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N72
CID-10

Síndrome do corrimento vaginal

corrimento vaginal

Resumo

Corrimento vaginal é comum; diagnóstico varia com a etiologia; procure médico.

Identificação

Código Principal
N72
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Síndrome do corrimento vaginal
Nome em Inglês
Vaginal discharge syndrome
Outros Nomes
Corrimento vaginal • Vaginose • Síndrome do corrimento • Infecção vaginal
Siglas Comuns
N72 CID-10 N72 CID N72

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XX - Doenças do sistema reprodutor feminino
Categoria Principal
Doenças do sistema reprodutor feminino
Subcategoria
Vaginite e corrimento vaginal
Tipo de Condição
sindrome
Natureza
infecciosa
Gravidade Geral
leve

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas variam; vaginose comum entre 10-30% das mulheres em idade fértil.
Prevalência no Brasil
Varia por população; dados regionais disponíveis em fontes oficiais.
Faixa Etária Principal
Mulheres em idade reprodutiva, 15-49 anos
Distribuição por Sexo
Predominantemente mulheres; raros em homens
Grupos de Risco
Múltiplos parceiros sexuais Duchas vaginais Antibióticos prolongados Diabetes não controlada
Tendência Temporal
Varia pela etiologia; tendência estável a leve aumento em algumas populações.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Vaginose bacteriana, candidíase, tricomoníase e inflamação não infecciosa
Mecanismo Fisiopatológico
Desequilíbrio da microbiota, inflamação local e defesa
Fatores de Risco
Múltiplos parceiros sexuais Duchas vaginais Antibióticos prolongados Diabetes Gravidez
Fatores de Proteção
Higiene suave Preservativos Objetos de higiene neutros Tratamento adequado de ITS
Componente Genético
Predisposição genética variável; não herança marcada.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Corrimento vaginal anormal com odor leve ou coceira
Sintomas Frequentes
Coceira vulvar
Ardor ao urinar
Cheiro desagradável
Secreção amarelada
Sinais de Alerta
  • Febre alta
  • Dor pélvica progressiva
  • Corrimento sanguinolento
Evolução Natural
Sem tratamento pode perdurar; algumas causas resolvem sozinhas
Complicações Possíveis
Infecção ascendente em gravidez Risco de ITS Dor pélvica crônica

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Avaliação clínica, pH, amostra do corrimento e testes específicos
Exames Laboratoriais
Microscopia Teste de pH Teste de whiff Cultura bacteriana
Exames de Imagem
Ultrassom pélvico quando indicado RM não rotineira
Diagnóstico Diferencial
  • Infecção urinária
  • Dermatite vulvar
  • Disbiose vaginal
  • Doença inflamatória pélvica
Tempo Médio para Diagnóstico
Dias a semanas desde início dos sintomas

Tratamento

Abordagem Geral
Tratamento depende da etiologia; alívio de sintomas, erradicação da causa e educação
Modalidades de Tratamento
1 Antifúngicos tópicos/orais
2 Antibióticos para vaginose
3 Tratamento de ITS conforme protocolo
4 Acompanhamento
Especialidades Envolvidas
Ginecologia Medicina de família Clínica geral Saúde pública Enfermagem
Tempo de Tratamento
Dias a semanas, conforme etiologia
Acompanhamento
Retorno para reavaliação em 1-2 semanas

Prognóstico

Prognóstico Geral
Bom com tratamento adequado; recorrência depende da etiologia
Fatores de Bom Prognóstico
  • Adesão ao tratamento
  • Diagnóstico precoce
  • Etiologia tratável
  • Ausência de ITS
Fatores de Mau Prognóstico
  • Procura tardia
  • Infecção extensa
  • Diabetes não controlada
  • Múltiplos ITS não tratados
Qualidade de Vida
Melhora com tratamento; retorno às atividades normais

Prevenção

Prevenção Primária
Higiene suave, sexo seguro e evitar duchas internas
Medidas Preventivas
Preservativo
Higiene adequada
Sem duchas
Tratamento de ITS
Acompanhamento médico
Rastreamento
Rastreamento de ITS e avaliação de corrimento conforme guidelines

Dados no Brasil

Distribuição Regional
Regiões com maior vigilância de ITS; variações regionais.

Perguntas Frequentes

1 Quais são as causas comuns?
Vaginose, candidíase, tricomoníase e irritações são causas comuns
2 É contagioso?
Algumas ITS são contagiosas; outras causas não são transmitidas.
3 Como é feito o diagnóstico?
Avaliação clínica, pH, amostra do corrimento e testes específicos
4 Preciso parar de ter relações?
Depende da etiologia; siga orientação médica durante o tratamento
5 Como prevenir recidiva?
Higiene suave, preservativo, tratar ITS, evitar duchas internas

Mitos e Verdades

Mito

duchas previnem infecção.

Verdade

duchas podem desequilibrar flora e aumentar risco.

Mito

corrimento sempre ITS.

Verdade

pode ser fisiológico ou não ITS.

Mito

antibióticos curam tudo.

Verdade

uso indiscriminado gera resistência e não resolve todas as causas.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure serviço de saúde local; ginecologia ou clínica da família
Especialista Indicado
Ginecologista ou clínico geral
Quando Procurar Emergência
Dor intensa, febre, sangramento forte, piora rápida
Linhas de Apoio
SUS 136 - orientação geral Disque DST - orientação regional Ligações locais de saúde

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.