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N10
CID-10

Nefrite tubulointersticial aguda (NTA)

NTA aguda

Resumo

Inflamação renal aguda por gatilho; melhora ao parar remédios ou tratar infecção.

Identificação

Código Principal
N10
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Nefrite tubulointersticial aguda
Nome em Inglês
Acute tubulointerstitial nephritis
Outros Nomes
NTA • Nefrite intersticial aguda • Nefrite tubulointersticial aguda • Acute interstitial nephritis • AIN aguda
Siglas Comuns
NTA AIN

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XIV - Doenças do sistema geniturinário
Categoria Principal
Doenças renais e urinárias
Subcategoria
Nefrite tubulointersticial aguda
Tipo de Condição
doenca
Natureza
aguda
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas variáveis; NTA é rara em crianças, mais comum em adultos expostos a nefrotoxinas.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais limitados; relatos em adultos com uso de fármacos nefrotóxicos.
Faixa Etária Principal
Adultos 40-60 anos
Distribuição por Sexo
Equilibrada entre homens e mulheres
Grupos de Risco
Uso de NSAIDs Antibióticos nefrotóxicos Infecções urinárias graves Imunossupressores Doenças autoimunes
Tendência Temporal
Varia por região; tendência estável no tempo

Etiologia e Causas

Causa Principal
Inflamação intersticial renal mediada por drogas ou infecções
Mecanismo Fisiopatológico
Inflamação do interstício renal com edema; dano tubular pode ocorrer se o gatilho persistir
Fatores de Risco
Uso de NSAIDs Antibióticos nefrotóxicos Diabetes mellitus Imunossupressão Idade avançada Desidratação
Fatores de Proteção
Hidratação adequada Monitoramento renal ao usar nefrotoxicos Retirada de drogas suspeitas Evitar infecções não tratadas
Componente Genético
Contribuição genética rara; suscetibilidade pode existir em alguns indivíduos

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Febre, erupção cutânea e redução da função renal
Sintomas Frequentes
Febre
Erupção cutânea
Dor lombar
Mal-estar
Náuseas
Alterações urinárias
Sinais de Alerta
  • Oligúria persistente
  • Agravamento da função renal
  • Sinais de sepse
  • Edema pronunciado
  • Dificuldade respiratória
Evolução Natural
Sem tratamento, função renal pode piorar; com retirada tende a melhorar
Complicações Possíveis
Falência renal aguda Necessidade de diálise temporária Hipertensão crônica Lesão renal residual

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
História de gatilho, eosinofilia, melhora com retirada; biópsia em dúvida
Exames Laboratoriais
Eosinófilos elevados Creatinina elevada Proteinúria leve Leucócitos na urina Eosinófilos na urina (quando disponível)
Exames de Imagem
Ultrassom renal sem obstrução Rim com edema leve
Diagnóstico Diferencial
  • Pielonefrite aguda
  • Glomerulonefrite
  • Nefropatia induzida por nefrotóxicos sem interstício
  • Nefrite crônica intersticial
Tempo Médio para Diagnóstico
Dias a semanas após exposição

Tratamento

Abordagem Geral
Identificar gatilho, retirar agente causal; hidratação adequada; monitorar função renal
Modalidades de Tratamento
1 Retirada do agente causal
2 Hidratação adequada
3 Controle de infecção se presente
4 Suporte renal se necessário
5 Corticosteroides em casos selecionados
Especialidades Envolvidas
Nefrologia Clínica Médica Farmacologia Infectologia
Tempo de Tratamento
Semanas a meses; depende da gravidade e retirada do gatilho
Acompanhamento
Reavaliação seriada da função renal; ajuste de nefrotoxicos; dieta com sódio

Prognóstico

Prognóstico Geral
Geralmente bom com retirada precoce do gatilho; recuperação é comum
Fatores de Bom Prognóstico
  • Retirada precoce do gatilho
  • Função renal preservada
  • Resposta clínica rápida
  • Ausência de falência renal prévia
Fatores de Mau Prognóstico
  • Retardo no tratamento
  • Gravidade inicial alta
  • Falência renal pré-existente
  • Infecção sistêmica grave
Qualidade de Vida
Impacto moderado; melhora com recuperação renal

Prevenção

Prevenção Primária
Evitar nefrotoxinas conhecidas e tratar infecções precocemente
Medidas Preventivas
Monitorar função renal ao iniciar fármacos nefrotóxicos
Hidratação adequada
Revisar medicações nefrotóxicas
Evitar uso indiscriminado de analgésicos
Tratamento adequado de infecções
Rastreamento
Acompanhamento renal se houver risco ou uso de drogas nefrotóxicas

Dados no Brasil

Varia por região; poucos relatos anuais
Internações/Ano
Poucos casos; mortalidade baixa com recuperação
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Mais relatos onde há maior uso de drogas nefrotóxicas

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.