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N94.1
CID-10

Dispareunia

Dor ao sexo

Resumo

Dispareunia é dor durante o sexo; causas variam; manejo possível.

Identificação

Código Principal
N94.1
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Dispareunia, dor genital durante relação sexual, conforme OMS
Nome em Inglês
Dyspareunia
Outros Nomes
Dispareunia • Dor durante relação sexual • Dor na relação • Dor genital ao sexo • Dor em intimidade
Siglas Comuns
DYSPARE N94.1 DPRE

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XVIII - Doenças do sistema geniturinário
Categoria Principal
Distúrbios geniturinários e dor pélvica
Subcategoria
Dispareunia/dor durante relação
Tipo de Condição
sintoma
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais variam, com 5-15% de mulheres relatando dispareunia em algum momento.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais limitados; estudos em consultórios mostram prevalência parecida.
Faixa Etária Principal
Mulheres adultas; picos entre 20 e 50 anos
Distribuição por Sexo
Predominantemente mulheres; homens raros
Grupos de Risco
menopausa trauma sexual infecções vaginais dor pélvica crônica doenças inflamatórias
Tendência Temporal
Tendência estável; avanços melhoram diagnóstico e manejo.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Causas multifatoriais: fatores físicos, hormonais, emocionais, variando por pessoa
Mecanismo Fisiopatológico
Sensibilização neural, inflamação local e atrito durante relação geram dor; secura piora quadro.
Fatores de Risco
menopausa trauma sexual infecções vaginais uso de irritantes estresse psicológico desequilíbrios hormonais
Fatores de Proteção
lubrificação adequada posições confortáveis boa comunicação tratamento de condições médicas
Componente Genético
Predisposição genética descrita em algumas famílias; não é determinante.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor genital durante ato sexual, de intensidade variável.
Sintomas Frequentes
dor na penetração
dor pós-coital
secura vaginal
dor com atrito
rigidez vaginal
dor ao exame ginecológico
Sinais de Alerta
  • dor súbita com febre
  • secreção vaginal incomum
  • dor que piora com esforço
  • sangramento anormal
  • dor com falta de melhora
Evolução Natural
Sem tratamento pode persistir meses a anos, com flutuações hormonais.
Complicações Possíveis
dor crônica ansiedade isolamento social redução da qualidade de vida relacionamento abalado

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Relato claro de dor durante relação; exame e exclusão de causas locais.
Exames Laboratoriais
hemograma teste de infecção vaginal VDRL HIV hCG
Exames de Imagem
ultrassom transvaginal RM pelvis TC quando indicado cintilografia se necessário
Diagnóstico Diferencial
  • atrofia vaginal
  • infecção vaginal
  • vaginismo
  • endometriose pélvica
  • dor pélvica crônica
Tempo Médio para Diagnóstico
Meses a anos dependendo do acesso a avaliação

Tratamento

Abordagem Geral
Abordagem multidisciplinar com esclarecimento, lubrificação adequada, manejo da causa e suporte emocional.
Modalidades de Tratamento
1 lubrificação adequada
2 técnicas de relaxamento
3 terapia hormonal local quando indicado
4 tratamento de infecções
5 fisioterapia pélvica
Especialidades Envolvidas
Ginecologia Sexologia Fisioterapia pélvica Psicologia Uroginecologia
Tempo de Tratamento
Depende da etiologia; pode requerer meses a anos de manejo.
Acompanhamento
Consultas regulares a cada 3-6 meses, reavaliação de sintomas e ajuste de tratamento.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva favorável com diagnóstico precoce e manejo adequado.
Fatores de Bom Prognóstico
  • diagnóstico precoce
  • adesão ao tratamento
  • multidisciplinariedade
  • dor leve inicial
Fatores de Mau Prognóstico
  • dor resistente
  • comorbidades
  • adiamento diagnóstico
  • dor psicológica não tratada
Qualidade de Vida
Impacto variável; melhora com apoio médico e terapias adequadas.

Prevenção

Prevenção Primária
Educação sexual, evitar irritantes, hidratar mucosa, buscar tratamento precoce de infecções.
Medidas Preventivas
lubrificante adequado
evitar sabonetes agressivos
higiene suave
dor deve ser avaliada
diálogo com o parceiro
Rastreamento
Exames ginecológicos periódicos ajudam a detectar causas associadas.

Dados no Brasil

Internações variam conforme serviço; dor pélvica comum em consultas.
Internações/Ano
Óbitos diretos por dispareunia não registrados amplamente.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior acesso em capitais e grandes cidades.

Perguntas Frequentes

1 Pergunta: quais são sinais de uma dor que precisa avaliar?
Dor persistente, febre, sangramento ou secreção exigem avaliação médica.
2 Pergunta: a dor pode aparecer de repente?
Sim, pode surgir após infecção, parto, cirurgia ou trauma; avaliação necessária.
3 Pergunta: qual profissional consulta para dor sexual?
Ginecologista, sexólogo ou fisioterapeuta pélvico podem orientar.
4 Pergunta: é possível prevenir totalmente?
Prevenção reduz sintomas, porém algumas causas não são evitáveis; tratamento é possível.
5 Pergunta: como conversar com o parceiro?
Diálogo aberto, paciência e busca de ajuda profissional fortalecem a relação.

Mitos e Verdades

Mito

dor é parte normal do envelhecimento.

Verdade

dor não é inevitável; avaliação e tratamento ajudam.

Mito

só mulheres apresentam dispareunia.

Verdade

condições masculinas são raras; foco principal é feminino.

Mito

antibióticos curam sempre.

Verdade

infecções tratáveis, porém dor de origem não infecciosa persiste.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Primeiro passo: procurar clínica de ginecologia ou saúde da mulher.
Especialista Indicado
Ginecologista ou sexólogo
Quando Procurar Emergência
Dor intensa acompanhada de febre, sangramento ou mal-estar exige pronto atendimento.
Linhas de Apoio
SUS 136 Disque Saúde 0800 611 369

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.