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luto cid
CID-11

Transtorno do luto

Luto prolongado

Resumo

Luto prolongado é dor após perda que persiste; tratamento ajuda a voltar ao cotidiano

Identificação

Código Principal
F43.22
Versão CID
CID-11
Nome Oficial
Transtorno da resposta ao luto prolongado (Prolonged Grief Disorder) OMS
Nome em Inglês
Prolonged Grief Disorder
Outros Nomes
Luto patológico • Luto complicado • Luto prolongado • Luto persistente • Transtorno de luto
Siglas Comuns
PGD LutoProlongado TLP

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Transtornos mentais e comportamentais
Categoria Principal
Transtornos de resposta ao luto
Subcategoria
Luto prolongado
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variável

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais variam; luto prolongado afeta parcela de enlutados.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais limitados; estimativas não consolidadas.
Faixa Etária Principal
Adultos de meia idade a idosos
Distribuição por Sexo
Mulheres ligeiramente mais afetadas que homens
Grupos de Risco
Enlutados recentes Apoio social limitado Perda de cônjuge/filho Depressão prévia Trauma não resolvido
Tendência Temporal
Persistente em muitos casos; melhora com intervenção terapêutica

Etiologia e Causas

Causa Principal
Perda de ente querido com sofrimento emocional intenso, associado a apoio insuficiente
Mecanismo Fisiopatológico
Desregulação do estresse, dor emocional persistente, alterações neuroquímicas relacionadas à perda
Fatores de Risco
Rede de apoio limitada Perda súbita Condições de saúde mental prévias Envelhecimento Eventos estressores recentes Baixa resiliência
Fatores de Proteção
Acesso a suporte Engajamento terapêutico Rede familiar estável Intervenção precoce
Componente Genético
Vulnerabilidade genética moderada pode influenciar resposta ao luto

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor emocional intensa, sensação de vazio e sofrimento perseverante
Sintomas Frequentes
Tristeza extrema
Pensamentos de perda
Dificuldade para dormir
Irritabilidade
Isolamento social
Dificuldade funcional
Sinais de Alerta
  • Ideação suicida
  • Plano ou intenção de se machucar
  • Queda severa na função diária
  • Descontrole emocional
  • Uso de substâncias para lidar
Evolução Natural
Sem tratamento, sinais podem persistir por anos; intervenção acelera melhora
Complicações Possíveis
Depressão crônica Ansiedade persistente Distúrbios do sono Isolamento social prolongado Redução da qualidade de vida

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Avaliação clínica após perda, impacto funcional e tempo; excluir depressão/TEPT
Exames Laboratoriais
Avaliação psicológica Escalas de luto Triagem para depressão Risco suicídio Exames gerais para exclusão
Exames de Imagem
Não rotineiros Solicitados se houver outra condição médica
Diagnóstico Diferencial
  • Depressão maior sem luto
  • Ansiedade generalizada
  • Transtorno de adaptação
  • TEPT
Tempo Médio para Diagnóstico
Meses a anos; depende de acesso a serviços

Tratamento

Abordagem Geral
Psicoterapia adaptada ao luto, apoio psicoeducativo e redes de apoio
Modalidades de Tratamento
1 Terapia cognitivo comportamental para luto
2 Terapias de aceitação
3 Grupos de apoio
4 Terapia familiar
5 Intervenções digitais
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Psicologia clínica Medicina de família Enfermagem psiquiátrica Assistência social
Tempo de Tratamento
Meses, variável conforme resposta
Acompanhamento
Consultas regulares a cada 4-6 semanas; monitorar risco suicídio

Prognóstico

Prognóstico Geral
Variável; com tratamento, melhora funcional é comum
Fatores de Bom Prognóstico
  • Engajamento terapêutico
  • Rede de apoio estável
  • Baixo uso de substâncias
  • Acesso a serviços de saúde mental
Fatores de Mau Prognóstico
  • Isolamento social
  • Comorbidades depressivas graves
  • Risco suicídio
  • Falta de suporte familiar
Qualidade de Vida
Queda na qualidade de vida inicialmente; melhora com tratamento e apoio

Prevenção

Prevenção Primária
Apoio social, educação sobre luto saudável e busca de ajuda cedo
Medidas Preventivas
Apoio imediato
Redes de suporte
Acesso a saúde mental
Detecção precoce
Gestão de estressores
Rastreamento
Triagem de sinais de luto patológico em perdas significativas

Dados no Brasil

Dados variáveis; não consolidados
Internações/Ano
null
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Varia com acesso regional; áreas com CAPS mais ativos relatam mais casos

Perguntas Frequentes

1 O luto pode virar doença?
Luto é resposta humana; luto prolongado pode exigir tratamento para restaurar função
2 Como saber se precisa de ajuda?
Se perda afeta sono, apetite, trabalho ou prazer por meses, busque avaliação
3 É possível recuperar?
Sim, com psicoterapia, apoio social e tempo, sintomas tendem a reduzir
4 Qual o papel da família?
Apoio constante facilita ajuste; respeitar sentimentos sem julgamentos
5 Quais sinais pedem atendimento imediato?
Ideação suicida, planos ou risco imediato exigem atendimento urgente

Mitos e Verdades

Mito

tempo cura tudo sozinho

Verdade

auxílio profissional pode acelerar recuperação

Mito

luto é sinal de fraqueza

Verdade

buscar ajuda é demonstração de cuidado com a saúde

Mito

apenas idosos sofrem luto

Verdade

pessoas de todas as idades vivenciam luto; apoio ajuda

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure psicólogo/psiquiatra; serviços de saúde mental próximos
Especialista Indicado
Psiquiatra ou psicólogo clínico
Quando Procurar Emergência
Ideação suicida, planos ou risco agudo
Linhas de Apoio
CVV 188 (24h) SUS central de saúde mental CAPS local

CIDs Relacionados

F43.2 F43.0 F32.9 Z64.8 Z60.4

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.