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M54.1
CID-10

Cervicalgia

Dor no pescoço

Resumo

Dor no pescoço causada por esforço, postura ruim ou trauma leve; melhora com fisioterapia e boa ergonomia.

Identificação

Código Principal
M54.1
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Cervicalgia (dor cervical da região do pescoço, causada por várias etiologias)
Nome em Inglês
Cervicalgia (neck pain)
Outros Nomes
dor cervical • dor de pescoço • dor cervicalgia • dor cervical da região do pescoço • dor no pescoço
Siglas Comuns
CN CDP DCP

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XIII - Doenças do aparelho musculoesquelético e tecido conectivo
Categoria Principal
Dor musculoesquelética cervical
Subcategoria
Dor de pescoço não especificada
Tipo de Condição
doenca
Natureza
outra
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Dor cervical afeta 10-20% da população anualmente.
Prevalência no Brasil
Prevalência alta entre adultos, estimativas 8-15%.
Faixa Etária Principal
Adultos 20-60 anos
Distribuição por Sexo
Leve predomínio feminino
Grupos de Risco
postura inadequada no trabalho uso prolongado de dispositivos digitais lesões cervicais anteriores idade avançada obesidade ou sedentarismo
Tendência Temporal
Tendência estável com variações regionais; prevenção ajuda

Etiologia e Causas

Causa Principal
Origem principal: distensão muscular da região cervical associada a má postura e esforço repetido.
Mecanismo Fisiopatológico
Músculos do pescoço sobrecarregados geram dor; articulações facetárias inflamadas; nervos cervicais podem ficar irritados.
Fatores de Risco
posteura inadequada no trabalho uso frequente de celular e computador lesões cervicais anteriores idade avançada sedentarismo peso excessivo
Fatores de Proteção
exercícios de alongamento diário ergonomia adequada fortalecimento da musculatura do pescoço boa conduta postural
Componente Genético
Influência genética é moderada; predisposição para dor musculoesquelética

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor no pescoço com rigidez ao mover a cabeça
Sintomas Frequentes
dor que piora com movimento
rigidez matinal breve
dor irradiando para ombro
limitação de rotação
sensibilidade muscular ao toque
dor agravada por ficar sentado por longos períodos
Sinais de Alerta
  • fraqueza súbita de braço
  • perda de sensibilidade progressiva
  • dor com febre alta
  • dificuldade para controlar a bexiga
  • trauma significativo no pescoço
Evolução Natural
dor pode persistir sem tratamento; melhora com fisioterapia e postura
Complicações Possíveis
dor crônica persistente limitação de movimento radiculopatia persistente dor irradiada crônica sono ruim

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
História e exame compatíveis; sem sinais de alerta; diagnóstico clínico e confirmação quando necessário
Exames Laboratoriais
PCR e VHS apenas se inflamação suspeita Fator reumatoide se doença reumatológica TSH se houver sinais metabólicos Marcadores reum. conforme caso Não obrigatório para dor simples
Exames de Imagem
Raio-X cervical simples RMN cervical se radiculopatia suspeita TC cervical se dúvida de estrutura Ultrassom de tecidos moles quando indicado
Diagnóstico Diferencial
  • fibromialgia
  • dor de ombro não específica
  • cefaleia tensional
  • radiculopatia cervical
  • dor de pescoço de origem visceral
Tempo Médio para Diagnóstico
Horas a dias na primeira avaliação

Tratamento

Abordagem Geral
Alívio da dor, mobilização suave, fisioterapia e educação postural; manejo não farmacológico prioritário.
Modalidades de Tratamento
1 fisioterapia
2 exercícios de alongamento
3 ergonomia
4 analgesia conforme necessidade
5 infiltração apenas se indicado
Especialidades Envolvidas
Clínico geral Ortopedista Fisioterapeuta Reumatologista Ergonomista
Tempo de Tratamento
Semanas a meses com fisioterapia regular
Acompanhamento
Retornos a cada 4-6 semanas; reavaliação se piora

Prognóstico

Prognóstico Geral
Bom com manejo conservador; maioria evolui com tratamento adequado
Fatores de Bom Prognóstico
  • boa adesao ao tratamento
  • resposta rapida à fisioterapia
  • boa ergonomia
  • ausência de radiculopatia
Fatores de Mau Prognóstico
  • dor persistente
  • radiculopatia com fraqueza
  • baixa adesão ao programa
  • comorbidades dolorosas
Qualidade de Vida
Impacto moderado na vida diaria, melhora com exercícios

Prevenção

Prevenção Primária
Postura correta, pausas regulares, exercícios de pescoço, boa ergonomia.
Medidas Preventivas
pausas para alongamento a cada 30-60 min
ergonomia do espaço de trabalho
fortalecimento da musculatura do pescoço
evitar uso excessivo de celular com pescoço inclinado
peso corporal adequado
Rastreamento
Avaliação clínica quando dor persiste; não há rastreamento específico

Dados no Brasil

Poucas internações diretas; tratam-se de manejo conservador.
Internações/Ano
Baixa mortalidade associada a cervicalgia pura.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior detecção em áreas com acesso a serviços de saúde

Perguntas Frequentes

1 Quais são as causas comuns de cervicalgia?
Má postura, esforço muscular, uso prolongado de dispositivos digitais.
2 Preciso de exames de imagem?
Exames aparecem se houver suspeita de radiculopatia ou trauma.
3 Dores no pescoço vão embora sozinhas?
Podem melhorar com fisioterapia, exercícios e postura, em semanas a meses.
4 Quando procurar atendimento urgente?
Dor grave após trauma, fraqueza ou alterações neurológicas.
5 É possível prevenir cervicalgia?
Sim: boa ergonomia, pausas, exercícios diários.

Mitos e Verdades

Mito

dor no pescoço sempre requer cirurgia.

Verdade

maioria melhora com fisioterapia e postura.

Mito

radiculopatia cervical sempre causa formigamento intenso.

Verdade

sinais variam; dor pode ocorrer sem formigamento.

Mito

exercícios pioram a dor cervical.

Verdade

exercícios adequados aliviam dor e rigidez.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure clínico geral, ortopedista ou fisioterapeuta ao desconforto persistente
Especialista Indicado
Clínico geral ou ortopedista
Quando Procurar Emergência
Dor grave após trauma, dificuldade de mov. ou fraqueza súbita
Linhas de Apoio
SUS 136 Samu 192 0800-123-456

CIDs Relacionados

M54.2 M54.9 M53.0 M50.9 M99.01

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.