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M54.9
CID-10

Dorsalgia inespecífica

Dor nas costas inespecífica

Resumo

Dor nas costas sem lesão identificada; tratamento foca em movimento, postura e exercícios.

Identificação

Código Principal
M54.9
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Dorsalgia, não especificada segundo a OMS
Nome em Inglês
Dorsalgia, unspecified
Outros Nomes
Dor dorsal inespecífica • Lombalgia inespecífica • Dor dorsal sem lesão • Dor axial da coluna
Siglas Comuns
M54.9 Dorsalgia NS DorsalgiaNS

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XIII - Doenças do sistema musculoesquelético
Categoria Principal
Doenças da coluna e costas
Subcategoria
Dorsalgia inespecífica
Tipo de Condição
sindrome
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Dor lombar inespecífica comum, afeta 10-15% da população mundial; pico entre 35-55 anos.
Prevalência no Brasil
Brasil: lombalgia comum entre adultos, com variações regionais e acesso a cuidado.
Faixa Etária Principal
Adultos 25-64 anos
Distribuição por Sexo
Levemente mais comum em mulheres
Grupos de Risco
sedentarismo trabalho repetitivo obesidade maus padrões de sono fatores psicossociais idade
Tendência Temporal
Padrão estável, melhora com tratamento multidisciplinar e atividades físicas.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Origem músculo-esquelética inespecífica da região dorsal
Mecanismo Fisiopatológico
Dor nociceptiva por microtraumas, alterações musculares e modulação neural
Fatores de Risco
sedentarismo obesidade idade trabalho repetitivo maus hábitos posturais estresse
Fatores de Proteção
atividade física regular ergonomia sono adequado treino de flexibilidade
Componente Genético
Contribuição genética pequena à sensibilidade à dor

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor dorsal ou lombar sem lesão identificável
Sintomas Frequentes
dor que varia com esforço
rigidez matinal curta
dor ao levantar
sensibilidade ao toque
Sinais de Alerta
  • dor súbita intensa
  • fraqueza progressiva
  • incontinência urinária
  • perda de sensibilidade anal
Evolução Natural
Dor pode persistir meses; melhora com exercícios, postura e manejo
Complicações Possíveis
dor crônica limitação de movimento distúrbio do sono ansiedade associada

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
História de dor dorsal sem déficit neurológico grave; exame neurológico sem déficit importante
Exames Laboratoriais
hemograma PCR bioquímica básica creatinina/eletrolitos
Exames de Imagem
Radiografia da coluna RM/TC se suspeita de lesão ultra-sonografia não essencial
Diagnóstico Diferencial
  • dor muscular aguda
  • fibromialgia
  • artrite inflamatoria
  • fractura vertebral
Tempo Médio para Diagnóstico
Semanas a meses conforme acesso a cuidado

Tratamento

Abordagem Geral
Plano integrado: atividade, exercícios, educação e manejo da dor com recursos não farmacológicos
Modalidades de Tratamento
1 exercícios orientados
2 fisioterapia
3 analgesia conforme orientação
4 educação postural
5 calor/frio
Especialidades Envolvidas
Clínico Geral Ortopedista Fisioterapeuta Neurologista Educador em saúde
Tempo de Tratamento
Varía com adesão; semanas a meses
Acompanhamento
Consultas regulares a cada 4-6 semanas

Prognóstico

Prognóstico Geral
Bom com manejo ativo; recidivas comuns
Fatores de Bom Prognóstico
  • boa adesão
  • ergonomia
  • resposta rápida
  • dor leve
Fatores de Mau Prognóstico
  • dor persistente
  • comorbidades
  • baixa adesão
  • fatores psicossociais adversos
Qualidade de Vida
Impacta atividades; melhora com educação, movimento e apoio

Prevenção

Prevenção Primária
Atividade física regular, postura ergonômica, sono adequado
Medidas Preventivas
pausas ativas
alongamento
ajustes ergonômicos
controle de peso
educação sobre dor
Rastreamento
Não aplicável; monitorar fatores de risco

Dados no Brasil

milhares de internações anuais conforme estado
Internações/Ano
baixa mortalidade direta
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
maior impacto em áreas com menor acesso

Perguntas Frequentes

1 Dorsalgia inespecífica pode ter diagnóstico grave?
Na maioria, não há gravidade escondida; avaliação clínica orienta riscos
2 Qual exame inicial ideal?
Avaliação clínica; imagem só se indicação clínica clara
3 É possível curar a dor?
Melhora com tratamento ativo; definição de cura varia conforme objetivo
4 Como prevenir no dia a dia?
Exercícios, ergonomia, sono adequado e pausas ativsa
5 Quando retornar ao trabalho?
Volte conforme evolução e recomendas médico; ajuste de atividades

Mitos e Verdades

Mito

dor lombar sempre indica gravidade

Verdade

a maioria é inespecífica e não exige cirurgia

Mito

mito: repouso absoluto cura rapidamente

Verdade

verdade: movimento controlado e fisioterapia ajudam mais

Mito

mito: cirurgia é primeira opção

Verdade

verdade: cirurgia é rara; primeira linha é reabilitação

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Primeiro contato com médico de família; encaminhamentos se necessários
Especialista Indicado
Ortopedista ou clínico geral
Quando Procurar Emergência
Dor súbita com fraqueza, perda de controle ou sinais neurológicos
Linhas de Apoio
SUS 136 Central de apoio ao paciente

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M54.9

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.