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N80
CID-10

Endometriose

Dor pélvica crônica associada à doença

Resumo

Endometriose é tecido semelhante ao endométrio fora do útero, causando dor e, às vezes, dificuldade para engravidar.

Identificação

Código Principal
N80
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Endometriose segundo OMS; definição clínica com localização
Nome em Inglês
Endometriosis
Outros Nomes
Endometriose genital • Endometriose pélvica • Endometrioma • Endometriose profunda • Doença de endométrio fora do útero
Siglas Comuns
ENDO EM ED

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XII - Doenças do sistema reprodutivo feminino
Categoria Principal
Doenças do sistema reprodutivo
Subcategoria
Endometriose
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais: 5-10% das mulheres em idade fértil apresentam endometriose.
Prevalência no Brasil
No Brasil, 5-10% das mulheres podem ter a condição; diagnóstico típico tardio.
Faixa Etária Principal
20 a 40 anos, frequentemente início na adolescência
Distribuição por Sexo
Predominantemente mulheres; raramente pessoas cisgender designadas homem
Grupos de Risco
Histórico familiar Dismenorreia severa Menstruação precoce Cirurgia pélvica prévia Baixa paridade
Tendência Temporal
Diagnóstico precoce em evolução; tratamento ampliou com anos

Etiologia e Causas

Causa Principal
Causa multifatorial; não há único gatilho definido
Mecanismo Fisiopatológico
Fragmentos endometrais se implantam fora do útero; inflamação e aderências surgem
Fatores de Risco
Histórico familiar Menstruação precoce Dismenorreia grave Infertilidade prévia Cirurgia pélvica
Fatores de Proteção
Tratamento hormonal eficaz Gestão da dor Exercício regular Alimentação balanceada
Componente Genético
Hereditariedade relevante; risco maior com familiar próximo

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dismenorreia intensa que pode preceder a menstruação
Sintomas Frequentes
Dor pélvica crônica
Dispareunia durante relação sexual
Dor ao evacuar
Dor ao urinar
Infertilidade
Sinais de Alerta
  • Febre alta persistente
  • Dor súbita com piora aguda
  • Sangramento abundante fora do ciclo
  • Perda de peso não explicada
  • Sinais neurológicos
Evolução Natural
Sem tratamento, dor pode persistir; adesões podem aumentar dor
Complicações Possíveis
Infertilidade Aderências pélvicas Dor crônica Problemas gastrointestinais

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Laparoscopia diagnóstica com histologia é referência; história clínica ajuda
Exames Laboratoriais
Hemograma Marcadores inflamatórios
Exames de Imagem
Ultrassom transvaginal RM pélvica Ultrassom abdominal
Diagnóstico Diferencial
  • Adenomiose
  • Miomas
  • Doença inflamatória pélvica
  • Síndrome de intestino irritável
Tempo Médio para Diagnóstico
Mede-se em meses a anos; depende do acesso a avaliação especializada

Tratamento

Abordagem Geral
Manejo multimodal: alívio da dor, preservação da fertilidade e qualidade de vida
Modalidades de Tratamento
1 Terapia hormonal
2 Analgesia multimodal
3 Cirurgia conservadora
4 Fisioterapia pélvica
5 Aconselhamento
Especialidades Envolvidas
Ginecologia Gastroenterologia Urologia Fisioterapia Psicologia
Tempo de Tratamento
Duração depende da gravidade; pode ocorrer em meses a longo prazo
Acompanhamento
Consultas regulares a cada 3-6 meses; ajuste conforme resposta

Prognóstico

Prognóstico Geral
Crônico, porém controlável com tratamento adequado
Fatores de Bom Prognóstico
  • Diagnóstico precoce
  • Adesão ao tratamento
  • Gravidade inicial leve
  • Sem complicações graves
Fatores de Mau Prognóstico
  • Dor refratária
  • Aderências extensas
  • Infertilidade prolongada
  • Diagnóstico tardio
Qualidade de Vida
Pode melhorar com manejo eficaz e suporte adequado

Prevenção

Prevenção Primária
Não há prevenção única; manter saúde geral e buscar dor persistente cedo
Medidas Preventivas
Avaliar dismenorreia precoce
Percorrer diagnóstico com rapidez
Tratamentos não farmacológicos
Manter peso saudável
Atividade física regular
Rastreamento
Não há rastreamento universal; avaliação clínica direcionada

Dados no Brasil

Estima-se internações relacionadas a cirurgia; variação regional
Internações/Ano
Mortalidade direta muito baixa; complicações incomuns
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Sudeste e Sul com maior registro; Norte menor

Perguntas Frequentes

1 Qual a principal sintoma da endometriose?
Dismenorreia intensa e dor pélvica persistente.
2 É possível engravidar com endometriose?
Sim, porém fertilidade pode ficar comprometida; tratamento ajuda.
3 Como é feito o diagnóstico definitivo?
Laparoscopia com histologia confirma; história clínica auxilia.
4 O que reduz o retorno da dor?
Tratamento adequado e adesão com acompanhamento.
5 Quais hábitos ajudam no dia a dia?
Exercício regular, alimentação equilibrada, sono adequado.

Mitos e Verdades

Mito

apenas dor menstrual indica a doença.

Verdade

dor pélvica crônica pode sinalizar endometriose.

Mito

cirurgia cura para sempre.

Verdade

pode melhorar, mas recorre com frequência.

Mito

não há tratamento eficaz.

Verdade

combinação de hormônios, cirurgia e reabilitação ajuda.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure ginecologista ou clínico; relate dor pélvica persistente
Especialista Indicado
Ginecologista especialista em endometriose
Quando Procurar Emergência
Dor súbita intensa com febre, sangramento ou desmaio
Linhas de Apoio
SUS 136 - Central de atenção à saúde

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.