevenção de infecções e manejo hormonal adequado
Medidas Preventivas
Lubrificação adequada
Tratamento de infecções
Controle do estresse
Saúde sexual segura
Acesso à saúde
Rastreamento
Exames preventivos conforme idade e risco; DSTs quando indicado

Dados no Brasil

Estimativas variáveis; hospitalizações dependem de etiologia
Internações/Ano
Baixa mortalidade atribuída a dispareunia
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Sudeste com maior relato; outras regiões variam

Perguntas Frequentes

1 Quais são as causas mais comuns da dispareunia?
Infecções, endometriose, secura, trauma, alterações hormonais e fatores emocionais.
2 É possível tratar sem cirurgia?
Sim, muitas causas respondem a fisioterapia, lubrificação, medicamentos e terapia.
3 Como é diagnosticada?
História, exame, exames laboratoriais e imagem conforme necessidade.
4 Pode ser curada?
Melhora com manejo da etiologia; cura depende da condição subjacente.
5 Como prevenir?
Educação, higiene, lubrificação, tratamento de infecções e bem-estar emocional.

Mitos e Verdades

Mito

dor é normal ao envelhecer.

Verdade

dor persistente precisa avaliação médica.

Mito

apenas uma parceira é responsável.

Verdade

etiologias diversas; tratamento conjunto eficaz.

Mito

sempre é infecção.

Verdade

infecção é uma das causas, não a única.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure ginecologia ou atendimento primário; rede de dor pélvica pode ajudar
Especialista Indicado
Ginecologista; fisioterapeuta pélvico; sexólogo
Quando Procurar Emergência
Dor intensa com febre, sangramento abundante, desmaio, piora repentina
Linhas de Apoio
Ligue 136 (SUS) ou serviços locais de saúde

CIDs Relacionados

N94.2 F52.0 R48.8 Z39.0 N95.0

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.