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L03
CID-10

Celulite e erisipela da pele

Celulite da pele

Resumo

Infecção de pele comum com vermelhidão, dor e calor; tratamento precoce favorece recuperação.

Identificação

Código Principal
L03
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Celulite e erisipela do tecido subcutâneo, infecção aguda da pele segundo OMS
Nome em Inglês
Cellulitis and Erysipelas
Outros Nomes
Celulite • Erisipela • Infecção de pele • Infecção cutânea • Piodermite leve
Siglas Comuns
L03 CID-L03 L03.0

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XII - Doenças da pele e do tecido subcutâneo
Categoria Principal
Doenças infecciosas da pele
Subcategoria
Celulite e erisipela
Tipo de Condição
doenca
Natureza
infecciosa
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Casos globais variam, com milhões de ocorrências anuais de infecções da pele e tecidos moles.
Prevalência no Brasil
Varia por região; incidência relevante em áreas com higiene limitada.
Faixa Etária Principal
Adultos jovens e de meia-idade
Distribuição por Sexo
Homens e mulheres aproximadamente iguais.
Grupos de Risco
Diabetes mellitus Pele lesada Imunossupressão Edema de membros Idade
Tendência Temporal
Estável globalmente, variações regionais são observadas.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Infecção bacteriana por Streptococcus pyogenes ou Staphylococcus aureus.
Mecanismo Fisiopatológico
Barreira cutânea violada permite invasão bacteriana com resposta inflamatória local.
Fatores de Risco
Diabetes mellitus Pele lesada Trauma menor Edema Imunossupressão Idade
Fatores de Proteção
Higiene adequada Cuidados com feridas Controle glicêmico Vacinação geral saudável
Componente Genético
Predisposição genética mínima; não forma padrão Mendeliano.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Vermelhidão dolorosa com calor local.
Sintomas Frequentes
Dor local
Rubor intenso
Edema
Calor local
Dor ao toque
Febre leve
Sinais de Alerta
  • Febre alta
  • Aumento rápido da vermelhidão
  • Dor muito intensa
  • Sinais de sepse
  • Extremidade fria com dor
Evolução Natural
Sem tratamento, pode progredir para abscesso ou disseminação; recuperação mais lenta.
Complicações Possíveis
Abscesso profundo Disseminação bacteriana Linfangite Sepse rara Necrose de pele

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Observação de edema, rubor, calor, dor; diagnóstico confirmado pela história e exame físico.
Exames Laboratoriais
Hemograma completo PCR elevado Proteína C reativa VHS Cultura de ferida
Exames de Imagem
Ultrassom de tecidos moles RM em casos graves Doppler se edema evidente
Diagnóstico Diferencial
  • Dermatite
  • Trombose venosa
  • Dermatite de contato
  • Infecção fúngica
  • Linfangite
Tempo Médio para Diagnóstico
Dias desde o início até confirmação clínica.

Tratamento

Abordagem Geral
Higiene local, compressas mornas, antibióticos apenas com indicação médica, manejo de fatores de risco.
Modalidades de Tratamento
1 Cuidados locais
2 Antibióticos (quando indicado)
3 Drenagem de abscesso
4 Controle de dor
5 Cuidados com feridas
Especialidades Envolvidas
Clínica médica Dermatologia Cirurgia Enfermagem Infectologia
Tempo de Tratamento
Varia conforme gravidade, geralmente dias a semanas.
Acompanhamento
Retorno em 48-72 h; monitorar sinais de piora e ajustar conduta.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Geralmente bom com tratamento, complicações raras em pacientes sem fatores de risco.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Resposta rápida ao tratamento
  • Controle de diabetes
  • Ausência de febre alta
  • Ausência de abscesso
Fatores de Mau Prognóstico
  • Diabetes não controlado
  • Imunossupressão
  • Abscesso profundo
  • Disseminação rápida
Qualidade de Vida
Geralmente boa após recuperação; reintrodução de atividades diárias ocorre rápido.

Prevenção

Prevenção Primária
Higiene de pele, feridas limpas, proteção de pele e controle de doenças crônicas.
Medidas Preventivas
Higiene de feridas
Cuidados com calçados
Controle glicêmico
Tratamento oportuno de lesões
Proteção de pele
Rastreamento
Avaliação de fatores de risco; monitorar diabetes e vasculatura.

Dados no Brasil

Menos comum; internação depende de gravidade e recurso.
Internações/Ano
Baixa mortalidade, exceções de casos graves.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Disputa regional por acesso à saúde e saneamento.

Perguntas Frequentes

1 Quais sinais indicam atendimento imediato?
Febre alta, dor intensa, extensão rápida da vermelhidão, pele quente, confusão.
2 Como é feito o diagnóstico?
Avaliação clínica detalhada; exames ajudam quando necessário.
3 Há medidas caseiras úteis?
Higiene local, compressas mornas; procure orientação médica.
4 Tempo típico de recuperação?
Dias a semanas, depende da gravidade e comorbidades.
5 Quem tem mais risco?
Diabetes, feridas abertas, imunossupressão elevam risco.

Mitos e Verdades

Mito

infecção some sem tratamento; higiene ajuda, ainda assim pode piorar.

Verdade

tratamento adequado acelera recuperação e reduz complicações.

Mito

antibióticos curam tudo sem efeitos.

Verdade

antibióticos precisam de prescrição médica e uso correto.

Mito

apenas adultos ficam doentes.

Verdade

crianças, idosos e imunossuprimidos também adoecem.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure serviço de saúde ao notar vermelhidão crescente ou dor.
Especialista Indicado
Clínico geral ou dermatologista
Quando Procurar Emergência
Procure pronto-socorro se febre alta ou piora rápida.
Linhas de Apoio
SUS 136 Centros de saúde locais 0800 da prefeitura

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.