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L02
CID-10

Infecção de pele e tecidos moles

Infecção cutânea

Resumo

Infecção de pele é infecção na pele ou tecidos moles, com vermelhidão, dor e calor.

Identificação

Código Principal
L02
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Infecções de pele e tecidos moles
Nome em Inglês
Skin and soft tissue infection
Outros Nomes
infecção cutânea • infecção de pele • celulite • foliculite • dermatite infecciosa
Siglas Comuns
CID-10 ICD-10 L02

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XVII - Doenças da pele e tecidos moles
Categoria Principal
Infecções da pele
Subcategoria
Infecção de pele e tecidos moles
Tipo de Condição
doenca
Natureza
infecciosa
Gravidade Geral
leve

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Ocorrência comum em todas as faixas etárias; alta incidência globalmente.
Prevalência no Brasil
Padrões regionais; infecções cutâneas comuns em adultos.
Faixa Etária Principal
Adultos e idosos, crianças também afetadas
Distribuição por Sexo
Distribuição aproximadamente igual entre sexos
Grupos de Risco
Diabetes mellitus Imunossupressão Obesidade Lesões de pele Cirurgia recente
Tendência Temporal
Tendência estável com melhoria de higiene, variações por grupo

Etiologia e Causas

Causa Principal
Causas bacterianas predominantes: Staphylococcus aureus e Streptococcus pyogenes.
Mecanismo Fisiopatológico
Barreira cutânea comprometida facilita kolonização, inflamação e extensão
Fatores de Risco
Diabetes mellitus Imunossupressão Hidratação da pele pobre Lesões de pele Cirurgia recente Imobilidade
Fatores de Proteção
Higiene adequada Cuidados com feridas Tratamento precoce de lesões Proteção contra trauma
Componente Genético
Predisposição genética pouco definida; fatores metabólicos influenciam o risco

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Vermelhidão, calor, dor e edema na pele afetada
Sintomas Frequentes
Dor Local
Edema peri-lesional
Vermelhidão extensa
Calor na pele
Febre leve
Dor ao toque
Sinais de Alerta
  • Febre alta persistente
  • Piora rápida da vermelhidão
  • Drenagem purulenta abundante
  • Dificuldade de mobilidade
  • Sinais de sepse
Evolução Natural
Sem tratamento, pode se alastrar para tecidos profundos; melhora com manejo adequado
Complicações Possíveis
Propagação para SSTI profundas Sepse Necrose de pele Linfangite Recorrência

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Descrição clínica com quadro típico; cultivo reservado para formas graves
Exames Laboratoriais
Hemograma PCR VHS Função renal Cultura de ferida
Exames de Imagem
Ultrassom cutâneo Ultrassom SSTI RM se necessário TC em casos complexos
Diagnóstico Diferencial
  • Dermatite de contato
  • Eczema infeccioso
  • Urticaria grave
  • Trombose venosa superficial
  • Dermatoses bacterianas
Tempo Médio para Diagnóstico
Diagnóstico típico dentro de poucos dias desde início

Tratamento

Abordagem Geral
Higiene, controle de dor e, quando indicado, antibióticos; tratamento de feridas.
Modalidades de Tratamento
1 Antibióticos apropriados
2 Cuidados com feridas
3 Drenagem de abscesso
4 Elevação do membro
5 Controle de comorbidades
Especialidades Envolvidas
Clínica geral Dermatologia Infectologia Cirurgia de pele Enfermagem
Tempo de Tratamento
7 a 14 dias, conforme gravidade
Acompanhamento
Retornos regulares para avaliação de resposta e ajuste de tratamento

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva boa com tratamento adequado e controle de fatores de risco
Fatores de Bom Prognóstico
  • Resposta rápida aos tratamentos
  • Poucas comorbidades
  • Lesão simples
  • Boa adesão ao cuidado
Fatores de Mau Prognóstico
  • Diabetes descompensado
  • Imunossupressão
  • Infecção profunda
  • Infecção septicêmica
Qualidade de Vida
Impacto temporário na vida diária durante tratamento

Prevenção

Prevenção Primária
Higiene de pele, feridas limpas, hidratação adequada
Medidas Preventivas
Higiene das mãos
Cuidado com feridas
Proteção de pele
Tratamento precoce de lesões
Vacinação conforme orientação regional
Rastreamento
Não há rastreamento universal; monitorar lesões

Dados no Brasil

Milhares de internações anuais no SUS
Internações/Ano
Baixa mortalidade quando tratada adequadamente
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior incidência em áreas urbanas com saneamento variável

Perguntas Frequentes

1 Diferença entre celulite e erisipela?
Erisipela tem bordas bem definidas; celulite envolve tecido mais profundo.
2 Quando usar antibiótico?
Febre, piora rápida ou abscesso indicam necessidade médica.
3 Posso prevenir com higiene?
Higiene, feridas bem cuidadas e hidratação reduzem risco.
4 Tempo de recuperação?
Depende da gravidade; boa resposta em dias com tratamento adequado.
5 A infecção pode voltar?
Sim, se fatores persistirem; manter cuidados ajuda a reduzir.

Mitos e Verdades

Mito

Banho quente cura infecção de pele?

Verdade

Higiene ajuda, banho não cura sozinho.

Mito

Qualquer vermelhidão é grave?

Verdade

Vermelhidão leve costuma melhorar com autocuidado.

Mito

Antibióticos fortalecem a pele instantaneamente?

Verdade

Antibióticos ajudam infecção, não pele sã.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure unidade básica ao menor sinal de infecção
Especialista Indicado
Dermatologista ou clínico geral
Quando Procurar Emergência
Procure pronto-socorro se febre alta, edema rápido, pele muito quente
Linhas de Apoio
136 (SUS) 0800-123-4567 Disque Saúde Local

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.