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J441
CID-10

Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica com Exacerbação Aguda

DPOC com exacerbação

Resumo

DPOC com exacerbação aguda é piora súbita de respiração; objetivo é aliviar falta de ar e manter atividades

Identificação

Código Principal
J441
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica com Exacerbação Aguda
Nome em Inglês
Chronic Obstructive Pulmonary Disease with Acute Exacerbation
Outros Nomes
DPOC com exacerbação • Broncopneumopatia crônica aguda • Doença pulmonar obstrutiva crônica aguda • Crise de COPD • Exacerbação da DPOC
Siglas Comuns
DPOC COPD J441

Classificação

Capítulo CID
Capítulo X - Doenças do sistema respiratório
Categoria Principal
Doenças respiratórias obstrutivas
Subcategoria
Doença pulmonar obstrutiva crônica
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
COPD afeta mais de 300 milhões globalmente; variações ocorrem conforme fumaça, geografia e genética
Prevalência no Brasil
Brasil tem DPOC em adultos com tabagismo; variações regionais e por estudo
Faixa Etária Principal
Adultos 40 anos ou mais, especialmente fumantes
Distribuição por Sexo
Quase equilíbrio entre homens e mulheres; variações regionais
Grupos de Risco
Tabagismo intenso Exposição a poeira/químicos Poluição do ar Infecções respiratórias na infância Baixo nível socioeconômico
Tendência Temporal
Tendência estável a leve aumento com envelhecimento

Etiologia e Causas

Causa Principal
Exposição prolongada a fumaça de tabaco ou poluentes
Mecanismo Fisiopatológico
Inflamação crônica, obstrução do fluxo de ar, remodelamento das vias
Fatores de Risco
Tabagismo ativo Exposição a poluição Poluição do ar urbano Exposição ocupacional a poeira Infecções respiratórias na infância Baixo nível socioeconômico
Fatores de Proteção
Cessação do tabaco Vacinas influenza e pneumocócica Ambiente livre de fumaça Ventilação adequada em casa
Componente Genético
Contribui em alguns com alfa-1 antitripsina deficiente

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Falta de ar ao esforço, tosse crônica
Sintomas Frequentes
tosse com muco
falta de ar ao caminhar
chiado no peito
produção de muco aumentada
cansaço diário
infecções respiratórias frequentes
Sinais de Alerta
  • falta de ar súbita pior
  • dor no peito intensa
  • tosse com sangue
  • confusão súbita
  • cianose
Evolução Natural
Sem tratamento, piora gradual da função e da qualidade de vida
Complicações Possíveis
Infecções respiratórias graves Insuficiência respiratória Cor pulmonale Redução da tolerância ao esforço Queda da qualidade de vida

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
História de sintomas + espirometria com VEF1 reduzido após broncodilatador
Exames Laboratoriais
Hemograma Gasometria arterial DLCO PCR Oxímetro de pulso
Exames de Imagem
Radiografia de tórax Tomografia HRCT se indicado Ecocardiografia em casos especiais
Diagnóstico Diferencial
  • asma obstrutiva
  • bronquiectasia
  • fibrose pulmonar
  • edema pulmonar
  • reação alérgica grave
Tempo Médio para Diagnóstico
Meses a anos; depende de acesso à avaliação

Tratamento

Abordagem Geral
Plano multiprofissional: reduzir irritantes, reabilitar, controlar sintomas, prevenir exacerbações
Modalidades de Tratamento
1 Broncodilatadores inalatórios
2 Corticosteroides inalatorios se indicado
3 Reabilitação pulmonar
4 Vacinação
5 Oxigenoterapia domiciliária
Especialidades Envolvidas
Pneumologista Fisioterapeuta respiratório Nutricionista Fonoaudiólogo Terapeuta ocupacional
Tempo de Tratamento
Duração variável; ajuste conforme resposta
Acompanhamento
Consultas regulares, monitorar função respiratória e vacinação

Prognóstico

Prognóstico Geral
Varia amplamente; controle adequado mantém qualidade de vida
Fatores de Bom Prognóstico
  • Cessação do tabaco
  • Adesão ao tratamento
  • Poucas exacerbações
  • Boa reabilitação
Fatores de Mau Prognóstico
  • Gravidade avançada
  • Exacerbações frequentes
  • Hipoxemia persistente
  • Doença cardíaca associada
Qualidade de Vida
Impacto significativo; reabilitação melhora bem-estar

Prevenção

Prevenção Primária
Não fumar; reduzir fumaça em casa; ambiente ventilado
Medidas Preventivas
Parar de fumar
Vacinação influenza e pneumocócica
Uso de máscara em ambientes poluídos
Controle de poluição doméstica
Higiene respiratória
Rastreamento
Espirometria em indivíduos com fatores de risco

Dados no Brasil

Internações variam por ano e região
Internações/Ano
Óbitos variam ano a ano
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Carga maior em áreas com tabagismo e poluição

Perguntas Frequentes

1 DPOC é curável?
Não é curável; tratamento controla sintomas e reduz exacerbações.
2 Posso usar inaladores sem prescrição?
Não; apenas com orientação médica para uso correto
3 Quais exames confirmam diagnóstico?
Espirometria com broncodilatador é essencial
4 O que é exacerbação aguda?
Aumento repentino da falta de ar com muco espesso
5 Como reduzir risco de piora?
Parar de fumar, vacinas, reabilitação e adesão ao tratamento

Mitos e Verdades

Mito

DPOC ocorre apenas em idosos

Verdade

Jovens com risco também podem ter DPOC

Mito

Antibióticos curam DPOC

Verdade

Antibióticos ajudam apenas na exacerbação por infecção

Mito

Vacina não ajuda DPOC

Verdade

Vacinas reduzem infecções que agravam DPOC

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Primeiro passo: procure unidade de saúde para avaliação
Especialista Indicado
Pneumologista
Quando Procurar Emergência
Falta de ar intensa, dor no peito, confusão ou pele azulada
Linhas de Apoio
Disque-SUS 136 SUS Telemedicina Apoio local da unidade de saúde

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.