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labirintite cid
CID-10

Labirintite

Infecção do ouvido interno e tontura

Resumo

Vertigem súbita, tontura, desequilíbrio; ouvido inflamado pode coexistir

Identificação

Código Principal
H83.0
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Labirintite — inflamação do ouvido interno segundo OMS
Nome em Inglês
Labyrinthitis
Outros Nomes
Labirintite • Inflamação labiríntica • Labirinto inflamatório • Otite interna • Vertigem de ouvido
Siglas Comuns
LBRT H83.0 LBR

Classificação

Capítulo CID
Capítulo VIII - Doenças do ouvido e da apófise mastoide
Categoria Principal
Doenças otológicas
Subcategoria
Inflamação do ouvido interno
Tipo de Condição
doenca
Natureza
aguda
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência global baixa; dados variam por definição e diagnóstico.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais limitados; séries específicas são raras.
Faixa Etária Principal
Adultos de meia idade (30-60 anos)
Distribuição por Sexo
Homens e mulheres afetados de forma semelhante
Grupos de Risco
Infecções virais recentes Trauma de cabeça Imunossupressão Idade adulta Distúrbios vestibulares
Tendência Temporal
Estável na maioria das séries; variações sazonais pequenas

Etiologia e Causas

Causa Principal
Inflamação do labirinto, comum após infecção viral ou bacteriana do ouvido
Mecanismo Fisiopatológico
Inflamação que afeta labirinto, prejudica equilíbrio e audição
Fatores de Risco
Infecções virais Resfriados frequentes Imunossupressão Dias de recuperação de gripe Idade avanzada Uso prolongado de fármacos ototóxicos
Fatores de Proteção
Tratamento oportuno de otites Vacinação adequada Higiene otológica
Componente Genético
Contribuição genética limitada; maior parte é adquirida

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Vertigem súbita com sensação de girar e desequilíbrio
Sintomas Frequentes
Náusea
Vômitos
Nistagmo
Perda aguda de equilíbrio
Zumbido no ouvido
Sensação de ouvido cheio
Sinais de Alerta
  • Dor de cabeça repentina com déficit neurológico
  • Fraqueza súbita
  • fala enrolada
  • falha de fala
  • confusão aguda
Evolução Natural
Melhora com tratamento e reabilitação; alguns episódios repetem-se
Complicações Possíveis
Perda auditiva temporária Quedas Desequilíbrio crônico Ansiedade por crises Fratura por quedas em idosos

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
História de vertigem, exame vestibular e exclusão de acidente vascular cerebral
Exames Laboratoriais
Hemograma PCR VHS Bioquímica Perfil infeccioso
Exames de Imagem
RM cranio-vestibular TC de crânio RM do ouvido interno Angio-TC se indicado
Diagnóstico Diferencial
  • VPPB
  • Neurite vestibular
  • AVC
  • Enxaqueca com aura
  • Síndrome de Ménière
Tempo Médio para Diagnóstico
Pode levar dias a semanas desde o início dos sintomas

Tratamento

Abordagem Geral
Alívio dos sintomas com reabilitação vestibular, tratamento da causa se houver
Modalidades de Tratamento
1 Antieméticos
2 Medicação vestibular
3 Manejo de infecção se presente
4 Reabilitação vestibular
5 Educação sobre quedas
Especialidades Envolvidas
Otorrinolaringologia Neurologia Fisioterapia Clínica Geral Geriatria
Tempo de Tratamento
Curto a moderado; semanas até meses conforme progressão
Acompanhamento
Consultas de acompanhamento semanais até estabilizar

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva favorável com tratamento adequado; tontura diminui
Fatores de Bom Prognóstico
  • Início precoce do tratamento
  • Vertigem leve
  • Boa adesão à reabilitação
  • Ausência de doenças graves
Fatores de Mau Prognóstico
  • Crises recorrentes
  • Persistência de vertigem
  • Complicações auditivas
  • Quedas frequentes
Qualidade de Vida
Alterada durante crises, melhora com tratamento e apoio

Prevenção

Prevenção Primária
Manter saúde auditiva, tratar otites cedo, evitar traumas
Medidas Preventivas
Vacinação atualizada
Higiene auditiva
Controle de infecções respiratórias
Proteção auditiva em ambientes ruidosos
Hidratação e sono
Rastreamento
Não há rastreamento de rotina; diagnóstico precoce quando surgem sintomas

Dados no Brasil

Baixa, varia por região e acesso.
Internações/Ano
Raros; relatórios não específicos para labyrinthite.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Mais casos em áreas com acesso auditivo assistido.

Perguntas Frequentes

1 Quais são os principais sintomas?
Vertigem, tontura, desequilíbrio, náusea e vômitos.
2 Labirintite pode voltar?
Episódios recorrentes podem ocorrer, especialmente com infecções.
3 Como é feito o diagnóstico?
História, exames vestibulares e exclusão de AVC.
4 É contagiosa?
Não; labirintite não se transmite entre pessoas.
5 Como evitar recaídas?
Tratamento adequado e reabilitação reduzem recorrência.

Mitos e Verdades

Mito

labirintite é contagiosa.

Verdade

não se transmite entre pessoas.

Mito

acomete apenas idosos.

Verdade

pode ocorrer em adultos de várias idades.

Mito

antibiótico resolve tudo.

Verdade

antibiótico só se há infecção bacteriana confirmada.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure médico de família ou otorrino ao primeiro sinal
Especialista Indicado
Otorrinolaringologista
Quando Procurar Emergência
Sinais de AVC: fala difícil, fraqueza, confusão; procure pronto-socorro
Linhas de Apoio
SUS 136 Central de atendimento Contato local de saúde

CIDs Relacionados

H83.0 H83.2 H81.0 H92.5 G44.1

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.