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M06.0
CID-10

Artrite Reumatoide sem Fator Reumatoide

Artrite reumatoide sem RF

Resumo

AR sem RF é artrite inflamatória crônica das articulações sem anticorpo RF

Identificação

Código Principal
M06.0
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Artrite Reumatoide sem Fator Reumatoide, doença inflamatória crônica das articulações com base autoimune (OMS)
Nome em Inglês
Seronegative Rheumatoid Arthritis
Outros Nomes
AR sem RF • AR seronegativa • Artrite inflamatória crônica • Artrite reumatóide RF negativo • Artrite reumatoide sem RF
Siglas Comuns
RF- AR sem RF AR seronegativa

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XIII - Doenças do aparelho musculoesquelético
Categoria Principal
Doenças reumáticas autoimunes
Subcategoria
Artrite reumatoide seronegativa
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais: 0,5% a 1% da população mundial.
Prevalência no Brasil
Brasil: taxa semelhante global, cerca de 0,5–1%.
Faixa Etária Principal
Adultos 30-60 anos
Distribuição por Sexo
Predominância feminina, aproximadamente 3 mulheres para 1 homem
Grupos de Risco
Historia familiar AR Tabagismo Sexo feminino Idade 30-60 Genética HLA-DRB1
Tendência Temporal
Aumento no diagnóstico com acesso a exames; tendência estável com tratamento moderno.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Multifatorial: genética, autoimune, fatores ambientais ativam inflamação crônica
Mecanismo Fisiopatológico
Inflamação crônica da membrana sinovial com erosões; citocinas elevadas promovem dano articular
Fatores de Risco
Historia familiar AR HLA-DRB1 Sexo feminino Idade entre 30-60 Tabagismo Baixo nível de vitamina D
Fatores de Proteção
Nao fumar Atividade física regular Dieta balanceada Gestao de peso
Componente Genético
Predisposição associada a genes de resposta imune, especialmente HLA

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor e inchaço articular, rigidez matinal prolongada
Sintomas Frequentes
Dor articular marcada
Rigidez matinal >30 min
Inchaço de mãos/punhos
Fadiga
Fraqueza muscular
Limitação de movimentos
Sinais de Alerta
  • Dor intensa com febre alta
  • Deformidade visível
  • Perda de mobilidade marcada
  • Rigidez repentina com calor
  • Edema difuso persistente
Evolução Natural
Sem tratamento: progressão lenta com erosões; com tratamento adequado, controle da atividade.
Complicações Possíveis
Dano articular permanente Deformidades Osteopenia Anemia Sjögren

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Avaliação clínica, exames de sangue e imagem; conjunto ACR/EULAR atualizado
Exames Laboratoriais
RF Anti-CCP Hemograma VHS/CRP Ferritina
Exames de Imagem
Radiografias Ultrassom com Doppler Ressonância magnética TC de articulações
Diagnóstico Diferencial
  • Osteoartrite
  • Lúpus
  • Espondilite anquilosante
  • Gota
  • Artrite infecciosa
Tempo Médio para Diagnóstico
Meses desde início dos sintomas até confirmação

Tratamento

Abordagem Geral
Reduzir inflamação com tratamento precoce, aliviar dor e manter função
Modalidades de Tratamento
1 Farmacologico
2 Fisioterapia
3 Terapia ocupacional
4 Cirurgia em fases avançadas
5 Gestão de comorbidades
Especialidades Envolvidas
Reumatologia Fisioterapia Nutrição Fonoaudiologia Ortopedia
Tempo de Tratamento
Tratamento de longa duração com revisões periódicas
Acompanhamento
Consultas regulares a cada 3-6 meses; monitorar função articular e efeitos colaterais

Prognóstico

Prognóstico Geral
Com tratamento adequado, muitos mantêm boa qualidade de vida
Fatores de Bom Prognóstico
  • Diagnóstico precoce
  • Boa adesão ao tratamento
  • Baixa atividade inflamatória
  • Ausência de deformidades iniciais
Fatores de Mau Prognóstico
  • Diagnóstico tardio
  • Alta atividade inflamatória
  • Multicomorbidades
  • Deformidades já presentes
Qualidade de Vida
Pode melhorar com tratamento e apoio; requer ajustes diários

Prevenção

Prevenção Primária
Não há prevenção garantida; evitar gatilhos como tabagismo e infecções
Medidas Preventivas
Nao fumar
Atividade física regular
Dieta equilibrada
Vacinas em dia
Gestão de estresse

Dados no Brasil

Número anual de internações por AR varia; dados regionais
Internações/Ano
Óbitos por AR são baixos quando bem controlada
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior acesso na região Sul e Sudeste; menor na região Norte

Perguntas Frequentes

1 AR sem RF pode evoluir para RF positivo?
Sim, RF pode aparecer com o tempo; acompanhamento médico é essencial
2 Tratamentos afetam a vida útil das articulações?
Tratamentos eficazes reduzem inflamação e protegem articulações
3 É possível ter AR sem dor?
Dores costumam ocorrer; rigidez pode preceder ou acompanhar a dor
4 Qualidade de vida com AR é possível?
Com tratamento adequado, é possível manter atividades diárias
5 Preciso de dieta especial?
Dieta equilibrada ajuda o bem-estar; não há dieta curativa.

Mitos e Verdades

Mito

AR é só dor nas articulações.

Verdade

AR envolve inflamação sistêmica e rigidez matinal.

Mito

AR afeta apenas idosos.

Verdade

Pode ocorrer em adultos jovens; mulheres são mais sensíveis.

Mito

Dieta milagrosa cura AR.

Verdade

Nutrientes ajudam, mas não curam; tratamento é médico.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Clínica de reumatologia ou UBS para avaliação inicial
Especialista Indicado
Reumatologista
Quando Procurar Emergência
Dor intensa com aquecimento, vermelhidão, febre alta ou deformidade requer atendimento imediato
Linhas de Apoio
0800-123-4567 CAPS regional Associação AR Brasil

CIDs Relacionados

M06.1 M05.0 M23.9

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.