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K57.3
CID-10

Diverticulite aguda do cólon

Diverticulite do cólon

Resumo

Diverticulite é inflamação de divertículos no cólon; dor, febre e mudanças na evacuação aparecem.

Identificação

Código Principal
K57.3
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Diverticulite aguda do cólon
Nome em Inglês
Acute diverticulitis
Outros Nomes
Diverticulite aguda do cólon • Diverticulite do cólon • Divertículo inflamado • Inflamação de divertículos • Doença diverticular aguda
Siglas Comuns
DIV DVC DIVC

Classificação

Capítulo CID
Capítulo IX - Doenças do aparelho digestivo
Categoria Principal
Doenças do trato gastrointestinal
Subcategoria
Diverticulite do cólon
Tipo de Condição
doenca
Natureza
aguda
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais: 5-12% de adultos, maior nos países ocidentais.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais variam; padrão próximo ao global.
Faixa Etária Principal
Adultos acima de 60 anos
Distribuição por Sexo
Equilibrada, com leve predomínio feminino
Grupos de Risco
Idosos Baixa fibra na dieta Obesidade Tabagismo Sedentarismo
Tendência Temporal
Risco aumenta com envelhecimento; tendência de alta com população idosa.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Inflamação de divertículos do cólon em contexto de desequilíbrio intestinal.
Mecanismo Fisiopatológico
Divertículos inflamam com acúmulo de resíduos; pode evoluir para complicações.
Fatores de Risco
Idade avançada Baixa fibra Obesidade Tabagismo Sedentarismo História familiar
Fatores de Proteção
Fibra adequada Hidratação Atividade física Controle de peso
Componente Genético
Contribuição genética sugestiva; não determinante.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor abdominal baixa, geralmente no quadrante esquerdo, contínua.
Sintomas Frequentes
Dor abdominal persistente
Febre baixa
Náuseas
Alteração do hábito intestinal
Sensibilidade abdominal
Palpação dolorosa
Sinais de Alerta
  • Dor muito intensa com febre alta
  • Rigidez abdominal
  • Taquicardia persistente
  • Confusão ou desorientação
  • Sinais de desidratação
Evolução Natural
Pode evoluir para abscesso, perfuração ou complicações graves se não tratado.
Complicações Possíveis
Abscesso Perfuração com peritonite Fístula Obstrução intestinal Sepse

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
História com dor e febre; confirmação por imagem e exames de sangue.
Exames Laboratoriais
Hemograma com leucocitose PCR elevada CRP elevada Creatinina Eletrólitos
Exames de Imagem
Tomografia abdômen com contraste Ultrassom abdômen Radiografia de abdômen
Diagnóstico Diferencial
  • Apendicite aguda
  • Doença inflamatória intestinal
  • Síndrome do intestino irritável
  • Diverticulite de outros segmentos
  • Colite diverticular
Tempo Médio para Diagnóstico
Geralmente confirmado em poucos dias desde inicio dos sintomas

Tratamento

Abordagem Geral
Controle da dor, repouso intestinal e decisão sobre antibióticos conforme conduta local.
Modalidades de Tratamento
1 Observação clínica
2 Antibióticos quando indicado
3 Jejum temporário
4 Drenagem de abscesso se necessário
5 Cirurgia em complicações
Especialidades Envolvidas
Clínico geral Gastroenterologista Cirurgião Radiologista Enfermeiro
Tempo de Tratamento
Varia com gravidade; geralmente dias a semanas.
Acompanhamento
Acompanhamento próximo após alta, com dieta gradual.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Geralmente bom com tratamento adequado; risco de complicações existe.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Detecção precoce
  • Ausência de complicação
  • Resposta ao tratamento
  • Dieta adequada
Fatores de Mau Prognóstico
  • Atraso no diagnóstico
  • Perfuração
  • Abscesso grande
  • Estado crítico
Qualidade de Vida
Melhora após tratamento; retorno à vida normal é esperado.

Prevenção

Prevenção Primária
Alimentos ricos em fibras, água suficiente e atividade física.
Medidas Preventivas
Hidratação
Fibra suficiente
Controle de peso
Exercícios regulares
Uso responsável de NSAIDs
Rastreamento
Não há rastreio de rotina; foco em fatores de risco.

Dados no Brasil

Milhares de internações anuais no Brasil.
Internações/Ano
Óbitos podem ocorrer com complicações.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Sudeste e Sul têm maior registro; Norte e Nordeste, menor.

Perguntas Frequentes

1 Quais são os sinais de alarme da diverticulite?
Dor intensa, febre alta, rigidez abdominal e mal-estar pedem atendimento imediato.
2 A dieta influencia na diverticulite?
Fibra adequada ajuda na saúde do cólon; cada caso varia conforme avaliação médica.
3 É possível tratar sem cirurgia?
Em muitos casos, manejo conservador é suficiente; cirurgia surge ante complicações.
4 Como prevenir recorrência?
Dieta rica em fibras, hidratação e acompanhamento médico ajudam a reduzir recidivas.
5 Quem pode orientar?
Clínico geral, gastroenterologista ou cirurgião podem orientar.

Mitos e Verdades

Mito

sementes causam diverticulite. Verdade: não há evidência de que sementes causem a doença.

Verdade

a diverticulite não depende de sementes; dieta equilibrada é suficiente.

Mito

cirurgia é sempre necessária.

Verdade

cirurgia fica reservada a complicações ou falha do tratamento.

Mito

antibióticos não ajudam.

Verdade

antibióticos são usados conforme gravidade e orientação médica.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure clínico geral ou gastroenterologista; procure atendimento se dor piorar.
Especialista Indicado
Gastroenterologista
Quando Procurar Emergência
Dor súbita com febre alta, rigidez; procure pronto atendimento.
Linhas de Apoio
0800-111-2222 SUS 136 Centros de apoio locais

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.