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K20.9
CID-10

Esofagite

Esofagite

Resumo

Esofagite é inflamação do esôfago ligada a refluxo e infecção; azia, dor ao engolir são comuns.

Identificação

Código Principal
K20.9
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Esofagite: inflamação do esôfago, associada a refluxo, infecção ou irritantes, conforme OMS.
Nome em Inglês
Esophagitis
Outros Nomes
Esofagite • Inflamacao do esofago • Esofagite erosiva • Esofagite não erosiva
Siglas Comuns
EGD GI

Classificação

Capítulo CID
Capítulo IX: Doenças do aparelho digestivo
Categoria Principal
Doenças do esôfago
Subcategoria
Esofagite
Tipo de Condição
doenca
Natureza
adquirida
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Globalmente comum entre adultos com refluxo; dados variam por população.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais limitados; fenótipo relacionado ao refluxo comum entre adultos.
Faixa Etária Principal
Adultos, geralmente 40 anos ou mais
Distribuição por Sexo
Quase igual entre homens e mulheres, com variações
Grupos de Risco
Refluxo gastroesofágico crônico Tabagismo Álcool Uso de AINEs Infecções em imunossupressão
Tendência Temporal
Tendência estável; prevenção do refluxo reduz impacto.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Refluxo gastroesofágico como principal irritante do esôfago
Mecanismo Fisiopatológico
Inflamação mucosa por irritantes e refluxo; podem surgir ulcerações
Fatores de Risco
Refluxo crônico Obesidade Tabagismo Álcool Dieta rica em gordura
Fatores de Proteção
Dieta equilibrada Elevação da cabeceira Perda de peso Evitar irritantes
Componente Genético
Contribuição genética limitada; multigênico

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor ou queimação retroesternal após refeições
Sintomas Frequentes
Azia noturna
Regurgitação
Disfagia leve
Dor torácica
Tosse irritativa
Sinais de Alerta
  • Dificuldade extrema para engolir
  • Perda de peso rápida
  • Vômitos com sangue
  • Febre alta
  • Dor torácica intensa
Evolução Natural
Sem tratamento, pode persistir e evoluir com disfagia
Complicações Possíveis
Estenose esofágica Regurgitação ácida persistente Dificuldade de deglutição Barrett esofágico raro Perfuração é rara

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
História + endoscopia com biópsia para confirmação
Exames Laboratoriais
Hemograma PCR/Inflamação Função hepática Teste para infecção se suspeita Vitaminas se deficiência
Exames de Imagem
Endoscopia digestiva alta Ultrassom não é padrão TC apenas se complicações
Diagnóstico Diferencial
  • Doença do refluxo sem esofagite
  • Esofagite eosinofílica
  • Doença do refluxo com esofagite
  • Úlcera péptica
Tempo Médio para Diagnóstico
Dias a semanas, dependendo de sintomas e acesso a exames

Tratamento

Abordagem Geral
Alívio de irritação, controle do refluxo e tratar infecção quando presente
Modalidades de Tratamento
1 Inibidores da bomba de prótons
2 Bloqueadores H2
3 Tratamento da infecção
4 Ajustes alimentares
5 Parecer terapêutico
Especialidades Envolvidas
Gastroenterologia Nutrição Fonoaudiologia Cirurgia digestiva Clínico geral
Tempo de Tratamento
Varia; tipicamente semanas a meses, conforme etiologia
Acompanhamento
Retornos periódicos para monitorar sintomas e ajuste de tratamento

Prognóstico

Prognóstico Geral
Varia com etiologia e adesão ao tratamento; controle melhora qualidade de vida
Fatores de Bom Prognóstico
  • Boa resposta ao tratamento
  • Controle do refluxo
  • Ausência de complicações
  • Adesão ao plano
Fatores de Mau Prognóstico
  • Complicações graves
  • Estenose progressiva
  • Infecção persistente
  • Neoplasia associada
Qualidade de Vida
Pode melhorar muito com controle das azias e sono restaurado

Prevenção

Prevenção Primária
Adote estilo de vida saudável, controlando refluxo, evitando tabaco e álcool
Medidas Preventivas
Elevar cabeceira
Refeições menores
Reduzir cafeína
Não se deitar após as refeições
Perda de peso
Rastreamento
Não há rastreamento específico; acompanhar sintomas

Dados no Brasil

Atualizações variam; números baixos em geral, com picos em casos graves
Internações/Ano
Mortalidade relacionada é baixa quando tratada adequadamente
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Distribuição desigual; áreas com maior refluxo apresentam mais casos

Perguntas Frequentes

1 Qual a principal causa da esofagite?
Refluxo gastroesofágico é a causa mais comum de inflamação no esôfago.
2 Posso curar com remédios?
Tratamento alivia sintomas; cura depende da causa e adesão ao plano.
3 Precisa de endoscopia para diagnóstico?
Endoscopia com biópsia é comum para confirmar e avaliar lesões.
4 Há dieta específica?
Dieta leve, evitar irritantes ajuda; medicamento pode ser necessário.
5 Existe cura definitiva?
Alguns casos melhoram com controle do refluxo; tratamento contínuo pode ser necessário.

Mitos e Verdades

Mito

dor no peito sempre indica problema cardíaco.

Verdade

azia frequente pode indicar esofagite.

Mito

toda dor torácica é esofagite.

Verdade

diagnóstico exige avaliação clínica e exames.

Mito

antibióticos curam esofagite.

Verdade

depende da causa; antibióticos apenas se infecciosa.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure médico de família ou gastroenterologista para avaliação
Quando Procurar Emergência
Dor torácica grave, dificuldade para engolir, sangramento
Linhas de Apoio
Disque-SUS 136 Linha de apoio da vigilância

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.