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M45
CID-10

Espondiloartrite Anquilosante

Espondiloartrite Anquilosante

Resumo

Dor na coluna com rigidez; jovens; manejo com exercícios e medicações

Identificação

Código Principal
M45
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Doença inflamatória crônica da coluna com fusão eventual das vértebras, sacroilíacas e articulações
Nome em Inglês
Ankylosing Spondylitis
Outros Nomes
Espondilite Anquilosante • Espondiloartrite axial • EA axial • EAA
Siglas Comuns
EAA EA

Classificação

Capítulo CID
Capítulo M40-M49: Dorsopatias da coluna
Categoria Principal
Doença inflamatória axial
Subcategoria
Espondiloartrite axial
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência mundial estimada baixa; afeta cerca de 0,1-0,5% da população, mais comum em jovens.
Prevalência no Brasil
Brasil: dados variam por população; prevalência semelhante à média mundial com variações regionais.
Faixa Etária Principal
Adolescentes e jovens adultos (aprox. 15-30 anos)
Distribuição por Sexo
Mais comum em homens
Grupos de Risco
HLA-B27 positivo História familiar Predisposição étnica Sexo masculino Jovens 15-30 Tabagismo
Tendência Temporal
Aumento com detecção precoce; tendência estável com tratamento

Etiologia e Causas

Causa Principal
Inflamação crônica com componente autoimune, predisposição genética; sem agente único
Mecanismo Fisiopatológico
Inflamação axial crônica com entesopatia, sacroilíaca inflamada e fusão gradual da coluna
Fatores de Risco
HLA-B27 positivo História familiar Predisposição étnica Sexo masculino Jovens 15-30 anos Tabagismo
Fatores de Proteção
HLA-B27 negativo Atividade física regular Dieta anti-inflamatória Aderência ao tratamento
Componente Genético
Herança multifatorial com forte relação HLA-B27

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor inflamatória lombar com rigidez matinal persistente
Sintomas Frequentes
Dor que piora com imobilidade
Rigidez matinal >30 min
Dor sacroilíaca
Fadiga
Olhos vermelhos em alguns
Redução da mobilidade
Sinais de Alerta
  • Febre alta repentina
  • Perda de peso sem causa
  • Fraqueza neurológica
  • Problemas oculares súbitos
  • Dificuldade respiratória
Evolução Natural
Sem tratamento, progressão com fusão vertebral e mobilidade reduzida
Complicações Possíveis
Fusão da coluna Fraturas vertebrais Restrição torácica Problemas oculares Complicações respiratórias

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Dor inflamatória persistente, evidência radiográfica/RM, resposta a NSAIDs, HLA-B27 positivo
Exames Laboratoriais
PCR elevada VHS elevada Fator reumatoide negativo HLA-B27 positivo Perfil autoimune
Exames de Imagem
Radiografias sacroilíacas com fusão RM coluna lombar RM sacroilíacas Radiografia torácica se envolvimento
Diagnóstico Diferencial
  • Artrite psoriásica
  • Espondiloartrite juvenil
  • Fibromialgia
  • Osteoartrite axial
Tempo Médio para Diagnóstico
Meses até confirmação em muitos casos

Tratamento

Abordagem Geral
Alívio da dor, redução de inflamação e manutenção da mobilidade com abordagem multidisciplinar
Modalidades de Tratamento
1 Medicamentos anti-inflamatórios
2 Biológicos (TNF/IL-17)
3 Fisioterapia regular
4 Exercícios de flexibilidade
5 Terapias da dor
Especialidades Envolvidas
Reumatologia Fisioterapia Ortopedia Oftalmologia Nutrição
Tempo de Tratamento
Longo prazo, com ajustes conforme resposta
Acompanhamento
Consultas a cada 3-6 meses; monitorar função pulmonar ocular e ca

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva altamente variável; controle com tratamento adequado
Fatores de Bom Prognóstico
  • Início precoce do tratamento
  • Adesão à fisioterapia
  • HLA-B27 negativo
  • Boa resposta aos NSAIDs
Fatores de Mau Prognóstico
  • Progressão rápida sem tratamento
  • Fusão precoce da coluna
  • Doença extra-articular grave
  • Complicações oculares/respiratórias
Qualidade de Vida
Potencial impacto na vida diária; manejo adequado melhora bastante

Prevenção

Prevenção Primária
Não há prevenção específica; evitar tabagismo pode reduzir piora
Medidas Preventivas
Parar tabagismo
Postura correta
Exercícios regulares
Vacinação em dia
Acompanhamento médico regular
Rastreamento
Exames regulares para monitorar inflamação, função pulmonar e ocular

Dados no Brasil

Poucas internações; geralmente cirurgias ou complicações
Internações/Ano
Óbitos baixos; ligados a comorbidades
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior concentração onde há rede de reumatologia; desigualdades

Perguntas Frequentes

1 Quais são os sinais iniciais da doença?
Dor inflamatória da coluna com rigidez matinal e piora com repouso
2 Como é feito o diagnóstico?
Avaliação clínica, exames de sangue e imagens; teste HLA-B27 pode ajudar
3 É possível curar?
Não há cura; controle a longo prazo com tratamento adequado
4 Quais exercícios ajudam?
Alongamento, musculação suave e hidroterapia sob orientação
5 Como conversar com o médico?
Anote sintomas, frequência, medicações e perguntas para esclarecer

Mitos e Verdades

Mito

tratamento é inútil sem cirurgia

Verdade

boa resposta com medicações, fisioterapia e adesão

Mito

doença é apenas dor nas costas

Verdade

envolve inflamação, olhos, pele e respiração

Mito

apenas homens ficam doentes

Verdade

mulheres podem ser afetadas; apresentação pode variar

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure reumatologista ou centro de referência; encaminhamentos via SUS
Especialista Indicado
Reumatologista
Quando Procurar Emergência
Dor intensa súbita, fraqueza, dificuldade respiratória ou febre alta
Linhas de Apoio
136 SUS CAPS local 0800 000 0000

CIDs Relacionados

M40 M41 M42 M46 M49

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.