Hernia Umbilical
Hérnia no umbigo
Resumo
Hérnia no umbigo aparece como protusão que aumenta com choro e pode sumir sozinha.
Identificação
- Código Principal
- K42
- Versão CID
- CID-10
- Nome Oficial
- Hernia Umbilical, protrusão da parede abdominal pela região umbilical
- Nome em Inglês
- Umbilical hernia
- Outros Nomes
- Hérnia do umbigo • Hérnia umbilical congênita • Hernia umbical • Hérnia da região umbilical • Protusão umbiliar
- Siglas Comuns
- HU HUmbilical HerniaUmbilical
Classificação
- Capítulo CID
- Capítulo XX - Doenças da parede abdominal
- Categoria Principal
- Hérnias da parede abdominal
- Subcategoria
- Hérnia umbilical congênita/adquirida
- Tipo de Condição
- doenca
- Natureza
- congenita
- Gravidade Geral
- leve
Epidemiologia
- Prevalência Mundial
- Estimativas globais indicam baixa prevalência entre recém-nascidos, variando 1-5%.
- Prevalência no Brasil
- Brasil apresenta variações regionais; tendência similar à média mundial.
- Faixa Etária Principal
- Recém-nascidos e lactentes
- Distribuição por Sexo
- Padrão equilibrado entre sexos
- Grupos de Risco
- Recém-nascidos Prematuros Baixo peso ao nascer Gestação múltipla História familiar
- Tendência Temporal
- Tendência estável nos últimos anos, sem grande variação.
Etiologia e Causas
- Causa Principal
- Defeito de fechamento da parede abdominal na região umbilical.
- Mecanismo Fisiopatológico
- Abertura na linha média da parede abdominal permite protrusão pelo umbigo.
- Fatores de Risco
- Nascimento prematuro Baixo peso ao nascer Gestação múltipla Aumento da pressão abdominal História familiar Sexo masculino
- Fatores de Proteção
- Aleitamento materno Peso adequado Cuidados neonatais Acompanhamento regular
- Componente Genético
- Predisposição em alguns casos, sem herança simples
Manifestações Clínicas
- Sintoma Principal
- Protusão visível ao redor do umbigo que aumenta com esforço.
- Sintomas Frequentes
-
Protusão visívelAumento com choroPode reduzir-se ao deitarPouca dor na maioriaAssintomática em muitos bebêsCrescimento com idade
- Sinais de Alerta
-
- Dor súbita intensa
- Vermelhidão ou calor local
- Vômitos persistentes
- Dificuldade para reduzir protusão
- Sangramento na pele
- Evolução Natural
- Sem intervenção, tende a permanecer ou aumentar com o crescimento
- Complicações Possíveis
- Obstrução intestinal Estrangulamento Dor crônica Infecção de pele Recidiva após cirurgia
Diagnóstico
- Critérios Diagnósticos
- Exame físico com protusão visível e redução preservada;
- Exames Laboratoriais
- Hemograma Função hepática Função renal Avaliação pré-operatória Não há marcadores específicos
- Exames de Imagem
- Ultrassom abdominal TC ou RM só se dúvidas persistirem Radiografia apenas em obstrução
- Diagnóstico Diferencial
-
- Hérnia epigástrica
- Protusão lipomatosa
- Infecção do umbigo
- Abscesso periumbilical
- Defeito de cicatriz
- Tempo Médio para Diagnóstico
- Diagnóstico médio na primeira avaliação clínica
Tratamento
- Abordagem Geral
- Cirurgia reparadora é abordagem definitiva, especialmente com risco de estrangulamento.
- Modalidades de Tratamento
-
1 Observação em casos assintomáticos2 Reparo cirúrgico (aberto ou laparoscópico)3 Cuidados pós-operatórios4 Alta precoce5 Reabilitação simples
- Especialidades Envolvidas
- Cirurgia pediátrica Cirurgia geral Anestesiologia Pediatria Fisioterapia respiratória
- Tempo de Tratamento
- Duração típica de 30-90 minutos
- Acompanhamento
- Seguimento pós-operatório com avaliação de cicatriz e retorno gradual
Prognóstico
- Prognóstico Geral
- Boa reversão com reparo cirúrgico; qualidade de vida mantém-se
- Fatores de Bom Prognóstico
-
- Correção precoce
- Ausência de complicações
- Adequada adesão familiar
- Cirurgia bem tecnificada
- Fatores de Mau Prognóstico
-
- Atraso no diagnóstico
- Recidiva
- Complicações anestésicas
- Comorbidades graves
- Qualidade de Vida
- Melhoria significativa após tratamento; retorno às atividades
Prevenção
- Prevenção Primária
- Envolver monitoramento neonatal; prevenção de trauma é útil
- Medidas Preventivas
-
Avaliação neonatalAleitamento maternoHigiene localCuidados com feridaPeso adequado na infância
- Rastreamento
- Rastreamento não é rotina; diagnóstico depende de sinais
Dados no Brasil
Perguntas Frequentes
Mitos e Verdades
hérnia não precisa de tratamento.
muitas se fecham, outras precisam de cirurgia.
cirurgia deixa cicatriz enorme.
técnicas modernas reduzem marcas.
só bebês obesos têm hérnia.
pode ocorrer em qualquer bebê, sem relação com obesidade.
Recursos para o Paciente
- Onde Buscar Ajuda
- Procure pediatra ou cirurgião pediátrico ao notar protusão
- Especialista Indicado
- Cirurgião pediátrico
- Quando Procurar Emergência
- Dor súbita intensa, protusão vermelha/escura, febre ou vômitos exigem avaliação
- Linhas de Apoio
- Disque-SUS 136 SAS 188 Samu 192
CIDs Relacionados
Aviso Importante
As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.