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J45.901
CID-10

Asma aguda com exacerbação

asma em crise

Resumo

Asma com exacerbação é crise de respiração; controle reduz crises.

Identificação

Código Principal
J45.901
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Asthma, acute exacerbation
Nome em Inglês
Asthma, acute exacerbation
Outros Nomes
asthma exacerbation • crise asmática • asma aguda • exacerbação de asma • crise de asma
Siglas Comuns
AE AEx EA

Classificação

Capítulo CID
Capítulo X - Doenças do sistema respiratório
Categoria Principal
Doenças respiratórias
Subcategoria
asma com exacerbação
Tipo de Condição
doenca
Natureza
aguda
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência global varia entre 1% e 18%, com variação por região e idade.
Prevalência no Brasil
Brasil: prevalência estimada em torno de 7%, com variação regional.
Faixa Etária Principal
crianças e adultos jovens
Distribuição por Sexo
predomina levemente em meninas na infância; equilíbrio na idade adulta
Grupos de Risco
crianças com alergias fumantes passivos exposição a poluentes história familiar de asma obesidade infantil
Tendência Temporal
varia por região; tendência global está estável a levemente crescente

Etiologia e Causas

Causa Principal
Inflamação crônica das vias aéreas com hiperresponsividade a alérgenos, irritantes e fatores genéticos.
Mecanismo Fisiopatológico
Hiperresponsividade brônquica com inflamação eosinofílica e remodelamento brônquico ao longo do tempo.
Fatores de Risco
antecedentes familiares de asma alergias tabagismo passivo poluentes ambientais infecção viral na infância obesidade
Fatores de Proteção
controle de gatilhos vacinação adequada ambiente livre de fumaça hábitos saudáveis
Componente Genético
Influência genética moderada; herança poligênica com interação ambiental.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dispneia com chiado e tosse, pior à noite.
Sintomas Frequentes
chiado no peito
tosse seca
falta de ar
opressão torácica
dificuldade ao exercício
piora noturna
Sinais de Alerta
  • dificuldade para falar
  • saturação de oxigênio baixa
  • uso de músculos acessórios
  • confusão mental
  • cianose
Evolução Natural
sem tratamento, pode evoluir para crise aguda com risco de insuficiência respiratória.
Complicações Possíveis
exacerbações frequentes hospitalizações redutor da função pulmonar restrição de atividades asma grave

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Sinais típicos mais resposta ao broncodilatador; confirmação por função pulmonar.
Exames Laboratoriais
hemograma com eosinofilia IgE total elevado FeNO elevado gasometria apenas em gravidade
Exames de Imagem
radiografia de tórax para excluir outras causas tomografia se indicado não essencial no diagnóstico rotineiro ultrassom torácico não aplicável
Diagnóstico Diferencial
  • EPOC
  • bronquite crônica
  • infecções respiratórias
  • refluxo gastroesofágico com tosse crônica
  • rinite alérgica não controlada

Tratamento

Abordagem Geral
controle da inflamação e gatilhos com abordagem multidisciplinar, monitorando sintomas e função.
Modalidades de Tratamento
1 educação sobre gatilhos
2 planejamento de manejo de crises
3 controle ambiental
4 monitoramento de sintomas
5 vacinação
Especialidades Envolvidas
clínico pneumologista alergologista enfermeiro fisioterapeuta respiratório
Tempo de Tratamento
varia com gravidade e adesão; acompanhamento periódico.
Acompanhamento
consultas regulares a cada 3-6 meses; ajuste de manejo conforme necessidade.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Com controle, boa qualidade de vida; crises manejáveis com adesão ao plano.
Fatores de Bom Prognóstico
  • boa adesão ao tratamento
  • controle de gatilhos
  • resposta rápida ao broncodilatador
  • função pulmonar preservada
Fatores de Mau Prognóstico
  • exacerbações frequentes
  • hospitalizações prévias
  • adesão inadequada
  • comorbidades respiratórias
Qualidade de Vida
Pode oscilar com crises; melhora com manejo eficaz e educação em saúde.

Prevenção

Prevenção Primária
evitar gatilhos, controle de alergias, ambiente livre de fumaça, higiene respiratória.
Medidas Preventivas
evitar tabaco e fumaça
reduzir poeira e mofo
controle de alérgenos
vacinação adequada
planejamento de crises
Rastreamento
monitoramento regular da função pulmonar em pacientes com sintomas persistentes.

Dados no Brasil

Anualmente variam, com dezenas de milhares no SUS.
Internações/Ano
Óbitos relacionados, menores quando controle adequado.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Mais comuns em áreas urbanas; variação estadual.

Perguntas Frequentes

1 A asma tem cura?
Não existe cura definitiva; controle a via aérea é alcançável.
2 Posso ter asma em qualquer idade?
Sim, pode iniciar na infância ou na idade adulta.
3 Como é feito o diagnóstico?
História de sintomas, função pulmonar e resposta ao broncodilatador.
4 Como prevenir crises?
Identificar gatilhos, seguir plano de manejo e manter vacinação.
5 Crises noturnas são comuns?
Podem ocorrer; controle adequado reduz frequência.

Mitos e Verdades

Mito

Inaladores viciam ou causam dependência?

Verdade

Prescritos com orientação, são seguros e eficazes.

Mito

Medicações da asma enfraquecem o sistema imune?

Verdade

Usadas conforme orientação, não comprometem a imunidade.

Mito

Asma só acontece na infância?

Verdade

Pode surgir em qualquer idade; diagnóstico correto orienta manejo.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure clínica de respiração ou alergologia; procure pronto atendimento se piorar.
Especialista Indicado
Pneumologista ou alergologista
Quando Procurar Emergência
Dificuldade para falar, saturação baixa, uso de músculos acessórios, confusão.
Linhas de Apoio
Linha de apoio da rede pública Central de atendimento de saúde

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.