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M70.0
CID-10

Bursite do ombro

Bursite

Resumo

Bursite do ombro é inflamação da bursa, gera dor; melhora com repouso, fisioterapia e orientação profissional.

Identificação

Código Principal
M70.0
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Bursite aguda ou crônica da bursae do ombro, inflamação por atrito ou trauma
Nome em Inglês
Bursitis
Outros Nomes
Bursite de ombro • Inflamação da bursa • Bursitose • Bursite aguda • Bursite crônica
Siglas Comuns
BURS BUR

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XIII - Doenças do sistema musculoesquelético
Categoria Principal
Doenças do tecido musculoesquelético
Subcategoria
Bursites por sítio anatômico
Tipo de Condição
doenca
Natureza
adquirida
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência global varia conforme sítio; ombro é o sítio mais frequente.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais limitados; ombro predominante em consultas por dor.
Faixa Etária Principal
Pico entre 40 e 60 anos.
Distribuição por Sexo
Leve predomínio feminino.
Grupos de Risco
Atividades com movimentos repetitivos do ombro Trauma local Uso de alças pesadas Postura inadequada no trabalho Envelhecimento de tecidos
Tendência Temporal
Leve aumento com cargas ocupacionais repetitivas; prevenção reduz incidência.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Inflamação da bursa por atrito repetitivo ou trauma agudo.
Mecanismo Fisiopatológico
Irritação repetitiva gera erosão da bursa, levando inflamação, edema e dor com limitação.
Fatores de Risco
Repetição de movimentos do ombro Lesão prévia de ombro Envelhecimento dos tecidos Força muscular desequilibrada Postura inadequada Uso de carga excessiva
Fatores de Proteção
Fortalecimento muscular regular Aquecimento adequado Correção ergonômica do trabalho Acompanhamento médico precoce
Componente Genético
Influência genética mínima; não há herança clara.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor focal com limitação de movimento do ombro, pior ao levantar o braço.
Sintomas Frequentes
Dor ao movimentar o ombro
Rigidez matinal leve
Inchaço discreto
Sensibilidade local
Dificuldade de abdução
Sinais de Alerta
  • Dor muito intensa com febre alta
  • Edema deformante sustenido
  • Verificação de vermelhidão extensa
  • Perda súbita de força acentuada
  • Mobilidade quase nula
Evolução Natural
Com tratamento, melhora gradual; sem manejo pode persistir e limitar atividades.
Complicações Possíveis
Rigidez prolongada Dor crônica Lesões associadas de ombro Capsulite adesiva Infecção rara

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
História de dor focal, exame compatível, sem sinais de infecção ou outra etiologia.
Exames Laboratoriais
Hemograma VHS PCR Fator reumatoide Procalcitonina (quando suspeita infecção)
Exames de Imagem
Ultrassom de ombro Ressonância magnética Radiografia Tomografia apenas se indicado
Diagnóstico Diferencial
  • Tendinite do manguito
  • Capsulite adesiva
  • Artrite glenoumeral
  • Infecção da bursa
  • Lesão do labrum
Tempo Médio para Diagnóstico
Varia com acesso; diagnóstico pode ocorrer em semanas a meses

Tratamento

Abordagem Geral
Alívio da dor com gelo, repouso moderado e fisioterapia orientada.
Modalidades de Tratamento
1 Conservadoras: analgésicos/anti-inflamatórios
2 Fisioterapia
3 Infiltrações quando indicado
4 Cirurgia em casos refratários
5 Correção de fatores de risco
Especialidades Envolvidas
Ortopedia Fisiatria Fisioterapia Reumatologia Radiologia
Tempo de Tratamento
Duração depende da gravidade; semanas a meses com reabilitação
Acompanhamento
Retornos regulares a cada 4-8 semanas até melhora; ajuste conforme resposta

Prognóstico

Prognóstico Geral
Prognóstico tende a ser bom com tratamento adequado.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Início precoce do tratamento
  • Boa adesão ao programa
  • Gravidade leve
  • Ausência de comorbidades
Fatores de Mau Prognóstico
  • Atraso no diagnóstico
  • Gravidade elevada
  • Infecção da bursae
  • Fraturas associadas
Qualidade de Vida
Moderado impacto na vida diária, melhoria com reabilitação

Prevenção

Prevenção Primária
Ergonomia, aquecimento, fortalecimento do ombro e pausas em atividades repetitivas
Medidas Preventivas
Pausas regulares durante atividades repetitivas
Alongamento diário de ombro
Fortalecimento do manguito rotador
Ajustes ergonômicos no trabalho
Treinamento de técnicas de movimento
Rastreamento
Rastreamento não é utilizado; diagnóstico clínico e imagem guiam manejo

Dados no Brasil

Internações por bursite são pouco reportadas
Internações/Ano
Baixa mortalidade associada a bursite
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Regiões com maior demanda por ombro expõem maior incidência

Perguntas Frequentes

1 Bursite é grave?
Geralmente não; melhora com tratamento adequado e reabilitação.
2 Dói ao levantar o braço, e agora?
Identificar com exame, ser paciente com fisioterapia ajuda.
3 Diagnóstico definitivo depende de?
História, exame e imagem ajudam a confirmar bursite.
4 É curável?
Quase sempre sim com reabilitação; recidiva é possível.
5 Preciso evitar exercício?
Continuar com exercícios sob orientação para manter ROM.

Mitos e Verdades

Mito

Dor no ombro = bursite sempre.

Verdade

Dor no ombro requer avaliação para diagnóstico diff.

Mito

Injeções não ajudam bursite.

Verdade

Infiltrações podem ser úteis em alguns casos.

Mito

Gestos simples curam sozinhos.

Verdade

Tratamento multi-profissional costuma ser mais eficaz.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure médico de referência em dor musculoesquelética para avaliação inicial.
Especialista Indicado
Ortopedista ou fisiatra
Quando Procurar Emergência
Dor repentina com febre, inchaço intenso ou piora súbita demande socorro.
Linhas de Apoio
SUS 136 CEATS local Disque saúde estadual

CIDs Relacionados

M70.0 M70.1 M75.4 M75.0 Z51.9

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.