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N84.0
CID-10

Leiomioma do útero

Mioma uterino

Resumo

Mioma uterino: tumores benignos do músculo uterino; monitoramento ou intervenção conforme sintomas.

Identificação

Código Principal
N84.0
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Leiomioma do útero, nomenclatura OMS
Nome em Inglês
Uterine Leiomyoma
Outros Nomes
N84.0 Leiomioma Uterino • Leiomioma do útero • Fibromioma uterino • Mioma uterino • Miomas
Siglas Comuns
N84 MIOMA LEIOM

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XIII - Doenças do aparelho geniturinário
Categoria Principal
Neoplasias benignas do útero
Subcategoria
Leiomioma do útero
Tipo de Condição
neoplasica
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência mundial: até 70% das mulheres em idade reprodutiva podem ter fibromas; muitos assintomáticos.
Prevalência no Brasil
Brasil: alta prevalência entre mulheres reprodutivas; dados nacionais variam.
Faixa Etária Principal
20-49 anos
Distribuição por Sexo
Predominantemente mulheres
Grupos de Risco
Idade 25-45 História familiar Raça afrodescendente Obesidade Hipertensão
Tendência Temporal
Estável globalmente; crescimento comum na idade reprodutiva.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Desregulação hormonal com predisposição genética, levando ao crescimento de músculo liso.
Mecanismo Fisiopatológico
Células musculares lisas do miométrio respondem a estrogênio, formando nódulos.
Fatores de Risco
Idade 25-45 História familiar Raça afrodescendente Obesidade Hipertensão Uso prolongado de estrogênio
Fatores de Proteção
Gravidez Amamentação Uso de anticoncepcionais combinados Atividade física regular
Componente Genético
Contribuição genética reconhecida; herança poligênica associa risco.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Fluxo menstrual intenso e doloroso com sensação de peso pélvico
Sintomas Frequentes
Dor pélvica
Sangramento abundante
Pressão abdominal
Infertilidade temporária
Dor nas relações
Sensação de plenitude
Sinais de Alerta
  • Dor abdominal súbita
  • Febre
  • Hemorragia descontrolada
  • Anemia grave
  • Massas abdominais dolorosas
Evolução Natural
Pode crescer, permanecer estável ou encolher; gravidez pode influenciar tamanho.
Complicações Possíveis
Anemia por sangramento Infertilidade temporária Dor pélvica crônica Compressão de bexiga Complicações na gravidez

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Ultrassom transvaginal confirmando nódulos; RM se dúvida.
Exames Laboratoriais
Hemograma completo Beta-HCG Ferritina Vitamina D
Exames de Imagem
Ultrassom transvaginal RM pélvica Ultrassom 3D Doppler uterino
Diagnóstico Diferencial
  • Endometriose
  • Adenomiose
  • Pólipos endometriais
  • Cisto ovariano
  • Hiperplasia endometrial
Tempo Médio para Diagnóstico
Sem demora: semanas a meses, dependendo de sintomas e acesso a imagem

Tratamento

Abordagem Geral
Gestão personalizada com foco em sintomas, idade e desejo gestacional.
Modalidades de Tratamento
1 Observação
2 Terapias hormonais
3 Embolização das artérias uterinas
4 Miomectomia
5 Histerectomia
Especialidades Envolvidas
Ginecologia Radiologia Medicina de Família Anestesiologia Oncologia se necessário
Tempo de Tratamento
Varia conforme opção; semanas a meses
Acompanhamento
Consultas regulares, monitoramento de tamanho e sintomas, avaliação de gravidez

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva geralmente favorável; tumores benignos respondem bem a manejo apropriado
Fatores de Bom Prognóstico
  • Baixo número de miomas
  • Tamanho pequeno
  • Boa resposta a tratamento
  • Gravidez bem-sucedida
Fatores de Mau Prognóstico
  • Muitos miomas grandes
  • Anemia grave
  • Dor pélvica refratária
  • Gravidez de alto risco
Qualidade de Vida
Variável; dor e sangramento afetam bem-estar, mas tratamento ajuda

Prevenção

Prevenção Primária
Não há prevenção específica; manejo hormonal adequado pode reduzir crescimento
Medidas Preventivas
Manter peso adequado
Dieta equilibrada
Atividade física
Controle de hipertensão
Acompanhamento médico
Rastreamento
Ultrassom de rotina para monitorar crescimento em mulheres com miomas

Dados no Brasil

Variável; fibromas representam parte das internações ginecológicas
Internações/Ano
Baixa mortalidade associada; óbitos relacionados são raros
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Mayor incidência em regiões com maior acesso a serviços

Perguntas Frequentes

1 Miomas podem causar infertilidade?
Podem estar associados, especialmente miomas submucosos; gravidez é possível com tratamento.
2 Como confirmar diagnóstico?
Ultrassom transvaginal é padrão; RM em dúvidas; avaliação clínica ajuda.
3 Existem opções não cirúrgicas?
Observação, terapias hormonais e embolização são possibilidades conforme o caso.
4 Posso engravidar com miomas?
Gravidez é possível; planejamento pré-concepção é essencial para adequar o tratamento.
5 Tempo de recuperação?
Depende do procedimento; repouso e retorno gradual às atividades.

Mitos e Verdades

Mito

miomas são câncer.

Verdade

são tumores benignos do músculo uterino.

Mito

apenas quem tem filhos pega miomas.

Verdade

afetam mulheres com ou sem filhos, na idade reprodutiva.

Mito

gravidez causa miomas.

Verdade

hormônios da gravidez podem estimular crescimento; não todos

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure ginecologista ou unidade de saúde próxima
Especialista Indicado
Ginecologista
Quando Procurar Emergência
Dor intensa, sangramento pesado, tontura; procure pronto atendimento
Linhas de Apoio
SUS 136 Disque 100 SAMU 192

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.