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K42.9
CID-10

Hérnia umbilical

Hérnia umbilical

Resumo

Hérnia umbílica é protusão no umbigo por fraqueza; em crianças muitas fecham; cirurgia é opção segura quando indicada.

Identificação

Código Principal
K42.9
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Umbilical hernia, nomenclatura oficial CID-10: K42.9
Nome em Inglês
Umbilical hernia
Outros Nomes
Hérnia do umbigo • Umbilical hernia • Hérnia periumbilical • Protusão do umbigo • Protusão umbílical
Siglas Comuns
HU HUmbilical K42

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XI - Doenças do sistema digestivo
Categoria Principal
Hérnias da parede abdominal
Subcategoria
Hérnia umbilical
Tipo de Condição
doenca
Natureza
congenita
Gravidade Geral
leve

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativa global: hérnia umbilical comum em neonatos; menor frequência em adultos.
Prevalência no Brasil
Brasil: maior incidência em recém-nascidos; variações regionais.
Faixa Etária Principal
Recém-nascidos e crianças pequenas
Distribuição por Sexo
Predomínio variável por idade; sem sexo dominante
Grupos de Risco
Recém-nascidos Bebês com baixo peso Portadores de cirurgia abdominal Gestantes com aumento abdominal Idosos com fraqueza da parede
Tendência Temporal
Tendência estável, com picos na infância e alguns casos em adultos

Etiologia e Causas

Causa Principal
Defeito na linha umbilical que permite protrusão de conteúdo pela parede
Mecanismo Fisiopatológico
Protrusão pela fraqueza da parede e conteúdo peritoneal e omento podem sair pela abertura
Fatores de Risco
obesidade constipação crônica tosse crônica cirurgia abdominal prévia gestação prolongada baixa tonicidade da parede
Fatores de Proteção
controle de peso tratar tosse evitar esforço extremo boa higiene abdominal
Componente Genético
Contribuição genética em alguns casos; não exclusivo

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Protusão visível no umbigo, geralmente ao esforço, que retorna em repouso
Sintomas Frequentes
protusão à pressão abdominal
dor leve em alguns casos
sensação de peso no abdômen
dor após atividades
discreto desconforto
Sinais de Alerta
  • dor severa com vômitos
  • incapacidade de reduzir protusão
  • abdome rígido
  • sinais de infecção na pele
  • febre
Evolução Natural
Pode permanecer estável ou diminuir em bebês; cirurgia indicada se sintomática
Complicações Possíveis
encarceramento estrangulamento dor aguda obstrução intestinal infecção de pele

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Exame físico com protusão reducível; imagem quando dúvida persistir
Exames Laboratoriais
Hemograma Bioquímica básica Proteína C reativa Urina Avaliação inflamatória
Exames de Imagem
Ultrassom de abdome Tomografia abdominal RM de parede
Diagnóstico Diferencial
  • Lipoma da parede
  • Hérnia epigástrica
  • Tumor abdominal
  • Abscesso de pele
  • Lipoma cutâneo
Tempo Médio para Diagnóstico
Varia: diagnóstico mais rápido na infância; adulto pode demorar com dor

Tratamento

Abordagem Geral
Avaliação clínica; observação em bebês assintomáticos; cirurgia para sintomáticos
Modalidades de Tratamento
1 observação
2 herniorrafia aberta
3 reparo cirúrgico conforme necessidade
4 internação apenas se complicação
Especialidades Envolvidas
Pediatria Cirurgia Geral Anestesiologia Radiologia Fisioterapia
Tempo de Tratamento
Duração depende da intervenção; cirurgia dura 1-2 h, recuperação ambulatorial
Acompanhamento
Follow-up a cada 6 meses nos primeiros anos; monitorar recidiva

Prognóstico

Prognóstico Geral
Boa com tratamento adequado; recidiva mais comum em adultos sem ajuste cirúrgico
Fatores de Bom Prognóstico
  • cirurgia bem indicada
  • início precoce do tratamento
  • ausência de complicações
  • boa adesão ao seguimento
Fatores de Mau Prognóstico
  • encarceramento
  • comorbidades graves
  • retenção de conteúdo
  • recidiva alta sem seguimento
Qualidade de Vida
geralmente boa; impacto limitado após tratamento

Prevenção

Prevenção Primária
manter peso saudável, tratar tosse e constipação; evitar esforço repetitivo
Medidas Preventivas
controle de peso
tratar tosse
evitar esforço extremo
boa higiene abdominal
atividade física regular
Rastreamento
não há rastreamento específico; avaliação clínica diante de protusão

Dados no Brasil

Varia por ano e região; não há cifra única
Internações/Ano
Baixa mortalidade associada quando tratada adequadamente
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Mais diagnóstico em centros urbanos; acesso regional afeta números

Perguntas Frequentes

1 Hérnia umbilical precisa de cirurgia em bebês?
Nem sempre; muitos casos fecham espontaneamente; avaliação médica orienta
2 Hérnia pode voltar após cirurgia?
Recidiva pode ocorrer; seguimento adequado reduz esse risco
3 Como é diagnosticada?
Exame físico e, se necessário, ultrassom ou TC para confirmar conteúdo
4 Pode-se prevenir?
Não é possível impedir totalmente; manter peso e tratar tosse ajuda
5 Posso levantar peso?
Evite esforço intenso até orientação médica; siga plano cirúrgico se indicado

Mitos e Verdades

Mito

toda hérnia precisa de cirurgia imediata

Verdade

em bebês muitas fecham sozinhas; decisão depende do tamanho e sintomas

Mito

hérnia sempre piora

Verdade

pode permanecer estável; cirurgia salva função quando indicada

Mito

tosse causa hérnia

Verdade

tosse pode aumentar protusão, não é causa única

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
procure médico da família ou pediatra; avaliação clínica inicial
Especialista Indicado
Cirurgião pediátrico
Quando Procurar Emergência
dor intensa, vômitos, protusão que não reduz, abdome rígido
Linhas de Apoio
SUS 136 SAMU 192

CIDs Relacionados

K40 K42.9 K43.9 K46.9 K41.9

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.