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L91.0
CID-10

Queloide cicatricial

Cicatriz exuberante

Resumo

Queloide é cicatriz que cresce além da lesão. Mais comum em pele pigmentada. Tratamento é multifacetado.

Identificação

Código Principal
L91.0
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Queloide (lesão cicatricial exuberante da pele) – nomenclatura OMS.
Nome em Inglês
Keloid
Outros Nomes
Queloide • Cicatriz exuberante • Cicatriz keloide • Hipercicatriz • Cicatrização excessiva
Siglas Comuns
L91.0 QL KEL

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XII - Doenças da pele e do tecido subcutâneo
Categoria Principal
Doenças da pele com cicatrização
Subcategoria
Queloide
Tipo de Condição
lesao
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais variam; prevalência mais alta em pele pigmentada, aproximando-se de 0,5-1%.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais limitados; maior risco em populações negras brasileiras.
Faixa Etária Principal
Adolescentes e adultos jovens
Distribuição por Sexo
Sexo variável; tendência menor em homens, mais comum em algumas etnias.
Grupos de Risco
Peles afrodescendentes História familiar de queloide Trauma cutâneo Queimaduras graves Cirurgias invasivas
Tendência Temporal
Aumento relativo em populações com pele pigmentada; crescimento de procedimentos estéticos associa-se a mais queloides.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Predisposição genética com resposta hiperproliferativa de fibroblastos após trauma.
Mecanismo Fisiopatológico
Fibroblastos hiperproliferam com produção excessiva de colágeno, excedendo o contorno da lesão.
Fatores de Risco
Pele negra ou morena História familiar Trauma cutâneo Cirurgia estética Queimaduras graves Infecções de pele
Fatores de Proteção
Silicone em gel Hidratação e proteção solar Cuidados adequados de feridas Controle de inflamação precoce
Componente Genético
Contribuição genética evidente entre etnias; não há gene único.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Pápulas ou placas elevadas que crescem além da margem da ferida.
Sintomas Frequentes
Crescimento gradativo após trauma
Textura firme e fibrosa
Cor rosada a marrom
Coceira leve
Sensação de puxar
Sinais de Alerta
  • Dor intensa com infecção
  • Eritema progressivo com febre
  • Febre sem lesão clara
  • Secreção purulenta
Evolução Natural
Sem tratamento tende a crescer ao longo da vida, sem regressão.
Complicações Possíveis
Desfiguração estética Coceira persistente Dor leve Hipopigmentação local Infecção rara

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
História de crescimento além da borda original e exame clínico compatível.
Exames Laboratoriais
Nenhum exame específico necessário
Exames de Imagem
Fotografia clínica Ultrassom para extensão
Diagnóstico Diferencial
  • Cicatriz hipertrófica
  • Fibromatose de pele
  • Dermatofibroma
  • Neoplasias de pele
  • Sinais de invasão?
Tempo Médio para Diagnóstico
Dias a semanas na prática clínica

Tratamento

Abordagem Geral
Abordagem multifacetada: controle estético, alívio de sintomas, manejo de recidiva.
Modalidades de Tratamento
1 Corticosteroides intralesionais
2 Silicone em gel/placas
3 Laser de CO2 ou Nd:YAG
4 Cirurgia com adjuvantes para reduzir recidiva
5 Tratamento combinado com radioterapia em casos refratários
Especialidades Envolvidas
Dermatologia Cirurgia Plástica Fisioterapia Reabilitação estética
Tempo de Tratamento
Horas a meses; depende de modalidade e resposta.
Acompanhamento
Consultas semestrais por 1 ano, depois anual; monitorar recidiva

Prognóstico

Prognóstico Geral
Resultados favorecidos por tratamento precoce e adesão; recidiva comum.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Boa adesão ao tratamento
  • Pequena área de queloide
  • Resposta aos corticoides
Fatores de Mau Prognóstico
  • Recidiva após cirurgia
  • Pele pigmentada
  • Trauma repetido
Qualidade de Vida
Impacto estético moderado, bem gerenciável com manejo multidisciplinar.

Prevenção

Prevenção Primária
Cuidado de feridas: higiene, sutura adequada e evitar trauma.
Medidas Preventivas
Silicone em gel
Proteção solar
Cuidado de feridas
Tratamento de inflamação
Acompanhamento dermatológico

Dados no Brasil

Internações raras; dados não consolidado regionalmente.
Internações/Ano
Óbitos por queloide não relatados; condição benigna.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Mais comum em áreas com pele pigmentada, inclusive Norte/Nordeste.

Perguntas Frequentes

1 Queloide é hereditário?
Predisposição genética ocorre, não herança direta em todas as famílias.
2 Como tratar queloide?
Abordagem combinada: cirurgias com recidiva controlada, corticoides, silicone e laser.
3 Queloide pode virar câncer?
Não há relação causal com câncer.
4 É contagioso?
Não; não é contagioso entre pessoas.
5 Como prevenir recidiva?
Proteção solar, evitar trauma, seguir tratamento prescrito.

Mitos e Verdades

Mito

desaparece sem tratamento.

Verdade

tende a persistir; tratamento ajuda.

Mito

só ocorre após cirurgia estética.

Verdade

pode ocorrer após qualquer trauma cutâneo.

Mito

queloide vira câncer.

Verdade

não há relação com câncer.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure dermatologista ou cirurgião plástico para avaliação inicial.
Especialista Indicado
Dermatologista especialista em cicatrizes.
Quando Procurar Emergência
Infecção com febre, dor severa, bordas avermelhadas.
Linhas de Apoio
Disque SUS 136 CVV 188

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L91.0

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.