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M79.7
CID-10

Fibromialgia

Fibromialgia

Resumo

Fibromialgia é dor crônica generalizada; tratamento é multimodal, com foco na função.

Identificação

Código Principal
M79.7
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Fibromyalgia, síndrome dolorosa generalizada reconhecida pela OMS como condição de dor crônica de etiologia incerta.
Nome em Inglês
Fibromyalgia
Outros Nomes
Fibromialgia crônica • Síndrome de dor generalizada • Dor difusa • Dor musculoesquelética crônica • Dor crônica generalizada
Siglas Comuns
FM FMS SDFG

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XIII - Doenças do sistema musculoesquelético
Categoria Principal
Doenças musculoesqueléticas
Subcategoria
Dor crônica generalizada
Tipo de Condição
sindrome
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais sugerem fibromialgia afeta dezenas de milhões, com maior prevalência entre mulheres.
Prevalência no Brasil
No Brasil, dados apontam maior incidência em mulheres adultas; variações regionais existem.
Faixa Etária Principal
Adultos de meia-idade predominam
Distribuição por Sexo
Maior ocorrência em mulheres; proporção estimada 2:1 a 3:1
Grupos de Risco
Mulheres 30-50 anos Historia de trauma Distúrbios do sono Depressão/anxiedade Genética
Tendência Temporal
Tendência estável, com variações regionais e maior reconhecimento diagnóstico recente.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Origem multifatorial com componentes genéticos, ambientais e neurobiológicos.
Mecanismo Fisiopatológico
Alterações no processamento de dor, aumento da excitabilidade neural e alterações na neuroquímica central.
Fatores de Risco
Sexo feminino Idade entre 30-50 História de ansiedade/depressão Distúrbios do sono Estresse crônico Genética
Fatores de Proteção
Exercício regular Sono de qualidade Gestão do estresse Tratamento adequado de comorbidades
Componente Genético
Contribuição hereditária observada em famílias, com genes associados a sensibilização dolorosa.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor difusa generalizada, sensibilidade ao toque e fadiga intensa.
Sintomas Frequentes
dor musculoesqueslétrica difusa
fadiga persistente
distúrbios do sono
dor ao toque sensível
rigidez matinal
cefaleias tensionais
Sinais de Alerta
  • fraqueza progressiva localizada
  • perda de peso súbita
  • dor local dolorosa intensa sem causa
  • sinais de doença neurológica persistentes
  • quadros depressivos graves
Evolução Natural
Sem tratamento, quadro pode persistir com piora da qualidade de vida; com manejo adequado há melhoras.
Complicações Possíveis
Fadiga crônica Distúrbios do sono Depressão Dor crônica persistente Impacto ocupacional

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Critérios clínicos de dor generalizada por 3 meses aliados a fadiga e sono alterado; não há teste definitivo.
Exames Laboratoriais
Hemograma EAS TSH Proteína C-reativa Eletrolytes
Exames de Imagem
RM/RX conforme necessidade TC US musculoesquelético RM de áreas específicas
Diagnóstico Diferencial
  • Artrite reumatoide
  • Lúpus
  • Síndrome de dor central
  • Dor neuropática
  • Fibromialgia secundaria
Tempo Médio para Diagnóstico
Varia de meses a anos, atraso comum no diagnóstico.

Tratamento

Abordagem Geral
Abordagem multimodal: educação, atividade física, sono regular, manejo da dor e suporte emocional.
Modalidades de Tratamento
1 Exercício regular
2 Terapias físicas
3 Medicamentos não opioides
4 Terapias psicológicas
5 Gestão de sono
Especialidades Envolvidas
Clínico geral Reumatologia Fisiatria Psicologia Neurologia
Tempo de Tratamento
Tratamento contínuo por meses a anos, com ajustes conforme resposta.
Acompanhamento
Consultas periódicas, monitoramento de dor, sono e função.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva variada; muitos convivem bem com tratamento, dor crônica persiste.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Adesão ao tratamento
  • Sono restaurado
  • Exercício regular
  • Apoio psicossocial
Fatores de Mau Prognóstico
  • Dor refratária
  • Baixa adesão
  • Humor não tratado
  • Comorbidades graves
Qualidade de Vida
Impacto na vida diária, mas melhora com manejo adequado.

Prevenção

Prevenção Primária
Não há prevenção comprovada; hábitos saudáveis reduzem fatores de risco.
Medidas Preventivas
Exercício regular
Sono adequado
Gestão do estresse
Alimentação balanceada
Tratamento de comorbidades
Rastreamento
Avaliações clínicas periódicas para monitorar dor, sono e função.

Dados no Brasil

Poucas internações diretas pela fibromialgia.
Internações/Ano
Óbitos atribuíveis são raros; doença não costuma causar morte.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior impacto em regiões com mais população; dados limitados.

Perguntas Frequentes

1 Fibromialgia é curável?
Atualmente não há cura; sintomas melhoram com tratamento adequado.
2 Como é feito o diagnóstico?
Avaliação clínica detalhada e exclusão de outras doenças; não há teste definitivo.
3 Quais tratamentos ajudam?
Exercícios, sono, psicoterapia e medicamentos conforme orientação médica.
4 Pode piorar com estresse?
Sim, estresse pode intensificar dor e fadiga; manejo ajuda.
5 A fibromialgia afeta o trabalho?
Pode exigir adaptações; com tratamento, muitos continuam trabalhando.

Mitos e Verdades

Mito

fibromialgia é apenas dor emocional.

Verdade

é condição real com bases neurológicas da dor.

Mito

não há tratamento.

Verdade

combinação de terapias melhora sinais.

Mito

afeta só mulheres.

Verdade

ocorre também em homens, menos frequente.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure médico de família ou clínico; encaminhe para reumatologia se preciso.
Especialista Indicado
Reumatologista
Quando Procurar Emergência
Dor muito intensa com febre, fraqueza ou confusão exige avaliação imediata.
Linhas de Apoio
SUS 136 Centros de saúde locais Ligue 188 para orientação

CIDs Relacionados

M79.7 M54.5 R53.1 G47.00 F45.8

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.