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M51.1
CID-11

Hérnia de disco lombar

Hérnia de disco lombar

Resumo

Hérnia de disco lombar é quando o disco entre vértebras aperta nervos, gerando dor, tratável com fisioterapia e, se necessário, cirurgia

Identificação

Código Principal
M51.1
Versão CID
CID-11
Nome Oficial
Doenças do disco intervertebral lombar, conforme CID-11 M51.1
Nome em Inglês
Lumbar intervertebral disc herniation
Outros Nomes
Protrusão lombar • Protusão discal lombar • Hérnia lombar • Discopatia lombar • Degeneração discal
Siglas Comuns
HDL HLDL DCL

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XIII - Doenças do sistema osteomuscular
Categoria Principal
Doenças do disco intervertebral
Subcategoria
Hérnia de disco lombar
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
grave

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Adultos, com pico entre 30-50 anos; variações por população
Prevalência no Brasil
Presente em adultos; variação conforme acesso a diagnóstico
Faixa Etária Principal
Adultos 30 a 60 anos
Distribuição por Sexo
Homens e mulheres próximos da igualdade
Grupos de Risco
Obesidade Sedentarismo Carga repetitiva Tabagismo Idade avançada Baixo condicionamento
Tendência Temporal
Aumento com envelhecimento populacional

Etiologia e Causas

Causa Principal
Degeneração discal lombar com protrusão ou hérnia
Mecanismo Fisiopatológico
Disco degenerado protrui, comprimindo raízes nervosas e causando dor
Fatores de Risco
Idade avançada Obesidade Sedentarismo Tabagismo Carga física repetitiva Postura inadequada
Fatores de Proteção
Exercício regular Fortalecimento do core Postura correta Controle de peso
Componente Genético
Contribuição genética moderada em parte da população

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor lombar com irradiação para perna
Sintomas Frequentes
Dor lombar aguda
Radiculopatia com formigamento
Piora ao flexionar
Melhora com repouso
Rigidez matinal
Perda de reflexos simples
Sinais de Alerta
  • Dor súbita com fraqueza progressiva
  • Incontinência urinária/fecal
  • Perda de sensibilidade grave
  • Febre com dor lombar
  • Sinais neurológicos agudos
Evolução Natural
Pode tornar-se crônica sem tratamento adequado
Complicações Possíveis
Dor crônica Dor neuropática persistente Déficit sensitivo/motor Limitação de atividades Alteração da marcha

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Avaliação clínica de radiculopatia com confirmação de imagem
Exames Laboratoriais
Hemograma PCR/CRP Eletrolytos Função renal Não específicos
Exames de Imagem
RM lombar TC lombar Radiografia lombar Evolução com contraste se indicado
Diagnóstico Diferencial
  • Estenose lombar
  • Fratura de compressão
  • Mielopatia
  • Infecção de disco
  • Dor facetária
Tempo Médio para Diagnóstico
Geralmente dias a semanas

Tratamento

Abordagem Geral
Alívio da dor, manter mobilidade, reabilitação; evitar repouso prolongado
Modalidades de Tratamento
1 Conservador
2 Fisioterapia
3 Infiltração espinha
4 Cirurgia quando indicado
5 Educação terapêutica
Especialidades Envolvidas
Ortopedia Neurologia Fisiatria Fisioterapia Anestesiologia
Tempo de Tratamento
Semanas a meses, conforme resposta
Acompanhamento
Reavaliação a cada 4-6 semanas inicialmente

Prognóstico

Prognóstico Geral
Bom com tratamento adequado; alguns evoluem com dor crônica
Fatores de Bom Prognóstico
  • Sem déficit neurológico
  • Resposta rápida ao tratamento
  • Adesão à reabilitação
  • Peso estável
Fatores de Mau Prognóstico
  • Dor refratária
  • Déficts neurológicos progressivos
  • Comorbidades graves
  • Recidivas frequentes
Qualidade de Vida
Pode melhorar significativamente com fisioterapia e manejo adequado

Prevenção

Prevenção Primária
Peso saudável, atividade física, boa postura e ergonomia
Medidas Preventivas
Fortalecimento do core
Pausas ativas ao sentar
Postura ergonômica
Controle de peso
Carga apropriada
Rastreamento
Avaliação clínica e imagem conforme surgirem sinais

Dados no Brasil

Variam por região; carga de internações depende de indicação cirúrgica
Internações/Ano
Baixa mortalidade associada; casos graves são incomuns
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Mais alta onde há acesso a diagnóstico, reabilitação e cirurgia

Perguntas Frequentes

1 É possível tratar sem cirurgia?
Sim. A maioria melhora com fisioterapia, exercícios e manejo da dor.
2 Quais sinais indicam cirurgia?
Deficits neurológicos progressivos ou dor que persiste com tratamento.
3 Duração da recuperação?
Depende; semanas a meses, variando com intervenção.
4 Como prevenir recidivas?
Fortalecer core, manter peso estável, boa postura e evitar esforço repetitivo.
5 Quais exames confirmar diagnóstico?
RM lombar é o padrão; TC pode complementar conforme necessidade.

Mitos e Verdades

Mito

cirurgia é sempre necessária

Verdade

muitos casos melhoram sem operação

Mito

idade determina tudo

Verdade

tratamento adequado pode transformar o prognóstico

Mito

toda dor lombar é hérnia

Verdade

várias causas simulam hérnia; diagnóstico é-chave

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure médico de confiança e relate dor, início, atividades
Especialista Indicado
Ortopedista ou Neurocirurgião
Quando Procurar Emergência
Perda de força súbita ou controle urinário requer atendimento imediato
Linhas de Apoio
136 - SUS 0800-123-4567 0800-987-6543

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.