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K60.3
CID-10

Fístula anal

Fístula anal/perianal

Resumo

Fístula anal é um trajeto anormal entre o canal e a pele; tratamento costuma envolver cirurgia.

Identificação

Código Principal
K60.3
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Fístula anal, trajeto fistuloso entre canal anal e pele
Nome em Inglês
Anal fistula
Outros Nomes
Fístula perianal • Fístula anal externa • Fístula ao redor do ânus • Fístula perianal crônica • Trajeto fistuloso anal
Siglas Comuns
FA FAP Fístula anal

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XI - Doenças do aparelho digestivo
Categoria Principal
Doenças do ânus e canal anal
Subcategoria
Fístula anal perianal
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência global baixa; adultos principalmente, variações regionais.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais limitados; ocorre em todas regiões, com maior detecção onde há acesso.
Faixa Etária Principal
adultos 20-50 anos
Distribuição por Sexo
ligeiramente mais comum em homens
Grupos de Risco
Abscesso perianal recorrente Doenças inflamatórias intestinais Diabetes mal controlado Hidradenite Anomalias anatômicas
Tendência Temporal
Pode permanecer estável com manejo adequado; variações locais possíveis.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Inflamação local crônica após abscesso, com trajeto que drena pela pele
Mecanismo Fisiopatológico
Formação de trajeto fistuloso após reparo tecidual inadequado, conectando canal anal à pele
Fatores de Risco
Abscesso prévio Imunossupressão Diabetes Higiene inadequada Doenças inflamatórias Trauma perianal
Fatores de Proteção
Higiene adequada Tratamento precoce de abscesso Controle de Crohn Acesso rápido a serviços
Componente Genético
Influência genética rara; não determina a doença sozinha

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Descarga de líquido purulento ou secreção pela pele ao redor do ânus
Sintomas Frequentes
Dor local persistente
Secreção contínua
Irritação da pele
Sensação de peso na região
Inchaço suave
Febre leve ocasional
Sinais de Alerta
  • Aumento de dor com febre
  • Secreção fétida
  • edema progressivo
  • dor intensa à palpação
  • sangramento moderado
Evolução Natural
Sem tratamento tende a recorrência; manejo adequado melhora significativamente
Complicações Possíveis
Infecção recorrente Dor crônica Irritação da pele Redução da qualidade de vida Recidiva

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Exame físico com inspeção, sondagem do trajeto e avaliação de drenagem
Exames Laboratoriais
Hemograma PCR/CRP Cultura de secreção HIV1/2 quando indicado Glicemia de jejum
Exames de Imagem
RM perianal Ultrassom endoanal Fistulografia Doppler local
Diagnóstico Diferencial
  • Abscesso perianal
  • Fissura anal
  • Doença de Crohn com fístula
  • Hidradenite perianal
  • Câncer anal
Tempo Médio para Diagnóstico
2-6 meses até confirmação em casos complexos

Tratamento

Abordagem Geral
Avaliação multidisciplinar; tratar doença associada e planejar cirurgia
Modalidades de Tratamento
1 Higiene e drenagem
2 Cirurgia de fistulotomia
3 Fistulectomia
4 Seton
5 Antibioticoterapia quando indicado
Especialidades Envolvidas
Cirurgia colorrectal Gastroenterologia Proctologia Dermatologia Nutrição
Tempo de Tratamento
Varía conforme tipo; geralmente semanas a meses
Acompanhamento
Consultas de seguimento mensal nos primeiros meses

Prognóstico

Prognóstico Geral
Boa com tratamento adequado; recidiva possível em fístulas complexas
Fatores de Bom Prognóstico
  • Fístula simples
  • Cirurgia bem executada
  • Controle de infecção
  • Acesso a follow-up
Fatores de Mau Prognóstico
  • Fístula complexa
  • Crohn ativo
  • Recidiva precoce
  • Infecção persistente
Qualidade de Vida
Pode melhorar com tratamento eficaz e acompanhamento

Prevenção

Prevenção Primária
Higiene, tratamento oportuno de abscesso e controle de doença inflamatória
Medidas Preventivas
Higiene correta
Tratar abscessos precocemente
Controle de Crohn/Colite
Evitar trauma local
Acesso rápido ao ambulatório

Dados no Brasil

Milhares de internações associadas à cirurgia perianal.
Internações/Ano
Baixa mortalidade direta por fistula anal.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior detecção em regiões com maior acesso à saúde.

Perguntas Frequentes

1 Posso evitar cirurgia?
Algumas fístulas simples permitem manejo conservador; muitas requerem cirurgia para cura.
2 É contagiosa?
Não há transmissão entre pessoas; infecção local pode ocorrer na área.
3 Como é o diagnóstico?
Avaliação clínica, imagem perianal e, às vezes, exames laboratoriais.
4 Tempo de recuperação?
Varia com o tipo; semanas a meses, com seguimento médico.
5 Posso voltar ao trabalho?
Depende da cirurgia; orientação médica define retorno seguro.

Mitos e Verdades

Mito

fístula anal cura sozinha.

Verdade

geralmente requer intervenção para evitar recorrência.

Mito

todos precisam de cirurgia.

Verdade

fístulas simples podem tratar com drenagem e higiene.

Mito

é sinal de câncer.

Verdade

não é câncer; distingue-se por trajeto fistuloso.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure proctologista ou cirurgia colorrectal; rede pública precoce
Especialista Indicado
Proctologista
Quando Procurar Emergência
Febre alta, dor aguda, edema progressivo, drenagem fétida
Linhas de Apoio
Disque SUS 136 Central de acolhimento OUVIDORIA SAÚDE

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.