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N39.3
CID-10

Incontinência urinária

Incontinência urinária

Resumo

Perda de urina involuntária ao tossir, rir ou esforço.

Identificação

Código Principal
N39.3
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Urinary incontinence, unspecified
Nome em Inglês
Urinary incontinence
Outros Nomes
Incontinência urinária • Perda de urina • Vazamento urinário • IUR
Siglas Comuns
IUE IU IUR

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XVIII - Doenças do aparelho urinário
Categoria Principal
Transtornos miccionais
Subcategoria
Incontinência urinária
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
crônica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais mostram alta prevalência entre idosos e mulheres.
Prevalência no Brasil
Populações idosas, especialmente mulheres, apresentam maior carga.
Faixa Etária Principal
Acima de 60 anos, mais comum em mulheres
Distribuição por Sexo
Predominância feminina; relação com parto e menopausa
Grupos de Risco
Idosos Mulheres idosas Pós-menopáusicas Obesidade Diabetes
Tendência Temporal
Leve aumento com envelhecimento populacional

Etiologia e Causas

Causa Principal
Fraqueza do assoalho pélvico com disfunção do esfíncter uretral
Mecanismo Fisiopatológico
Redução da tonicidade uretral e alterações da bexiga com esforço
Fatores de Risco
Idade avançada Gravidez/parto Obesidade Constipação crônica Doenças neurológicas Fumo constante
Fatores de Proteção
Treino pélvico regular Gestão de peso Controle glicêmico Hidratação adequada
Componente Genético
Predisposição rara; não determinante

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Perda de urina involuntária em esforço, tosse ou riso
Sintomas Frequentes
Vazamento com esforço
Urgência com dificuldade de esvaziar
Aumento da frequência
Noctúria pode ocorrer
Sinais de Alerta
  • Retenção urinária aguda
  • Dor lombar intensa com febre
  • Sangue na urina
  • Dor ao urinar persistente
Evolução Natural
Sem tratamento, tende a permanecer e piorar levemente
Complicações Possíveis
Infecção urinária recorrente Dermatite perineal Isolamento social Queda na autoestima

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
História clínica, registro de episódios e impacto na vida
Exames Laboratoriais
Urina tipo I Uroanálise Creatinina Glicemia Hemograma
Exames de Imagem
Ultrassonografia renal Eco vesical simples Cistouretrografia miccional (quando indicado)
Diagnóstico Diferencial
  • Infecção urinária
  • Prolapsos pélvicos
  • Doenças neurológicas
  • Síndrome da bexiga dolorosa
  • Constipação alta
Tempo Médio para Diagnóstico
Varia: pode levar meses até confirmação

Tratamento

Abordagem Geral
Abordagem centrada no paciente com reabilitação pelvic
Modalidades de Tratamento
1 Treino da bexiga
2 Fisioterapia pélvica
3 Medicamentos antimuscarínicos
4 Mirabegron
5 Cirurgia sling
Especialidades Envolvidas
Ginecologia Urologia Fisioterapia pélvica Neurologia Endocrinologia
Tempo de Tratamento
Duração varia conforme resposta
Acompanhamento
Consultas a cada 3-6 meses; ajuste terapêutico

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva de melhoria com adesão a treino e modulação
Fatores de Bom Prognóstico
  • Boa adesão ao treino
  • Poucos episódios
  • Ausência de neurológica
  • Controle de peso
Fatores de Mau Prognóstico
  • Doença neurológica
  • Obesidade grave
  • Diabetes mal controlado
  • Idade avançada
Qualidade de Vida
Melhora com tratamento adequado; impacto reduzido

Prevenção

Prevenção Primária
Manter peso adequado, atividade física, evitar constipação
Medidas Preventivas
Treino pélvico diário
Hidratação
Controle de cafeína
Alimentação equilibrada
Gestão de comorbidades
Rastreamento
Avaliação clínica; não há rastreio universal

Dados no Brasil

null
Internações/Ano
null
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior concentração em regiões com envelhecimento

Perguntas Frequentes

1 A incontinência urinária é comum?
Sim; afeta adultos mais velhos, com variáveis subtipos
2 É possível evitar?
Treino pélvico, peso adequado e hidratação ajudam
3 Como confirmar diagnóstico?
Anamnese, exame e, se necessário, exames complementares
4 Precisa cirurgia?
Depende do subtipo; opções variam com gravidade
5 Pode curar completamente?
Alguns casos melhoram muito; outros requerem manejo contínuo

Mitos e Verdades

Mito

só idosos ficam com isso

Verdade

pode ocorrer em qualquer idade, mais comum após 40

Mito

exercícios pioram

Verdade

treino correto reduz vazamentos

Mito

cirurgia é única solução

Verdade

múltiplas opções, baseadas no subtipo

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure clínico de urologia, ginecologia ou fisioterapia
Especialista Indicado
Urologista ou ginecologista
Quando Procurar Emergência
Dor intensa, febre, retenção urinária aguda
Linhas de Apoio
0800 000 0000 SUS 136 Contato local de saúde

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.