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m779 cid
CID-10

Condição musculoesquelética inespecífica

Dor musculoesquelética inespecífica

Resumo

Dor em tecidos moles sem lesão visível; foco em alívio, mobilidade e ergonomia.

Identificação

Código Principal
M779
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Dor inespecífica de tecidos moles, nomenclatura OMS: dor musculoesquelética inespecífica.
Nome em Inglês
Unspecified soft tissue pain
Outros Nomes
Dor muscular inespecífica • Dor de tecido mole não específica • Dor difusa sem lesão definida • Dor musculotendínea inespecífica
Siglas Comuns
DMI DTE DMT

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XVII - Doenças do sistema musculoesquelético
Categoria Principal
Dor musculoesquelética inespecífica
Subcategoria
Dor em tecidos moles não especificada
Tipo de Condição
sintoma
Natureza
cronica
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais indicam alta prevalência de dor de tecidos moles sem diagnóstico claro.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais variam; dor inespecífica comum entre adultos, com variação regional.
Faixa Etária Principal
Adultos de 25 a 65 anos
Distribuição por Sexo
Equilíbrio entre gêneros; leve predomínio feminino em alguns grupos.
Grupos de Risco
Atletas e trabalhadores com esforço repetitivo Adultos acima de 50 Pessoas com má postura Pessoas sedentárias Portadores de obesidade
Tendência Temporal
Tendência estável, com variações regionais e maior demanda por atendimento preventivo.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Uso repetido de músculos e tecidos moles, com microtraumas.
Mecanismo Fisiopatológico
Processos inflamatórios discretos somados a dano repetitivo, sem lesão estrutural visível.
Fatores de Risco
Atividade repetitiva Mau alinhamento postural Idade avançada Obesidade Sedentarismo Trabalho estático
Fatores de Proteção
Exercício regular Alongamento diário Ergonomia adequada Pausas ativas
Componente Genético
Influência genética moderada em certos subtipos, sem herança dominante clara.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor ou desconforto na região afetada, pior com uso repetitivo.
Sintomas Frequentes
Dor ao movimento
Rigidez matinal curta
Sensibilidade ao toque
Fadiga muscular
Limitação de atividades
Compressões dolorosas
Sinais de Alerta
  • Dor súbita severa
  • Perda súbita de força
  • Deformidade visível
  • Febre alta acompanhada de dor
  • Dores noturnas intensas
Evolução Natural
Sem tratamento, dor persiste com flutuações; melhora com fisioterapia tende a ocorrer.
Complicações Possíveis
Limitação funcional Dor crônica Alteração da postura Insônia associada Redução de qualidade de vida

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
História, exame físico e exames direcionados conforme necessidade.
Exames Laboratoriais
Hemograma PCR CK pode estar normal Vitaminas se indicado Glicose se necessário
Exames de Imagem
Ultrassom musculoesquelético RM se suspeita de lesão Radiografia somente se indicado TC quando necessário
Diagnóstico Diferencial
  • Fibromialgia
  • Dor radicular
  • Artrite degenerativa
  • Tendinopatia
  • Síndrome do túnel do carpo
Tempo Médio para Diagnóstico
Varia com acesso a atendimento; geralmente semanas.

Tratamento

Abordagem Geral
Tratamento centrado em alívio de dor, educação e reabilitação funcional.
Modalidades de Tratamento
1 Fisioterapia
2 Exercícios de alongamento
3 Medicamentos tópicos
4 Correção ergonômica
5 Relaxamento
Especialidades Envolvidas
Clínico geral Fisioterapeuta Ortopedista Rheumatologista Ergonomista
Tempo de Tratamento
Geralmente 6 a 12 semanas de intervenção
Acompanhamento
Consultas de acompanhamento a cada 4 a 8 semanas, conforme progresso

Prognóstico

Prognóstico Geral
Geralmente favorável com adesão ao tratamento e melhoria funcional.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Adesão ao tratamento
  • Resposta rápida à fisioterapia
  • Ausência de lesões graves
  • Ergonomia correta
Fatores de Mau Prognóstico
  • Dor crônica persistente
  • Desistência do tratamento
  • Comorbidades
  • Lesões associadas
Qualidade de Vida
Impacto moderado na rotina; ajustes ajudam a manter qualidade de vida

Prevenção

Prevenção Primária
Adotar postura correta, aquecer antes de atividades e pausas regulares.
Medidas Preventivas
Ergonomia
Alongamento diário
Hidratação
Calçados adequados
Pausas ativas
Rastreamento
Não há rastreamento específico; avaliar dor persistente.

Dados no Brasil

Núcleo de internações não específico; não há contagem consolidada.
Internações/Ano
Mortalidade atribuída é baixa para dor inespecífica.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior acesso urbano; variações conforme estrutura de saúde.

Perguntas Frequentes

1 Essa dor pode ter causa sério?
Dor pode ter várias origens; avaliação é essencial para descartar lesões graves.
2 Qual é o tratamento indicado?
Educação, exercícios, higiene ergonômica; medicamentos apenas sob orientação.
3 Como diagnosticar?
História, exame físico e exames direcionados conforme necessidade.
4 É possível prevenir?
Ergonomia, alongamento diário e pausas ativas ajudam a prevenir agravamento.
5 Qual é o prognóstico?
Prognóstico geralmente bom com manejo adequado e adesão ao tratamento.

Mitos e Verdades

Mito

dor sempre indica dano grave.

Verdade

muitos quadros melhoram com fisioterapia e mudanças simples.

Mito

remédios fortes curam rapidamente.

Verdade

alívio vem de abordagem multidisciplinar, não apenas remédios.

Mito

repouso total é essencial.

Verdade

manter atividade com proteção adequada ajuda na recuperação.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure atenção básica e fisioterapia; inicie com avaliação simples.
Especialista Indicado
Clínico geral ou fisioterapeuta
Quando Procurar Emergência
Dor intensa, perda de função súbita, ou sinais de infecção requerem atendimento imediato.
Linhas de Apoio
SUS Central Linha de Apoio Saúde Disque 136

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.